31/jan 2012

Canta, Shakira!

Tem coisa mais linda que a Shakira cantando essa música em francês, Je L’Aime A Mourir? A canção, originalmente de Francis Cabrel, de 1979, já vinha sendo cantada por Shakira em sua turnê, e até entrou no fantástico CD/DVD que ela lançou no fim do ano. Mas essa performance ao vivo no NRJ Awards (que, se você não sabe, é uma premiação musical francesa) tá linda diduê! Veja aí:

http://www.youtube.com/watch?v=LG4hTAKQ2GQ

Categoria: Música

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03/out 2011

O melhor do Rock in Rio

Falar sobre “o melhor do Rock in Rio” é caminhar em terreno pantanoso. Em um festival com tantas atrações, tão diferentes entre si, é normal que existam extremas divergências sobre as opiniões. Quer um exemplo? Veja o parágrafo inicial do ótimo e indispensável texto de ontem da ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer, que é uma verdadeira aula de crítica musical:

Elton John “esfriou a plateia”, onde “sobraram alguns cinquentões com sorriso no rosto” (Folha) ou o “público vibrou a cada gesto do cantor inglês” (“Estado”)? O show de Mike Patton, vocalista do Faith No More, foi “original e surpreendente” (Folha) ou apenas “uma enxurrada de clichês musicais, num clima de tarantela americanizada” (“Estado”)? O NX Zero merece estar entre as melhores performances (Folha) ou foi um zero à esquerda (“O Globo”)?

Os exemplos citados por Suzana mostram a diversidade de opiniões sobre os shows do festival. Por isso, longe de ser uma avaliação definitiva do Rock in Rio, este post não passa de uma simples tentativa de exaltar aquilo que mais me chamou a atenção nesses sete dias de evento. Ah, é claro que devo dizer que não vi tudo o que rolou no Rock in Rio. Algumas vezes simplesmente não tive vontade de investir o meu tempo em determinado show, outras o sono não permitiu, e em várias outras tive acesso apenas a trechos de apresentações na internet.

Devo dizer também que eu não estava lá na Cidade do Rock (eu disse que não iria), mas mergulhei no espírito do festival. Uma das coisas mais legais do Rock in Rio É SER O ROCK IN RIO, por mais contraditório que possa parecer. Sobre isso, não existem palavras melhores do que aquelas que o Zeca Camargo disse na semana passada:

Todo mundo que foi ao Rock in Rio – pelo menos até agora (e eu não tenho motivos para desconfiar de que será diferente até domingo que vem) – divertiu-se com alguma coisa. Quem não estava particularmente interessado num dos shows ou numa das apresentações que estava acontecendo em determinado momento, estava passeando, rindo com os amigos, conhecendo alguém que também foi lá “só de onda”, ou simplesmente namorando. [...] Com exceção talvez de Rihanna – que foi quase uma unanimidade no sentido de ter feito um show aquém das expectativas – todo mundo aproveitou alguma coisa do Rock in Rio, de alguma maneira.

Sempre associei o sucesso de um show à capacidade do artista de mobilizar o público presente. E não sou só eu quem acha isso. Veja esse trecho do post do Bruno Medina sobre o assunto:

Para muita gente – arrisco – a qualidade de uma apresentação está diretamente associada à capacidade que o artista em questão tem de mexer com a massa, fazer a plateia cantar junto, jogar os braços pro alto e esquecer da vontade de fazer xixi, da fome ou da dor nas pernas.

Nesse sentido, não dá pra deixar de citar a apresentação de Ivete Sangalo, que não estava nem aí para o fato de ser uma cantora de axé em um festival de “rock”, ou o belo show do Jota Quest, que desfiou uma sequência de hits que poucas bandas têm à disposição e conseguiu me deixar arrepiado (ouvi falar que o Skank causou efeito parecido, mas infelizmente não vi o show deles). Ouso afirmar que foi o show nacional mais eletrizante desse Rock in Rio.

Jota Quest

Alguns shows conseguiram ganhar o status de arrebatadores, e não vi ninguém criticando as apresentações de Stevie Wonder e Shakira. O primeiro é uma verdadeira lenda da música, e dificilmente faria um show menos que perfeito, com momentos históricos. A segunda, com sua simpatia e sensualidade, aliada a um bom repertório, conseguiu derreter até o rockeiro mais xiita.

Shakira

Tivemos apresentações que podem não ter sido unânimes, mas divertiram e tiveram mais elogios que críticas. É o caso do delicioso show de Katy Perry, a fofa performance do Coldplay, e aquelas feitas sob medida para os fãs, como o Maroon 5, Red Hot Chilli Peppers e todos os shows da noite do metal que, sinceramente, não tenho competência para falar sobre.

Coldplay

Claro que tivemos algumas decepções. O maior exemplo é a própria Rihanna, que o Zeca citou ali em cima. Eu, particularmente, esperava gostar mais do show do Lenny Kravitz, mas não consegui empolgar, apesar de ter lido muitas críticas positivas sobre sua performance.

Devo dizer ainda que tenho ouvido muitas críticas positivas aos encontros entre artistas promovidos no Palco Sunset, mas desses quase nada eu vi, então vou me abster de falar alguma bobagem.

E não poderia deixar esse texto acabar sem citar a cobertura do Multishow, que beirou o cômico. Eu sei que é difícil fazer uma transmissão desse porte ao vivo, mas Didi e Luisa pareciam totalmente perdidas, proferindo comentários totalmente inúteis. Luisa, por exemplo, antes do show de Shakira, visivelmente sem ter o que falar, citou o alto QI da cantora. “Não sei quem mediu”, ela disse, “mas Shakira é mega gênia”. Isso sem falar no Beto Lee, que até agora não entendi qual era a função ali, porque ele só aparecia pra enrolar por 5 segundos antes do início de cada show e fazer comentários vazios no final.

E para você? Quais foram os destaques do Rock in Rio?

Categoria: Música

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