26/dez 2011

Banda de mentira… música de verdade!

Pode parecer loucura, mas se você pensar bem vai lembrar de um monte de músicas conhecidas de bandas e músicos que simplesmente não existem. E o melhor (ou seria pior?) é que algumas dessas músicas superam de longe grupos que existem de verdade.

The WondersPor exemplo, lembra da canção That Thing You Do? A música é da banda The Wonders, esses quatro caras aí do lado. Se você não sabe quem são eles, não se preocupe, porque na verdade a banda não existe. Eles são uma criação de Tom Hanks, que escreveu e dirigiu o filme The Wonders – O Sonho Não Acabou, história de uma banda americana que estoura nos anos 60 com um (único) hit certeiro: That Thing You Do! A música, composta para o filme, estourou na vida real. Pudera, a canção é realmente muito boa. Quem compôs a faixa na vida real foi Adam Schlesinger, integrante do grupo Fountais of Wayne. Nesse vídeo aqui, você lembra que delícia é a música.

Algumas músicas de bandas falsas não chegam a ocupar um lugar nas paradas de sucesso reais, mas conseguem conquistar seus fãs. É o caso de Fever Dog, da banda fictícia Stillwater, de Quase Famosos. O filme de Cameron Crowe conta a história de um garoto que sonha em ser jornalista musical e segue então em turnê com a tal banda, cujo vocalista é vivido por Jason Lee. E o hit Killer Tofu, da banda The Beets, conhece? Pois saiba que na cidade de Bluffington quase todo mundo adora! Pena que a cidade, assim como a banda e a música, simplesmente não existem. Killer Tofu é a canção favorita de Doug, personagem principal do desenho homônimo da Nickelodeon. E You All Everybody? O maior hit da banda Drive Shaft, que encerrou atividades depois de um trágico acidente aéreo que matou um dos integrantes, Charlie Pace. É claro, você sabe, é a banda fictícia de Lost. Veja a comoção causada pela música aqui.

Alex Fletcher era vocalista da banda PoP nos anos 80, e tinha o megahit Pop! Goes My Heart. Fletcher na verdade é Hugh Grant, astro da comédia Letra e Música. O filme podia ser péssimo, mas só o clipe da canção, totalmente brega-anos-80 já valeria o ingresso para o longa. Veja:

Mas nenhum filme foi tão longe na idéia de criar um grupo de mentira quanto o genial Isto é Spinal Tap. O diretor Rob Reiner fez, em 1984, um mockumentário sobre uma banda de hard rock chamada Spinal Tap. O filme tem toda a estrutura de um documentário tradicional, com entrevistas e imagens de bastidores, seguindo a turnê de despedida da banda. O negócio é tão bem feito que na época do lançamento do filme, muita gente procurou o diretor para perguntar porque cargas d’água ele resolveu fazer um documentário sobre uma banda que ninguém conhecia. A idéia aqui é satirizar e homenagear as (bregas) bandas de hard rock que proliferavam nos anos 80. Em um desses lances em que a vida imita a arte, o filme fez tanto sucesso que a Spinal Tap acabou fazendo uma turnê de verdade. Veja o clipe de Hell Hole, um dos “sucessos” do Spinal Tap.

Gorillaz

E um artigo sobre bandas “virtuais” não podia deixar de fora o Gorillaz. A banda surgiu em 1998, formada por quatro macacos em animação, e só depois de um tempo é que ficamos sabendo que na verdade se tratava de um projeto paralelo de Damon Albarn, do Blur. A coisa era tão sofisticada, que os quatro integrantes tinham nome, personalidades, e até faziam shows. Neles, a banda de verdade ficava escondida atrás de um pano, e imagens eram projetadas em telões. O som do Gorillaz é puro rock alternativo com pitadas de hip hop e eletrônica. Veja o clipe de 19/2000. Aqui no Brasil até tentaram fazer uma coisa parecida, com o rapper Dogão, mas a coisa não colou. O cara bicho teve só uma música com relativo sucesso, Dogão é Mau. Até onde eu sei, nunca foi revelado quem estava por trás do projeto, além do produtor Rick Bonadio.

