02/abr 2012

…até o mundo acabar!

Conheço pouco, quase nada, da Roberta Campos, mas o que já ouvi achei maravilhoso. Nando Reis é Nando Reis. A combinação dos dois só podia dar uma das músicas mais lindas que ouvi em muito tempo. A dica veio do BLOGY* do Mans, e me apaixonei de cara. Não é nova, o clipe é de 2010, mas vale a pena ouvir…

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

Categoria: Clipes, Música

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02/abr 2012

Desafio Literário 2012 IV – Crônica de um Vendedor de Sangue, de Yu Hua

Quando vi o tema de abril do Desafio Literário, achei que teria dificuldade para escolher minha leitura e, mais que isso, que estranharia o estilo dos escritores orientais, já que nunca havia lido nada de um escritor daquelas bandas. Não podia estar mais enganado. Crônica de um Vendedor de Sangue (Companhia das Letras, 272 páginas) me fisgou logo no primeiro capítulo, e meu maior sofrimento foi chegar ao fim da leitura de um dos livros mais apaixonantes e delicados que já li.

Crônica de um Vendedor de SangueO livro do escritor Yu Hua acompanha a vida de uma família chinesa nos idos dos anos 60, portanto em plena era maoísta. A obra conta a história de Xu Sanguan, um homem que logo no primeiro capítulo conhece a prática de vender sangue ao hospital local e, durante o livro, repete a prática várias vezes, com diferentes propósitos, como agradar uma mulher, cuidar da saúde de um filho mas, principalmente, alimentar a família durante a Grande Fome. Xu Sanguan se casa com Xu Yulan, uma mulher cuja principal diversão é fazer escândalos, de preferência no meio da rua para todos os vizinhos ouvirem. Se ela “passa três dias sem se sentar na soleira da porta e armar um escândalo, começa a se sentir desconfortável, como se estivesse com prisão de ventre há uma semana”. Os dois têm três filhos, todos homens: Yile, Erle e Sanle. Porém, logo fica claro que Yile não é filho de Xu Sanguan, mas de He Xiaoyong, um homem que deu uns amassos em Xu Yulan. Xu Sanguan não aceita o bastardo, trata o menino diferente dos outros dois filhos, e chega a querer devolvê-lo para He Xiaoyong, mas acaba ficando com o garoto, que calha de ser seu filho favorito.

O estilo de escrita de Yu Hua é bem direto, seco, ele praticamente se limita a narrar os fatos, sem julgamentos de valor ou interpretação das emoções dos personagens, característica, aliás, que acredito ser típica dos orientais. Ainda assim, a história é de uma sutileza incrível, mostrando as relações de uma família em que, apesar de todos os problemas e confusões, os membros se amam e se protegem. É de arrepiar a passagem em que, no dia de seu aniversário, Xu Sanguan, sem ter comida para oferecer à mulher e aos filhos, resolve cozinhar com a imaginação o prato preferido de cada um.

“O que eu pergunto é: o que vocês querem comer de verdade? Como é meu aniversário, vou preparar com a minha boca uma refeição para cada um, e vocês vão comer com os ouvidos. Não vão poder comer com a boca porque não existe nada para comer, mas apurem os ouvidos, porque a qualquer momento vou começar a cozinha. Cada um pode pedir qualquer coisa.”

Crônica de um Vendedor de Sangue é um livro delicioso de se ler, pelo estilo do autor, e principalmente pelos vários momentos cômicos da obra, um humor quase involuntário, seja nos momentos em que Xu Yulan reclama da vida na soleira da porta, quando Xu Sanguan sai falando para os vizinhos sobre o acidente que He Xiaoyong sofreu, ou na ótima cena em que Xu Sanguan alinha os filhos para analisar suas aparências e concluir se Yile é ou não seu filho legítimo.

