18/out 2011

Os Três Mosqueteiros [Crítica XVII]

Devo confessar que foi meio a contragosto que fui assistir a essa nova versão de Os Três Mosqueteiros. Sempre tive uma birra, sabe-se lá o motivo, da história criada por Alexandre Dumas e, por isso mesmo, pouco sei sobre ela. Preconceito bobo, eu sei, mas fazer o quê?

Dito isso, admito que me diverti mais com Os Três Mosqueteiros 3D do que eu imaginava que fosse  capaz. Não que o longa seja uma maravilha. Pelo contrário. Não o veria de novo nem em um milhão de anos, mas ele serviu para encher aquelas quase duas horas.

Os Três Mosqueteiros

Na trama, o jovem D’Artagnan (Logan Lerman), sedento por aventuras, se muda para Paris, onde se envolve em conflito com Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Luke Evans), os três mosqueteiros, e logo se torna um deles (nunca entendi porque se chama Os Três, e não Os Quatro, Mosqueteiros). A partir daí eles entram em uma aventura para recuperar um colar da rainha (Juno Temple), roubado pela bela Milady de Winter (Milla Jovovich) para provocar uma guerra entre França e Inglaterra. O plano é orquestrado pelo malévolo Cardeal Richelieu (Christoph Waltz), de forma a incriminar o Duque de Buckingham (Orlando Bloom) e enfraquecer o mimado e frívolo Rei Louis XIII (Freddie Fox).

Os Três Mosqueteiros

Na verdade, a história não importa muito. Tudo aqui foi feito para servir de pano de fundo das exageradas batalhas e cenas de ação inverossímeis criadas pelo diretor Paul W. S. Anderson (de Resident Evil), um megalomaníaco de marca maior. Se o filme todo evoca Piratas do Caribe, as cenas de ação (especialmente aquelas com a Milady de Jovovich) remetem a Matrix. Os diálogos são recheados de passagens com acento cômico (mas que não têm muita graça). O filme todo tem um tom meio de não se levar a sério, e acredito que quem é fã de verdade da obra de Dumas não vai gostar muito. Nesse ponto, saí em vantagem.

Os efeitos em 3D estranhamente não incomodaram, mas também não passam de umas espadas apontadas para o público. Acho que o filme podia passar sem isso, ainda mais que os cenários são muito bonitos e mereciam ser vistos com todo o brilho que os óculos 3D não proporcionam.

Os Três Mosqueteiros

Em resumo, Os Três Mosqueteiros serve sim como entretenimento, não é daqueles filmes que dê vontade de largar na metade. Mas quando chega o final, a gente descobre que ele também não acrescentou nada de bom.

Categoria: Cinema, Críticas

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