12/jun 2011

Canções de amor para o dia dos namorados

Quem me conhece sabe que uma das minhas maiores diversões é montar coletâneas de músicas, seja para presentear amigos, comemorar ocasiões ou simplesmente juntar coisas que eu gosto.

É por isso que tenho essa coletânea de canções de amor na manga há um tempinho. Talvez não sejam as melhores, mas certamente são as minhas favoritas. Pra quem ainda não tem presente para esse dia dos namorados (tsc, tsc, que feio!), é só gravar essa coletânea e ser feliz. Espero que você (e seu amado/a) goste!

Canções de Amor

Canções de amor
01. Love – Matt White
02. Pensar em Você – Daniela Mercury
03. Pra Você Guardei o Amor – Nando Reis
04. Tudo Sobre Você – Zélia Duncan
05. Aconteceu – Adriana Calcanhotto
06. A Sua – Marisa Monte
07. O Que Eu Também Não Entendo – Jota Quest
08. Eu Preciso de Você – Maria Bethânia
09. Balada do Amor Inabalável – Skank
10. I’m Yours – Jason Mraz
11. O Último Romance – Los Hermanos
12. All Star – Cássia Eller
13. Close to You – Cranberries
14. Equalize – Pitty
15. Come What May – Ewan McGregor & Nicole Kidman
16. Better Together – Jack Johnson
17. Iris – Goo Goo Dolls
18. Tá Tudo Bem – Ivete Sangalo
19. Não Vá Embora – Marisa Monte
Baixe aqui a coletânea

Categoria: Coletas, Música

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10/jun 2011

João Gilberto, 80 anos

João Gilberto

10 de junho de 1931. Nenhum outro gênero musical tem data de nascimento tão exata quanto a bossa nova. Foi nesse dia que, em Juazeiro, Bahia, nascia João Gilberto Prado Pereira de Oliveira. E ninguém há de discordar que a bossa nova é João Gilberto, e não há melhor expressão da bossa nova que João Gilberto. Porque se as letras de Vinicius e as melodias de Tom são marcas inconfundíveis da bossa nova, a interpretação sem exageros de João, munido apenas de um violão e sua voz, usada como se estivesse conversando, mais falando que cantando, é o pulo do gato do gênero.

João GilbertoJoão Gilberto é polêmico por seu perfeccionismo, que já criou situações embaraçosas, por se recusar a cantar em locais cuja qualidade do som não esteja próxima da perfeição. João Gilberto é conhecido por seu isolamento. Ele não dá entrevistas, não aparece em público senão nos seus cada vez mais escassos shows (dizem que, este ano, ele comemora os 80 anos com os últimos shows de sua carreira) e diz-se que ele aprendeu sua técnica ensaiando no banheiro da casa da irmã, cujos azulejos proporcionavam a acústica que ele procurava. João Gilberto é mítico por suas manias e histórias. No começo dos anos 80, por exemplo, seu momento mais recluso era tão intenso que até a faxina do quarto que ocupada em um apart-hotel no Rio era feita por ele mesmo, para evitar o contato com outras pessoas.

Foi em 1957, aos 26 anos, que João Gilberto chegou ao Rio, pronto para alavancar a revolução da Bossa Nova. Quando Tom Jobim o conheceu e quis que o amigo gravasse uma de suas composições com Vinicius de Moraes, Chega de Saudade, estava pronta a receita que iria mudar a história da MPB. Não é à toa que todo mundo se lembra de quando ouviu João Gilberto pela primeira vez. Em 1959 saiu o álbum de mesmo nome, o primeiro da irretocável carreira do músico.

A parceria com o saxofonista Stan Getz levou a música de João para o resto do mundo, e o disco dos dois rendeu ao garoto de Juazeiro quatro Grammys (batendo até os Beatles na disputa). Seu estilo econômico e perfeccionista é refletido também no conjunto de sua obra. Entre 1959 e 2006, quase 50 anos, foram apenas 17 álbuns, com espaços entre si que chegam a até 6 anos. Mas todos, sem exceção, gemas lapidadas do cancioneiro popular do Brasil.

