Como já virou tradição por aqui, quarta-feira é dia de Uma Canção. Hoje, esta seção é especial, totalmente metalinguística. Selecionei duas pérolas da música brasileira. A primeira é Uma canção é pra isso, da banda mineira Skank, uma bela canção pop (como costumam ser as músicas do Skank), que ao meu ver merecia receber mais atenção das pessoas:
Uma canção é prá acender o Sol
No coração da pessoa
Prá fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa…
Uma canção é prá trazer calor
Deixar a vida mais quente
Prá puxar o fio da paixão
No labirinto da gente…
Prá consertar
Prá defender a cidadela
Prá celebrar
Prá reunir bairro e favela…
Uma canção me veio sem querer
Naquela hora difícil
Joguei-a logo nesse iê iê iê
Por profissão ou por vício…
Prá clarear a escuridão
E o mundo encerra
Prá balançar
Prá reunir o céu e a terra…
Uma canção é prá fazer o Sol
Nascer de novo
Prá cantar o que nos encantou
Na companhia do povo…
Prá consertar
Prá defender a cidadela
Prá celebrar
Prá reunir bairro e favela
Oooooooh!…
Uma canção é prá acender o Sol
No coração da pessoa
Prá fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa…
Prá clarear a escuridão
E o mundo encerra
Prá balançar
Prá reunir o céu e a terra…
A outra é a não menos bonita Borboleta, de um dos caras mais incríveis da música brasileira atual (tô devendo um post sobre ele), o cantor e compositor Marcelo Jeneci. Se fosse preciso uma canção para definir a palavra música nos dicionários, com certeza seria essa:
Música é que nem borboleta
Ela voa pra onde quer
Ela pousa em quem quiser
Não é homem e nem mulher
Música que sai da gaveta
Se traveste na voz de alguém
Quando entra dentro da cabeça
Não é sua nem ninguém
Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão
Se não decorar a letra
Pode cantar ola e larala
A melodia pode assoviar
Pode até dar um berro pode berrar
Às vezes ela é como um ladrão
Ou como um convidado trapalhão
Depois que entra não quer mais sair
Quer repetir, repetir, repetir
Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão
Verde, branca, azul ou vermelha
Também tem música de toda cor
De acalanto, de baile de amor
De restaurante, de elevador
Música é que nem borboleta
Sai do casulo do alto-falante
Do carrossel e da roda gigante
Pra que você e todo mundo cante
Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão
Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão
Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão
Categoria: Música, Uma Canção
Tags: Marcelo Jeneci, Skank