E no seriado How I Met Your Mother, a personagem Robin era uma estrela adolescente no Canadá, e já pudemos até ver o clipe do lado B da carreira de Robin, a música Sandcastles in the Sand. Assim como seu “hit” anterior, Let’s Go to the Mall, o vídeo é engraçadíssimo por causa da breguice. Veja as duas pérolas:

Categoria: Música

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17/out 2011

Vlog I – Meus seriados

Venho pensando em fazer isso já há um tempinho. Graças à influência dos vídeos da Juliana e da Patrícia Pirota resolvi começar a gravar uns videozinhos também. Nesse primeiro, mostro minha “extensa” coleção de DVDs de seriados. E de quebra tem uma proposta para você, que gosta de colecionar boxes de séries também.

Antes de assistir, fique ciente que gravei totalmente no improviso, o ambiente ficou um pouquinho escuro pro meu gosto, e acabei falando mais tempo do que devia. Prometo que no próximo tento me controlar.

Sem mais, assista, comente e não me xingue muito:

Categoria: Televisão, Vlog

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25/ago 2011

Camisetas dos Sonhos VIII – Lost/Calvin

10/ago 2011

5 passos na evolução de J. J. Abrams

Com a estreia de Super 8 nesse fim-de-semana, mais um grande êxito de J.J. Abrams ganha as telas no Brasil. Para aquecer, escolhi 5 pontos do currículo dele que mostram um pouco da evolução deste que é um dos grandes nomes da cultura pop atual.

 

ArmageddonArmageddon
Talvez a primeira coisa que você lembre quando se fala em Armageddon seja a música do Aerosmith, mas esse imenso sucesso de 1998 foi o primeiro ponto de J.J. Abrams, que foi um dos roteiristas do filme e ajudou o longa a superar até seu ídolo Spielberg, que naquele ano lançava O Resgate do Soldado Ryan. É um filme-catástrofe dirigido pelo Michael Bay, sim, mas já tem o toque de J.J.

Felicity
Primeira incursão de Abrams na TV, em 1998, foi também a primeira vez que o cara dirigiu alguma coisa. Felicity tinha tudo para ser mais uma série adolescente, sobre uma universitária que muda de cidade só para ir atrás do cara que ela gosta (o detalhe é que eles trocaram duas palavras na vida), mas acabou virando um dos seriados mais legais da WB. Um detalhe interessante é que Felicity experimentou novas linguagens em episódios específicos. Um deles virou um clássico: é um gravado em preto-e-branco, no melhor estilo Além da Imaginação, em que Felicity e seus amigos ficam presos dentro de uma caixa (a mesma caixa que Meghan, colega de quarto de Felicity, guardava e escondia seu conteúdo). No final, mais um toque J.J.: antes de finalmente escolher entre Ben e Noel, Felicity viajou no tempo para ponderar sua escolha (sim, para felicidade geral da nação e MINHA infelicidade, ela ficou com Ben).

Felicity

LostLost
Foi aqui que J.J. Abrams virou o fenômeno que todos nós conhecemos. O que parecia mais uma história de naufrágos, virou uma das séries mais cultuadas de todos os tempos, e certamente aquela que mudou para sempre a forma como as pessoas se relacionam com as séries de TV. Abrams dirigiu em 2004 o piloto mais caro da TV até hoje, e ganhou seu primeiro e único Emmy. Foi com Lost que ele pôs em prática sua fascinação pelo desconhecido, assunto que ele discorre com maestria na já clássica palestra que ele deu no evento TED em 2007. Vale a pena ver:

Cloverfield
J.J. Abrams bebeu nas águas de Bruxa de Blair para produzir este longa, de 2008, que teve uma das primeiras campanhas de divulgação feitas de forma viral e cheia de mistérios. O filme em si nem é assim tão maravilhoso, mas vale pela estratégia de marketing, outro trunfo que Abrams sempre usou.

Cloverfield

Star Trek
A tarefa de J.J. Abrams aqui era hercúlea: dar um reboot em uma das franquias mais famosas da cultura pop, agradando aos fãs xiitas e atraindo gente nova. Missão mais que cumprida. Star Trek atingiu em cheio os fãs de longa data e, de quebra, atingiu um novo público. Resultado: o toque de Midas de J.J. Abrams tornou este longa de 2009 o mais lucrativo da franquia.

Star Trek

Reduzir a trajetória de J.J. Abrams em apenas 5 passos pode parecer até sacrilégio, afinal ficaram de fora pérolas como Alias, Missão: Impossível III e, é claro, Fringe. Isso sem contar com o que ainda vem pela frente. Além de Super 8, ele é responsável por duas das séries mais esperadas do fall season 2011-2012: Alcatraz e Person of Interest, além das continuações de Star Trek, Cloverfield e Missão: Impossível.

Categoria: Cinema, Listas, Televisão

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