Foi o primeiro livro que li de um autor chinês, e confesso que gostei bastante. Crônica de um Vendedor de Sangue é daqueles livros que você não tem vontade de parar de ler, se pega sorrindo (ou mesmo gargalhando) durante a leitura, e quandochega à última página tem vontade de começar tudo de novo ou, melhor ainda, correr atrás de todos os outros livros do autor.

Categoria: Livros, Resenhas

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29/mar 2012

O humor que desmoraliza

Fantástico o texto de Martha Medeiros no jornal Zero Hora de hoje. Concordo e assino embaixo da posição dela sobre o humor atual:

A morte de Chico Anysio e as merecidas homenagens que ele tem recebido nos fazem pensar sobre a mudança por que o humor vem passando. Lembro com saudade do “Não garavo” (Alberto Roberto), “Ca-la-da!” (Nazareno), “Isso me ama” (Coronel Limoeiro) e outros bordões que povoaram minha infância (assim como “ô Cridê, do Golias, o “muy amigo”, criado pelo Jô, e “ô psit” do Renato Aragão), mas teve uma hora que cansou.

Era o momento de abraçar o espírito renovador da TV Pirata, do Casseta & Planeta, de Os Normais e do recente Tapas e Beijos, programas menos populares se comparados aos antecessores, mas igualmente criativos.

Humor bom é aquele que chama a atenção para nossos preconceitos fazendo graça. Chico Anysio criou um pai de santo homossexual, um político que assumia odiar os pobres, um marido que tratava mal a mulher por ela ser feia, um pastor evangélico que só se interessava em passar a sacolinha, um jogador perna de pau que pensava que era craque, e nada disso soava grosseiro, apenas divertido.

O que mudou da geração Chico City para a geração TV Pirata foi a espontaneidade das interpretações e um pouco de perda da inocência, mas só um pouco. Até que chegamos ao humor de agora, de inocência zero. Do que se ri hoje? Não do ridículo, e sim da ridicularização. Engraçado é você humilhar.

Fora do Brasil, a mesma coisa. Adeus ao surrealismo hilário de Monty Phyton: que venha o Borat, representante de um humor moderno que eu, particularmente, abomino. Não que ele seja irrelevante, mas essa comicidade que deprecia e constrange, típica das pegadinhas e dos trotes, confirma que a grosseria passou a ser reconhecida como um forte traço de caráter do ser humano.

Ninguém vai esperar que um humorista seja cerimonioso, mas há uma linha tênue que separa o burlesco do grotesco. Semana passada, assisti a um stand up em Porto Alegre (Desculpe, mas o Ator Americano Ficou Doente), que levou o público às gargalhadas com imitações, irreverências e piadas politicamente incorretas, tudo com o melhor dos respaldos: a inteligência. Não há como se sentir agredido pela inteligência – a não ser que você não a tenha.

Já fomos mais elegantes, inclusive para fazer rir. Por ora, o humor tem se valido do esculacho mais vil e miserável. O que explica essa nostalgia toda por Chico Anysio.

Vi no Conteúdo Livre.

Categoria: Humor, Jornalismo

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28/mar 2012

Água Para Elefantes

Confesso que, desde o lançamento de Água Para Elefantes, no ano passado, tinha certo preconceito em assisti-lo. A presença de Robert Pattinson, o vampiro brilhoso de Crepúsculo, como protagonista me afugentou dos cinemas. Porém, zapeando pela TV no fim-de-semana, acabei caindo nos minutos iniciais do longa e, surpresa, fui fisgado pela história.

Água Para Elefantes

O longa conta a história de Jacob Jankowski, um jovem quase-veterinário (ele perde a prova final que lhe daria o diploma) que, após a morte dos pais, se vê falido e sem ter onde morar. Ele acaba indo parar no trem que transporta o circo Irmãos Benzini, do inescrupuloso August (Christoph Waltz). Após quase ser jogado do trem em movimento (prática aparentemente comum no dia-a-dia de August), Jacob ganha uma vaga como veterinário do circo, e se apaixona pela principal estrela do espetáculo, a bela Marlena (Reese Whiterspoon) que, lógico, é esposa de August. Logo, Jacob se torna o treinador de Rosie, uma elefanta que acaba por se tornar a principal atração do circo.

