15/jun 2012

E finalmente, o novo single de Mika, Celebrate

O cantor Mika divulgou hoje, finalmente, o primeiro single de verdade do seu terceiro disco, The Origin of Love. A música se chama Celebrate, é bem dançante e tem um quê de anos 80, além da participação do rapper Pharrell Williams. Bem boa, viu? Ouve aí…

É 2012 fazendo bonito, com Mika em setembro e Alanis em agosto…

Categoria: Música

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14/jun 2012

Estilhaça-me, de Tahereh Mafi [Resenha XXII]

 Fiz uma promoção recentemente perguntando aos leitores o que eu devia ler, em uma lista de opções. O vencedor ganharia o livro escolhido pela maioria. A obra escolhida foi essa Estilhaça-me. Mas a falta de tempo, excesso de leituras e, sinceramente, o fato da temática do livro não me empolgar muito, me fez propor à Gabriela Camphora, a sortuda vencedora da promoção, que ela mesma resenhasse o livro após lê-lo. A Gabriela, sempre super simpática, topou na hora, e fez a resenha mega bacanuda que você lê a partir de agora. Valeu, Gabi! E muito obrigado, Novo Conceito, pelo livro que foi cedido para o sorteio.

Alguém se lembra daquela promoção O que devo ler agora? que rolou por aqui? Eu fui a vencedora! (yay! Super feliz!)
Levei uma eternidade um tempinho pra começar a ler Estilhaça-me, pois a faculdade estava me consumindo.
E não é que nesse meio tempo fui convidada pelo João Paulo para escrever este post? Não preciso nem dizer o quão honrada fiquei, não é?! Porém, com toda essa honra, vem o peso do medo de não corresponder às expectativas.
Mas vamos ao que interessa!

Título: Estilhaça-me
Autor: Mafi, Tahereh
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Edição: 2012
Sinopse: Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Estilhaça-me, de Tahereh MafiEstilhaça-me é o livro de estreia da autora Tahereh Mafi, de apenas 24 anos. Distópico, com algumas críticas sociais, mas que não foge do romance adolescente. A trama é narrada por Juliette, a protagonista, e se passa num futuro caótico: a destruição, a desesperança, o medo e a violência são predominantes, sob um céu acinzentado e sem vida, e sob os poderes do Restabelecimento, com a falsa promessa de uma vida melhor a todos.

Juliette está internada presa em condições precárias há 264 dias, sob os radares do Restabelecimento, numa cela isolada. Luta para se manter sã e salva. Acredita ser um monstro, uma aberração, pois seu toque é letal. Ela não sabe o que é amor, carinho – nunca teve amigos e foi abandonada até pelos seus pais. Quando ganha um companheiro de cela de tirar o fôlego, Adam Kent, Juliette percebe que já o conhece, mas não sabe de onde. Adam é louco? Ela desconfia que não. Uma única coisa é certa: ela deseja seu toque, mas sabe que tem de evitá-lo a todo custo.

No decorrer da trama, Juliette é levada para as dependências luxuosas do tal Restabelecimento, onde conhece o líder Warner, o qual tem uma fixação louca por ela, e, para sua surpresa, descobre que Adam Kent, é, na verdade, um de seus soldados, e foi designado para vigiá-la o tempo todo. Warner lhe dá conforto, comida, roupas, porém seu plano é torná-la uma aliada; usá-la como um objeto de tortura em seu exército.
Juliette vai contra o plano doentio desse sistema, não quer se deixar corromper, e sabe que precisa sair dali. Porém ela não está sozinha: seu ex-companheiro de cela, que revela ser alguém de seu passado, a ama e está mais do que disposto a ajudá-la.

Eu, particularmente, gostei do livro, mesmo sendo do gênero Jovem Adulto (YA – Young Adult). A primeira coisa que me chamou a atenção foi a capa: linda e brilhante. Um luxo! A segunda, e mais interessante, foi a escrita peculiar da autora. Ela utiliza muitos trechos tachados (como usei neste post) para demonstrar algum pensamento contraditório ou algum tipo de frustração da protagonista; usa e abusa das hipérboles, metáforas e eufemismos; trechos sem pontuação e palavras triplicadas triplicadas triplicadas; tudo isso para evidenciar a perturbação mental de Juliette. É o tipo de escrita que pode incomodar (e incomodou!) muita gente, mas para mim foi o diferencial. Me cativou.

O livro tem capítulos curtos, o que torna a leitura rápida e gostosa. A autora conseguiu transmitir todos os sentimentos de Juliette de forma poética e bela, e me peguei algumas vezes sem ar sem ar sem ar e estilhaçada, assim como a protagonista.

Fique bem longe deste livro se:
- Metáforas e eufemismos te dão náuseas – elas são usadas em todas (TODAS!) as páginas do livro. Se existe uma maneira de transformar qualquer coisa em metáfora, a autora a encontrou;
- Os trechos tachados deste post te incomodaram;
- Não gosta do gênero Jovem Adulto;
- Não gosta de clichês.

