16/abr 2012

Seu garçom, traz uma novidade bem passada, por favor!

Vamos começando as comemorações do primeiro aninho do blog… Pedi para alguns amigos blogueiros escreverem posts especiais para o Fósforo. A Sharon Caleffi, que tem um blog bonzão e já ganhou promoção fosfórica, foi a primeira a entregar o texto bacaníssimo que você lê a partir de agora.

Como vocês já sabem, esse é o mês de aniversário do Fósforo e ele convidou os blogs amigos (eba!) para escrever guest posts. Eu fiquei felicíssima, adoro escrever, adoro o Fósforo e o João é um legítimo cavalheiro, sempre educado e atencioso. Então respondi correndo que sim e me ofereci para escrever sobre uma de duas pessoas que eu adoro: M.I.A. e Millôr. O João acho melhor a M.I.A. e eu comecei:

M.I.A. - Bad Girls“Como boa velhinha, já tenho opinião formada sobre tudo. Já passei da fase de metamorfose ambulante (e talvez ela volte, quem sabe?) e principalmente se o assunto é música, já sei de tudo o que eu gosto, já sei o que não gosto e nem quero ver essa novidade aí que tenho certeza que não faz tremer meu diapasão. Mas aí me surge doutora M.I.A. tocando fogo no barraco. Vocês viram o vídeo novo, não é? Mulherada de véu pilotando perigosamente no deserto quando a Arábia Saudita quer prender mulheres por dirigir. E a fofa (louca e fofa, a M.I.A., toda ela uma contradição) diz que não tem nada a ver com política, só com diversão. Digamos que “Bad Girls” é a “Rock the Casbah” dela. Porque até agora, tudo era política.”

E empaquei. “Tudo era política?” Baralhos… isso vai ser loooongo pra explicar… Então tentei voltar ao Millôr e fiquei três ou quatro horas lendo o site dele. Millôr fala por si mesmo, gente, não tenho nada a acrescentar. Só esperem pra terminar de ler antes de ir lá, senão vocês não voltam mais aqui hoje. Então, sem assunto, falei com João:

“Empaquei, e agora?”
“Te vira, curupira”

Bah.

Então pensei em não ir muito longe no assunto, mas sim no tempo. Falar da coletânea de moçoilas cantantes dos anos 60 “Where the girls are”. São vários discos, mas tem muita coisa no youtube pra ver de grátis. Eu pensei em separar as que eu mais gosto mas são 185 vídeos! Quem é abençoado com internet rápida vai deixando tocar tudo, vale a pena. Muito. Viram só? Quem precisa de novidades, fala sério! Pronto, mais um assunto que acabou.

Hum… o João também fala de cinema… deixa ver. Assisti “The Priest” dia desses. Ruim. Bem ruim. Eu consegui adivinhar TODO o filme antes da metade. Mas tem umas coreografias de luta e fuga que me lembraram o Trio Tempestade do Lo Pan. Lembram deles? Não? Pois o Lo Pan é aquela alma antiga e maligna, o feiticeiro trevoso do “Aventureiros do Bairro Proibido“, meu quarto filme preferido de todos os tempos. Ainda não escolhi os três primeiros, mas deve ter coisa melhor, apesar deste filme ser bárbaro. Por vários motivos, entre eles, o Trio Tempestade: Trovão, Chuva e Relâmpago que são almas malignas mas não tão antigas que controlam as coisas que os nomeiam. Claro que a única coisa que presta nisso tudo é o raio, o trovão é só barulho e a chuva é só água, mas não contem pra eles, não vamos deixá-los tristes. Então que o Raio, claro, o mais foda, passeia pra cima e pra baixo muito estilosamente. E no “The Priest” também tem uma coisa assim. Mas não percam tempo assistindo o Priest, assistam o Aventureiros mais uma vez. Muito mais diversão. A não ser que vocês gostem de adivinhar o enredo dos filmes. E não esqueçam do beholder. Beholders são baiacus espiões voadores cheios de olhos. Sabe aquele seu professor que sempre sabia que você estava fazendo algo errado mesmo sem olhar na sua direção. Pois então. Beholder disfarçado.

