23/jan 2012

Winter, o Golfinho [Crítica XXXIII]

Antes de começar a assistir Winter, o Golfinho (Dolphin Tale), você deve ter em mente que o filme não traz nada de novo (de fato, a gente já começa a assistir sabendo como tudo vai terminar), não é nenhuma obra-prima, e nem pretende ser mais do que entretenimento para divertir e emocionar. Mas nem por isso o longa é uma perda total de tempo. Pelo contrário, a trama é simpática e vai te dar bons motivos para sorrir, se você estiver de coração aberto e livre de preconceitos.

Winter, o Golfinho

O longa dirigido por Charles Martin Smith é a história real do garoto Sawyer (Nathan Gamble), um pré-adolescente tímido e solitário que um dia encontra um golfinho machucado na praia (na verdade é uma “golfinha”). Ela é levada para um hospital veterinário, comandado pelo Dr. Clay (Harry Connick Jr.), e acaba tendo que ter parte da cauda amputada. Winter precisa de cuidados intensos, e só a amizade que se desenvolve entre ela e o menino faz com que o animal reaja ao tratamento e tenha vontade de viver. No entanto, a falta da cauda causa outros problemas a Winter, que precisa de uma prótese para continuar viva. É aí que entra o trabalho de Ken McCarthy (Morgan Freeman).

A história tem seus clichês, e todo o roteiro foi construído de forma a apresentar uma fábula de amizade e superação que emocionasse o espectador. Alguns aspectos são bem batidos, como a trama que envolve a venda do hospital e o consequente destino incerto dos animais que ali vivem (incluindo Winter), toda a história da relação de Sawyer com o primo Kyle (Austin Stowell), uma tempestade tropical e até um pelicano nervosinho. Isso para não citar a desnecessária cena de um helicóptero de controle remoto descontrolado. Por outro lado, o longa não se rende a um romance entre Clay e a mãe de Sawyer (Ashley Judd, sempre fantástica), que chega a se anunciar em dado momento.

Outro ponto que merece citação é a qualidade técnica do filme. É difícil identificar quando estamos diante da verdadeira Winter (é a própria Winter quem interpreta a si mesma) ou de efeitos especiais. O elenco, se não tem nada de excepcional, também não compromete. O destaque é a garotinha Cozi Zuehlsdorff, que faz Hazel, a filha de Clay, e brilha cada vez que aparece em cena. Sem falar em Morgan Freeman, cujo papel é pequeno, porém marcante.

Winter, o Golfinho

Enfim, Winter, o Golfinho pode não ser nenhum filme memorável, mas com certeza você ainda vai se lembrar muito dele quando for reprisado à exaustão na Sessão da Tarde daqui há alguns anos. E vamos falar a verdade: nem só de obras-primas se sustenta a paixão pelo cinema, não é mesmo?

Obs.: Geralmente, este seria o tipo de filme sobre o qual eu não falaria aqui, mas meu objetivo em 2012 é comentar todos os filmes que eu assistir aqui no blog. Então, aí está!

Categoria: Cinema, Críticas

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