Mas se você é um bookworm como eu, e nada disso te priva do prazer da leitura, eu o recomendo.

Trecho do livro: “Matar tempo não é tão difícil quanto parece.
Posso atirar uma centena de números no peito e vê-los sangrar pontos decimais na palma de minha mão. Posso rasgar os números de um relógio e ver os ponteiros das horas fazer tique-taque tique-taque tique-taque, seu taque final pouco antes de eu pegar no sono. Posso sufocar os segundos apenas segurando minha respiração. Há horas ando assassinando minutos e ninguém parece prestar atenção.”

Boa leitura!

Até mais.

Categoria: Autor Convidado, Livros, Resenhas

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13/jun 2012

Já viu a capa do novo disco da Alanis?

Havoc and Bright Lights, sétimo disco da Alanis Morissette, vem ao mundo no dia 27 de agosto. #ansiedadeon

Alanis Morissette - Havoc and Bright Lights

Categoria: Música

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13/jun 2012

Por que salvar o Cine Excelsior?

As minhas primeiras lembranças de ir ao cinema datam de 1985, 1986… Certamente devo ter visto filmes na telona antes disso, mas foi com 4 ou 5 anos que passei a entender de verdade o que era aquilo. Nessa época eu assistia, rigorosamente, a todos os filmes dos Trapalhões (o primeiro do qual me lembro de ter visto na telona foi Os Trapalhões no Rabo do Cometa, de 1986, que misturava atores reais com animação, dois anos antes de Roger Rabbit), e ir ao cinema era um ritual quase solene. Nessa época, salas de cinema em shoppings eram um sonho distante (mesmo porque o primeiro Shopping de Juiz de Fora seria inaugurado só em 1988), e não lembro de frequentar outra sala que não a do Cine Excelsior (outra que iria fazer minha cabeça, a do Cine Veneza, foi inaugurado em 1987).

Cine Excelsior

Me lembro da arquitetura imponente da sala do Excelsior, instalado bem no centro de Juiz de Fora, na principal avenida da cidade, com o belíssimo teto (que, na época eu não sabia, era em Art Nouveau), e de como eu gostava de sentar nas poltronas laterais que formavam uma espécie de mezzanino no fundo da sala, olhar as pessoas lá embaixo e ver os filmes bem do alto (embora, apesar das 21 caixas de som, eu nunca conseguisse entender direito as falas). Foi lá que eu fui apresentado ao cinema. Mais que isso, foi lá que aprendi a gostar de cinema.

Assim como eu, todo mundo que hoje está na faixa dos 30 anos deve ter alguma história com o Excelsior. Já os mais jovens não tiveram a sorte de usar a sala, que foi fechada em 1994, com a promessa de ser apenas uma reforma. Reforma que nunca acabou (há uma piada recorrente na cidade que diz que o filme “Fechado para reforma” foi o que ficou mais tempo em cartaz), e culminou na retirada das poltronas do Excelsior, no fim do ano passado, e nos boatos de que no local será instalado um estacionamento. A classe cultural de Juiz de Fora até vem tentando impedir o fim do Excelsior, através do Movimento Salvem o Cine Excelsior, mas até agora os políticos da cidade nada fizeram a respeito.

Cine Excelsior

Por que salvar o Cine Excelsior, você pergunta. Não só porque estamos falando daquele que foi o maior cinema do interior de Minas (eram 1.250 lugares), de uma das mais belas arquiteturas de uma sala de cinema no Brasil (só perde para o também juizforano Cine-Theatro Central, talvez) e porque seria um dos últimos cinemas de rua da cidade (por aqui só resta o Cinearte Palace). Mas também pela memória afetiva que o Excelsior tem em nós, juizforanos. E não sou só eu quem diz isso não:

Pelo o que eu me lembro, provavelmente foi o primeiro cinema que entrei na vida para ver, creio, “O Fusca Enamorado”. Lembro também que foi o único cinema em que fui barrado, por não ter idade para assistir a um filme do Schwarzenegger… Cada frequentador do Excelsior tem uma lembrança, foi o primeiro cinema de muita gente. (Alessandro Driê, em texto no blog do Coletivo Sem Paredes)

Salvar o Cine Excelsior é apresentar para toda uma nova geração um espaço de beleza ímpar. Mais que isso, é preservar a história cultural de Juiz de Fora. É por isso que eu apóio o movimento pela salvação do Excelsior. E acho que você também devia!

Categoria: Bastidores, Cinema

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12/jun 2012

Feliz dia dos namorados

…e na falta de inspiração e tempo para criar um post especial para o dia de hoje, vamos lembrar o que eu postei no ano passado?

Uma das coisas mais bacanas que fiz nesse ano e pouquinho de blog foi uma coletânea de músicas para o dia dos namorados. Revendo a lista hoje, acho que não mudaria nada na coleta. Talvez até fizesse um volume 2. Quem sabe ano que vem? Enquanto isso, ouça a coleta do ano passado.