Água Para Elefantes é um filme que não entrega atuações consistentes. À exceção de Christoph Waltz, que chega a dar náuseas de tão convicente sua personificação do cruel e mercenário dono do circo, as outras presenças são apenas razoáveis. Pattinson, se não estraga o filme, também não empolga como protagonista. Reese Whiterspoon, apesar de estar linda (0 que não é muito comum, convenhamos), também não entrega nada fora do comum. E a química entre os dois personagens é quase nula. Por isso mesmo, o longa é muito mais empolgante quando mostra a rotina dos funcionários do pobre circo do que quando se dedica ao triângulo amoroso formado. Nesse sentido, decepciona um pouco o fato de Rosie, a elefanta ao qual o título se refere, praticamente sumir da trama em dado momento, somente para reaparecer no clímax, com uma função mais que previsível.

Água Para Elefantes

No fim das contas, Água Para Elefantes é um filme com uma história interessante, daquelas que prendem a atenção, mesmo que involuntariamente. Pode não ser nenhum clássico, mas diverte, entretém, cativa, provoca risos e, porque não, lágrimas também. Mas se você quer um longa circense que realmente emociona, não deixe de assistir ao nacional O Palhaço, de Selton Mello.

Categoria: Cinema, Críticas

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27/mar 2012

Ouça uma música nova do novo disco de Regina Spektor

A cantora russa Regina Spektor lança, em maio, seu sexto disco de estúdio, What We Saw From The Cheap Seats. O primeiro single do álbum, All The Rowboats, já está circulando desde fevereiro e, pra dizer a verdade, nem me empolgou muito. Agora, a cantora divulgou mais uma música do novo disco, Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas). A canção é uma delícia, e está no mesmo nível viciante de Fidelity, música que fez todo mundo no Brasil conhecer Regina (ela esteve na trilha da novela A Favorita). O mais bacana é que a faixa já foi gravada por Regina, em seu primeiro disco, Songs, de 2002, e volta agora com novo arranjo, para comemorar os dez anos de gravação. Ouça e deixe-a grudar:

Categoria: Música

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27/mar 2012

Jogos Vorazes (o filme)

Quem acompanha minimamente este blog sabe o quanto eu estava esperando pela estreia de Jogos Vorazes nos cinemas. O dia 23 de março era uma data marcada no calendário já há alguns meses, e claro que na sexta-feira corri para assistir à primeira parte da trilogia de Suzanne Collins, que muita gente diz que é o novo Crepúsculo (pffff). Antes de dizer qualquer coisa sobre o filme, preciso falar que esta resenha não vai ser daquelas que você está acostumado a ler por aqui. Isso porque não consigo dissociar a experiência que tive com o filme daquela que eu já trazia da leitura dos livros. Por isso é impossível não traçar comparações entre os dois produtos. Mas se você não leu o livro, não se preocupe, vou falar pra você também.

Jogos Vorazes

Jogos Vorazes, você sabe, é a história de um futuro distópico, em que Panem (no passado conhecido como os EUA) é um país dominado por uma capital totalitária e 12 distritos submissos a ela. Nesse cenário, todo ano são realizados os Jogos Vorazes, um evento/reality show em que cada distrito deve enviar um casal de jovens para uma disputa de vida e morte, onde apenas aquele que sobreviver por último é consagrado o campeão. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) acaba se voluntariando para os jogos, a fim de proteger a irmã, e representa o paupérrimo Distrito 12 junto de Peeta Mellark (Josh Hutcherson), o filho do padeiro que nutre uma paixão pela garota desde que a ajudou a não morrer de fome.

