Você tem que ouvir Is This Indie, a melhor coletânea de covers dos Strokes EVER!
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Desde que ouvi falar que o site Rock ‘n Beats estava preparando uma versão do disco Is This It todo gravado por bandas indies brasileiras, fiquei totalmente apreensivo e louco para ouvir. As poucas informações e teasers que saíram me deixaram com mais água na boca. E olha que o Stereogum já tinha lançado um tributo bem bom no meio do ano, comemorando os 10 anos de Is This It.

Em Is This Indie, 14 bandas indies brasileiras recriam as faixas de Is This It, uma a uma, e o grande destaque do álbum é exatamente como cada uma delas realmente recriou as canções, com criatividade e usando seus estilos próprios, sem se grudar muito às originais, mas ao mesmo tempo mantendo a essência delas. Não há uma versão que eu tenha achado ruim, e o resultado é infinitamente superior ao Stroked. De uma maneira geral, as versões deram um clima mais ensolarado ao disco. Para baixar o disco, o Rock ‘n Beats pede em troca só um post no Twitter ou Facebook, e vale cada caractere, pode acreditar. É sério, baixa lá, é de graça!
Abaixo, comento rapidamente o faixa-a-faixa do disco, com a ressalva que o fiz bem rápido, após uma ouvida inicial em cada versão. Então é literalmente uma primeira impressão.
Is This It – Volver
A banda Volver abre o disco com estilo, transformando a guitarra dos Strokes em um belo “riff de piano”, bem no estilo dos pernambucanos. É leviano dizer que ficou melhor que o original?
The Modern Age – Vivendo do Ócio
Sai o riff sujo e entram palminhas para ajudar a marcar o ritmo bem compassado da música com um violão. Confesso que não conhecia a Vivendo do Ócio, mas achei o vocal bem parecido com o original do Julian.
Soma – João e Os Poetas de Cabelo Solto
Versão aparentemente bem fiel à original, mas a entrada do naipe de metais dá um charme todo especial à música. Uma surpresa bem original e agradável.
Barely Legal – Cícero
Já tinha ouvido um teaser dessa versão e ficado quase louco pra ouvir a versão completa. Transformar um rock em uma MPB simpática não é tarefa fácil, mas o resultado é lindo, e já vale pelo disco todo.
Someday – Sabonetes
Uma das músicas mais legais dos Strokes virou uma calma baladinha de teclado e voz, quase em ritmo de oração. Nem melhor nem pior, mas bem diferente, sem dúvida. Senti um pouco de falta do clima mais pra cima da original.
Alone, Together – Pública
Outra acelerada que vira uma baladinha pra lá de alegre e simpática. Achei que a versão homenageou a versão original da melhor forma possível: valorizando a gostosa melodia que fica meio escondida na fúria da bateria e vocal nervosos.
Last Nite – Vespas Mandarinas
Tarefa ingrata a de fazer uma versão para a música preferida de muitos fãs dos Strokes. A criativa solução foi fazer a mistura, como avisa o release oficial, com Lust for Life, música do Iggy Pop que tem o mesmo clima. Fiel à original mas ao mesmo tempo bem diferente.
Hard to Explain – Volantes
Uma das minhas favoritas da coletânea. Gostei como ela começa calminha, quase éterea, e vai se rendendo aos poucos ao clima da original, sem nunca deixar o estilo próprio de lado. O vocal cheio de efeitos foi uma bela bola dentro.
New York City Cops – R Sigma
Adorei como a música deixou o clima pesadão para virar uma canção alegrinha. E o refrão? Ah, o refrão… coisa de gênio! E o que foi a citação de Engenheiros do Hawaii? Só ouvindo pra entender.
Trying Your Luck – Suéteres
Nunca imaginei ouvir uma versão meio country de Strokes. Confesso que a original é a que eu menos gosto do Is This It, mas a versão ficou bem interessante, e vai ficando cada vez mais gostosa quando se aproxima do fim.
Take It Or Leave It – Charme Chulo
Quando vi o nome dos paranaenses nos créditos, mal acreditei. Já conhecia um pouco do rock com moda de viola dos caras, e por isso fiquei bastante curioso para ouvir a versão deles. É tão boa quanto inusitada.
When It Started – Jennifer Lo-Fi
Versão bem experimental. Devo dizer que foi a que menos gostei da coletânea, mas não chega a ser ruim. Só não faz muito meu estilo, ainda mais porque acho a música original bem boa.
Rosa – Banda Uó
Versão tecnobrega em português, bem no estilo da Banda Uó. Genial! A letra é ótima, sobre um cara que quer tirar uma mulher, a Rosa do título, de um bordel, bem ao estilo Odair José: “Quero ser seu cafetão, e ela já tem / Quero dar jóia de prata, e ela já tem / Procurei um robe preto mas ela já tem / Mas eu sei que é o meu amor que ela não tem”. No fim do disco ainda tem a versão tecnobrega de Last Nite em inglês, presente da Uó.
Sagganuts – Visitantes
Sagganuts é uma faixa rara dos Strokes, que nunca entrou em nenhum disco dos caras, e aqui é faixa-bônus. Nunca tinha ouvido a música antes, mas adorei a versão.
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Quando o primeiro disco dos caras foi lançado, em setembro de 2001, eles já estavam conhecidos no mundo todo, e foram a primeira banda a se aproveitar das benesses da internet para chegar aos olhos e ouvidos do mundo todo, e certamente teve papel fundamental nas mudanças que viriam à frente nos nossos hábitos de ouvir música.