E um dos posts mais lidos do blog também foi feito naquele 12 de junho de 2011. Foi uma lista com as 5 melhores declarações de amor do cinema. Vale a pena (re)ler e se emocionar!

“I’m just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her” (Sou apenas uma garota, parada em frente a um garoto, pedindo que ele a ame)

E pra terminar, o mais belo dos desenhos da turminha dos Peanuts: Feliz dia dos namorados, Charlie Brown. A primeira parte aí embaixo, e o resto no post do ano passado:

Categoria: Bastidores

12/jun 2012

Ele está voltando!

Yeah, babe! Mesmo que a sexta temporada de Dexter tenha demorado a engrenar, terminou de forma bombástica, deixando todo mundo ansioso pelo novo ano. E pela imagem abaixo, parece que a sétima temporada começa exatamente onde a sexta nos deixou.

Dexter - Sétima Temporada

A sétima temporada de Dexter começa em 30 de setembro, com o episódio Are you…?, pelo canal americano Showtime.

Categoria: Televisão

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12/jun 2012

O amor segundo Freddy e Jason

Sensacionais as ilustrações de Rafael Koff, que vi no Hector Lima.

Freddy & Jason

Categoria: Cinema, Coisinhas

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11/jun 2012

@mor, de Daniel Glattauer [Resenha XXI]

Gosto muito de romances epistolares, aqueles formados apenas pelas cartas trocadas entre os personagens. Os livros mais modernos do gênero se estruturam através dos e-mails que os personagens trocam. O primeiro do tipo que li se chama justamente E-Mail, e falei sobre ele aqui. Esse @mor, do austríaco Daniel Glattauer, me chamou a atenção por causa dessa característica, mas acabou me fisgando por ser bem mais que uma simples troca de e-mails entre duas pessoas.

@mor, de Daniel GlattauerNo livro, todo formado pelos e-mails trocados entre Emmi Rothner e Leo Leike, a comunicação entre os dois começa quando Emmi, tentando cancelar a assinatura de uma revista, manda um e-mail por engano para Leo. O que poderia ser um simples mal entendido acaba se transformando em uma bela história de amor, em que os dois envolvidos nunca se encontram cara a cara. Se no começo a relação entre eles não passa de uma brincadeira, aos poucos a coisa vai evoluindo, e Leo e Emmi já não conseguem viver sem a “presença” virtual do outro.

O mais bacana é ver como se desenvolve a relação dos dois: enquanto Leo está tentando esquecer um relacionamento fracassado, Emmi usa a correspondência com Leo para fugir da rotina cotidiana de um casamento que, parece, não está lá tão bem quanto ela gosta de se gabar que está. A combinação feita pelos dois de nunca se encontrarem pessoalmente, e a sempre iminente quebra deste trato permeia todo o livro, e os momentos em que essa distância se torna um obstáculo entre eles chega a dar angústia.

@mor é, sem dúvidas, um livro diferente, uma história de amor bonita e ao mesmo tempo sufocante. Os diálogos entre Leo e Emmi (principalmente os e-mails dele) são inspirados e inteligentes. A leitura é rápida, envolvente, e dá vontade de saber logo como a história vai terminar, se eles finalmente vão se encontrar, e o que vai ser da história de Leo e Emmi fora das telas do computador. Para os mais curiosos, um aviso: o livro termina de forma abrupta, com muitas amarras soltas. Explico: @mor vai ganhar uma continuação. Até lá, haja unhas roídas de ansiedade!

Categoria: Livros, Resenhas

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09/jun 2012

Que beleza o clipe de No Hope, do The Vaccines

E nessa vibe de conhecer novas bandas e músicas, fui ver esse clipe novo do The Vaccines, para a música No Hope. A faixa vai estar no segundo disco de estúdio da banda, Come of Age, que sai só em setembro. Mas parece que os caras já estão tocando esse primeiro single em shows desde o ano passado. Pois agora foi lançado um belo clipe para a música, que é muito boa, por sinal.

No vídeo, todo em preto-e-branco, vemos a história de um garoto vivendo seu primeiro amor, uma paixão não correspondida por uma mulher mais velha. Bem bacana mesmo! Confesso que deu vontade de conhecer mais da banda.

Categoria: Clipes, Música

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09/jun 2012

Olha esse cover delicinha de Pumped Up Kicks, com a Sophie Madeleine

Você conhece a Sophie Madeleine? Nem eu… Mas depois que vi esse vídeo lá no Matias, descobri que a garota é inglesa, toca ukulele, tem dois discos gravados (o último foi lançado em 2010, e dá pra ouvir aqui) e não mais que isso. Pudera, nem verbete na Wikipedia ela tem.

O fato é que a cantora tem publicado vários covers em seu canal no YouTube, e o mais delícia é esse de Pumped Up Kicks, sucessão da banda do coração deste blog, o Foster The People. Vale ver cada segundo:

Categoria: Música

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