Jogos Vorazes é um filme bastante fiel ao livro que o originou, apesar de ter algumas diferenças marcantes. A relação entre Katniss e Gale (Liam Hemsworth), por exemplo, fica muito mais rasa do que no original, e a própria personalidade arredia e rebelde da garota aqui aparece amenizada. É lógico que uma transposição de um livro para o cinema sempre sofre adaptações. Ainda mais quando o livro é narrado pela personagem principal e é recheado de pensamentos e impressões dela, além de ser extremamente violento. Apesar disso, o roteiro do longa tem sucesso em transpor para as telas a história criada por Suzanne Collins, abrandando a violência e tomando algumas liberdades em relação ao texto original, e acredito que quem leu o livro não vai se sentir traído pelo filme. Quem não leu talvez sinta um pouco de falta de mais detalhes sobre os Jogos, mas nada que atrapalhe a experiência de Jogos Vorazes.

Jogos Vorazes

 O filme se destaca principalmente em dois aspectos: o visual e o elenco. A arquitetura da Capital, e a bizarrice de seus habitantes é bem aquilo que quem leu o livro esperava ver, contrastando com a pobreza e simplicidade do Distrito 12. É verdade que os efeitos especiais de Jogos Vorazes não sá lá essas coisas (justificável pelo fato do filme ter um orçamento relativamente modesto, de 80 milhões de dólares), mas o diretor Gary Ross (de Seabiscuit e A Vida em Preto-e-Branco) acerta ao dar pouco tempo para que percebamos as imperfeições. O elenco é um show à parte. Jennifer Lawrence é a Katniss que todo mundo deve ter imaginado ao ler Jogos Vorazes, fato! Hutcherson consegue passar toda a serenidade e carisma de Peeta, e que delícia é a atuação de Stanley Tucci como um espalhafatoso apresentador de TV, ou Woody Harrelson como Haymitch, o mentor de Katniss e Peeta. Sem falar em Elizabeth Banks, perfeita na pele da afetada Effie Trinket.

Jogos Vorazes

Não é de se espantar que Jogos Vorazes tenha conquistado bilheteria de 150 milhões em seu fim-de-semana de estreia, ficando com a terceira maior bilheteria de uma estreia na história (a maior de todos os tempos se não considerarmos continuações). Com uma história envolvente, direção precisa, atuações calorosas e uma temática que gera inúmeras reflexões (além de divertir à beça, é claro), o filme realmente não se parece em nada com Crepúsculo. Mas se a comparação levar mais gente a ver e admirar a trilogia, e transformá-la na nova febre do cinema, que ótimo, porque Jogos Vorazes merece!

Categoria: Cinema, Críticas

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26/mar 2012

Mad Men leva a Newsweek de volta a 1965

Confesso que não assisto nem nunca assisti à série Mad Men. Não sei porque, talvez por cisma, mas nunca tive vontade de pegar para ver, apesar de saber que o programa é mega elogiado por todo mundo. Tanto é que a revista Newsweek que chega às bancas americanas hoje não só deu a capa à produção, como fez uma edição toda de volta ao ano de 1965, que é quando a série é ambientada. Até os anúncios entraram no clima, e anunciantes ou reviveram propagandas da época ou criaram novas com o estilo dos anos 60. Como disse o sempre fantástico dasBancas, é edição de colecionador para quem é fã de Mad Men.

Mad Men na Newsweek

Categoria: Jornalismo, Televisão

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26/mar 2012

As mortes de Chico Anysio

O Brasil perdeu um dos maiores humoristas que já tivemos na sexta passada. Chico Anysio morreu aos 80 anos, levando consigo uma riquíssima galeria de personagens (são mais de 200) que ficarão para sempre marcados no imaginário pop do país. Era de se esperar que todos os jornais homenageassem Chico (que, aliás, fato inútil, fazia aniversário no mesmo dia que eu), e vários o fizeram, de forma bastante criativa. Mas poucos conseguiram fazer uma homenagem tão bela e oportuna quanto o jornal O Dia. Veja:

O Dia - Chico Anysio

Via Trabalho Sujo e Mídia Mundo.