João Gilberto

Mas, mais que falar sobre sua história, João Gilberto tem uma extensa obra que demonstra sua importância para a música brasileira. Basta olhar a quantidade de gente boa que já gravou as músicas cantadas pelo gênio incontrolável de João Gilberto. Por isso, a homenagem deste blog a João Gilberto é na forma de uma coletânea de canções que você com certeza conhece, imortalizadas no estilo do baiano mais brasileiro do mundo, aqui interpretadas por grandes nomes da música brasileira e até internacional, mostrando que a força e a genialidade de João Gilberto não tem fronteiras, e seu legado vai durar muito mais do que mais 80 anos.

João Gilberto 80 anos

João Gilberto 80 anos
01. Roberta Sá – Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
02. Nara Leão – Samba de Uma Nota Só (Newton Mendonça e Tom Jobim)
03. Gal Costa – Pra Machucar Meu Coração (Ary Barroso)
04. Daniela Mercury – Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso)
05. Cássia Eller – Saudade Fez Um Samba (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli)
06. Damien Rice e Lisa Hannigan – Desafinado (Newton Mendonça e Tom Jobim)
07. Djavan – Brigas, Nunca Mais (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
08. Diana Krall – Este Seu Olhar (Tom Jobim)
09. Banda Eva – É Preciso Perdoar (Alcivando Luz e Carlos Coquijo)
10. Everything But The Girl – Corcovado (Tom Jobim)
11. Gilberto Gil – Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)
12. Casuarina e Moinho – Rosa Morena (Dorival Caymmi)
13. Adriana Calcanhotto – Bim Bom (João Gilberto)
14. Fernanda Takai – Kobune (O Barquinho) (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli)
15. Bossa Cuca Nova – Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
Baixe aqui.

Categoria: Coletas, Música

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05/mai 2011

Guilty Pleasures

Guilty pleasure, em bom português, é um prazer com culpa. Basicamente, são aquelas coisas que você gosta com um pouco de culpa, até com uma certa vergonha, porque as pessoas que se dizem legais não gostam, acham brega ou até mesmo ridículo. Mas atire a primeira pedra quem não tem seu guilty pleasure. Eu, por exemplo, devo confessar que gosto de novelas, reality shows e de um tantão de músicas consideradas péssimas pela galerinha cult de plantão.

É até difícil falar dos meus guilty pleasures na música. Meu gosto é completamente variado, e ouço de tudo (tudo mesmo) um pouco. Pop, rock, samba, MPB, sertanejo, soul, jazz e axé, tem lugar pra tudo no meu iPod.

Pois é, quer coisa mais guilty pleasure do que admitir publicamente que gosto de axé, em um blog sobre cultura pop? Mas você, meu leitor, precisa saber disso desde já. Gosto de axé, vou em micaretas, passo o carnaval em Salvador, e adoro a Daniela Mercury. Isso, aliás, já foi argumento de muita gente em discussão comigo. “Ah, mas você gosta de Daniela Mercury, não dá pra confiar no seu gosto”. Hoje eu sei que quem diz isso é porque não tem o que mais dizer (e é cheio de guilty pleasures escondidos).

Comecei a acompanhar a carreira da Daniela Mercury lá nos idos de 1992, 1993, quando ela lançou O Canto da Cidade, pra você ver como o caso é antigo. A voz de Daniela é incrível, única, e ela representa o que de melhor a cultura do Brasil tem, tanto que é a representante da música brasileira por excelência no exterior. Acho que Daniela é a uma das poucas artistas que ainda me fazem comprar um CD original, e seguramente a única que me causou uma emoção indescritível quando vi ao vivo pela primeira vez. E olha que nem sou desses fãs super fanáticos que só pensam no seu ídolo, e acham que eles são inexplicavelmente perfeitos.

Gosto de Roberto Carlos, acho o cara o melhor compositor do Brasil, sem dúvida, e não tô nem aí para quem diz que é música de velho, que é brega, cafona. Impossível não gostar de músicas como Detalhes, À Distância e Outra Vez. Vai dizer que você nunca cantou Emoções no fim do ano?

Certamente tenho muitos outros guilty pleasures, mas não vou contar agora pra não assustar. Mas garanto que tenho inúmero pleasures non-guilty também. Só que há muito tempo deixei de me importar se é motivo de vergonha ou não gostar de Calypso e funk. Tá bom, já falei dos meus guilty pleasures. Agora me conta os seus, vai!

Categoria: Música, Pensata

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