05/fev 2012

Um Mundo Brilhante, de T. Greenwood

Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Um Mundo BrilhanteBen Bailey é um cara preso em um vida comum: professor durante o dia, barman à noite, noivo de uma mulher por quem o amor já não existe, mas sem coragem de sair da situação. Mas a vida dá um jeito de sacudir essa rotina ordinária de Ben.  Quando ele sai de casa pela manhã, no dia da primeira neve do inverno, encontra um jovem índio navajo caído à sua porta, e testemunha seu último suspiro. A partir daí, a busca pelos responsáveis por aquela morte levam Ben a conhecer Shadi, irmã do garoto, e se envolver em uma trama que envolve uma perigosa investigação e, ao mesmo tempo, a necessidade de Ben decidir o que quer realmente da vida, e como isso vai influenciar todos ao redor dele.

Devo dizer que comecei a ler Um Mundo Brilhante (Editora Novo Conceito, 336 páginas) sem muita expectativa, mas simplesmente não consegui largá-lo nos últimos 3 dias. A autora consegue, no decorrer dos 66 capítulos curtos, manter a atenção do leitor, e sempre deixa um gancho irresistível entre um capítulo e outro.

Ben, o personagem principal, é um cara que me deixou com raiva durante várias passagens do livro. Ele se mostra um sujeito egoísta, indeciso e, em vários momentos, se deixa manipular claramente. Se a investigação sobre a morte de Ricky, o jovem navajo, tem papel secundário na trama (apesar de ser o fio condutor da história), é a relação que se desenvolve entre Ben e Shadi, e a inesperada gravidez de Sara, a noiva do rapaz, que movem o livro, levando Ben a uma inevitável decisão que vai determinar o rumo de toda a sua vida.

Um Mundo Brilhante é daqueles livros que, além de não se conseguir parar de ler, fazem com que a gente se envolva. Em vários momentos minha vontade era entrar nas páginas e dar uma sacudida em Ben. Ao mesmo tempo, achei a história um pouco desesperançosa. Não importa o que Ben faça, alguém vai se machucar, algo vai dar errado, pessoas vão sofrer e, por isso, até entendo a aparente apatia do protagonista e incapacidade de se mover, se prendendo a uma investigação aparentemente sem motivo.

Um Mundo Brilhante pode não ser uma história perfeita, mas me proporcionou bons momentos de leitura. E se há algo admirável no livro, é a belíssima capa e a cuidadosa edição da Novo Conceito. Há tempos não via um livro tão bonito e bem feito.

E quer saber da melhor? Tem um kit novinho em folha aqui, que pode ser todo seu. Sim, isso mesmo! Como parte da parceria com a Novo Conceito, recebi um exemplar de Um Mundo Brilhante, em um kit com uma caixinha linda e até uma capa de chuva do livro, para presentear um dos meus leitores. Quer saber o que fazer para ganhar? Amanhã te conto!

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Categoria: Livros, Resenhas

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2 comentários




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  • Ai que medo… de livros assim, desesperançosos, já basta o GRRM. Será que aguento mais um?

    6 de fevereiro de 2012 às 12:48
  • Gostei demais da resenha.

    Fico na vontade de ler, de devorar…

    bjo

    8 de fevereiro de 2012 às 16:41

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