Categoria: Jornalismo, Televisão

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26/mar 2012

Resultado Promoção Para Sempre

Então, pessoal… conforme prometi, cá está o resultado da promoção que vai dar um kit do livro Para Sempre, cortesia da sempre fofa Novo Conceito. O sistema da promoção via Rafflecopter super deu certo, e facilitou muito toda a dinâmica do sorteio. Sem mais delongas, quem leva para casa o kit é…

Izabel!

Parabéns, Izabel, já te envei um e-mail, para que possa enviar o kit o mais rápido possível. Como sempre, agradeço a participação de todo mundo, e lembro que é bom ficar de olho que tem muita promoção vindo por aí…

Para Sempre e Presentes da Vida

Categoria: Livros, Promoções

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22/mar 2012

E você, já ouviu MDNA da Madonna?

There’s only one queen and that’s Madonna, bitch!

Diga o que quiser, mas é fato que não há, no mundo pop, artista como Madonna. Só ela consegue causar tamanha comoção com o lançamento de um novo álbum. A despeito do lançamento oficial ser apenas na segunda que vem, dia 26, MDNA caiu na rede e já pode ser ouvido, todinho, completinho, à distância de um clique. Mas afinal, o que achar do novo disco de Madonna?

Madonna - MDNA

MDNA não é o melhor disco da cantora. Não se engane quanto a isso. Music e Ray of Light são melhores. Mas nem por isso deixa de ser um álbum fantástico e, na minha opinião, é melhor que Hard Candy e Confessions on a Dancefloor, discos anteriores da rainha do pop.

MDNA é feito de faixas formatadas diretamente para as pistas de dança, mas é mais feliz quando se joga em um pop mais puro, daquele que só Madonna sabe fazer com perfeição. Não que as músicas mais dançantes façam feio. Turn Up the Radio, por exemplo, com certeza vai estourar nas pistas, e é de longe uma das top 3 do disco. Love Spent é daquelas músicas que nos primeiros 30 segundos já dá pra sacar que só Madonna é capaz de fazer, e Girl Gone Wild (o novo single do disco), Beautiful KillerI’m Addicted e Gang Bang podem não trazer nada de novo, mas também não são ruins. Dispensável mesmo só Some Girls e Best Friend.

Mas é quando põe na roda seu pop de primeira, recheado de refrões viciantes e batidas grudentas que Madonna ganha o jogo. Give All Your Luvin’ é um primor pop, eu já falei, e pra mim é a mais deliciosa do disco. Superstar tem um dos refrões que mais grudam na cabeça, e B-Day Song pode ser bobinha, mas é daquelas músicas que dá vontade de colocar pra tocar no último volume e sair por aí com um sorriso no rosto. Desde já uma das minhas favoritas. I’m a Sinner é a Beautiful Stranger versão 2012 (e é melhor do que esta), e I Don’t Give A é diferente de todo o resto, e tem Nicki Minaj como a cereja do bolo de uma ótima canção.

MDNA ainda tem três belas baladas: I Fucked Up é um belíssimo pedido de desculpas a Guy Ritchie, Masterpiece, presente na trilha de W.E., tem uma delícia de batida. Falling Free, com um arranjo minimalista de cordas e pianos, é linda de doer.

Madonna - MDNA

Não há dúvida que MDNA traz Madonna na melhor forma e, das 17 faixas (considerando a versão deluxe do álbum), temos algumas músicas que certamente entrarão para a mitologia das canções de Madonna, apesar de também existirem algumas faixas menos relevantes. Mas o mais importante é que MDNA fica melhor a cada audição, e tudo o que Madonna faz continua sendo melhor e mais autêntico do que qualquer lançamento de Lady Gaga, Rihanna ou Britney.

Categoria: Música, Resenhas

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