Viram só, eu gosto de coisas velhas. Professores, beholders e baiacus estão no mundo muito antes de eu existir.

Tá, outro assunto acabou e eu até poderia finalizar o post por aqui, mas eu tenho que dizer uma coisa, senão eu não sou paranaense: eu sou do Paraná. Nascer do Paraná é uma coisa assim tão legal que todos os paranaenses falam disso o tempo todo. Se você só consegue lembrar de um paranaense agora, é porque ele é o único que você conhece, juro. Se você conhecesse mais, saberia.

E no Paraná, nós temos… literatura paranaense! E um prêmio Jabuti, como não, aliás quatro, ou até mais, mas só posso falar do que li. O fofinho do Domingos Pellegrini pegou dois e o vampiro Dalton e o professor Tezza, um cada um. As histórias do Dalton e do Tezza são mais “universais”, e o Pellegrini também tem livros assim: “O caso da Chácara Chão” poderia ter acontecido em qualquer lugar. Mas alguns contos dele, dos livros “Meninos crescem”, “Sete Pragas” e “Pensão Paraná” são bem paranaenses. Cheios de avós europeus, pés-vermelhos, colônias, posseiros, bugres e crianças, transbordam de nostalgia e mostram minha terrinha. Recomendo fortemente, pra você mostrar pro seu amigo paranaense que sabe mais do Paraná do que ele. Outro cabra da peste destes rincões é o querido Manoel Carlos Karam e suas histórias non sense sobre tudo e nada (vejam mais no jornal Cândido), que encerra o meu post com uma frase boba, mas nem tanto:

“Repolho não pensa, logo não existe.” – Manoel Carlos Karam, um santo.

Filosofem, meus filhos…

Feliz aniversário, Fósforo! Vida longa! Saúde pro João, que o resto se ajeita!

Sharon Caleffi
Sharon Caleffi
escreve sobre livros, crianças e rock na quitandinha.

Categoria: Autor Convidado, Cinema, Livros, Música

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4 comentários




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  • João Paulo Mauler disse:

    Deve ter alguma coisa muito errada comigo, porque eu nunca vi “Aventureiros do Bairro Proibido“… e agora me deu muita vontade!!! kkk

    Obrigado pelo post, querida, ficou fantástico, e pelo carinho de sempre!

    [Reply]

    16 de abril de 2012 às 9:38
  • Assista, João!
    Adorei escrever pra ti! E ficou tão bonito aqui… e o beholder! lindão!
    Feliz aniversário de novo!

    [Reply]

    16 de abril de 2012 às 9:48
  • Primeiro aniversário de blog é tudo de bom!
    Dá satisfação ver a repercussão do trabalho e o atingimento do mesmo entre as pessoas via mundo!
    Parabéns ao FÓSFORO!
    Parabéns ,João Paulo!
    Vida Longa Ao Blog!!
    Um Abraço Do Jorge Ramiro.

    [Reply]

    16 de abril de 2012 às 14:52
  • M.I.A. é monstro! No terrível Bionic da Aguilera a única que se salva numa boa é Elastic Love, e é dela. Nem sei a razão de terem dado mais destaque pra emburrada da Nick Minaj no clipe da Maddona, fala sério.

    Sabe, na faculdade, beholder disfarçado de professor de Contabilidade Avançada. Ah, se eu soubesse antes!

    Post bom demais, nem tem como comentar cada citação, rsrs; e valeu só pela citação ao Caso da Chácara Chão, um dos melhores naionais que já li.E tenho que voltar para o meu post, eu também empaquei, é difícil escrever para o blog alheio. Com o nosso, bom ou ruim, a culpa é nossa, mas dá uma dor de barriga mandar algo ruim para o dos outros…

    Logo o meu aparece.

    [Reply]

    16 de abril de 2012 às 20:03

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