09/jul 2012

O Espetacular Homem-Aranha [Crítica XXXVIII]

Foi em 2002 que o diretor Sam Raimi deu vida nos cinemas a um dos personagens mais queridos dos quadrinhos: o Homem-Aranha de Tobey Maguire foi um sucesso, e deu origem a duas continuações com igual reconhecimento de público, apesar da crítica se dividir quanto aos méritos da trilogia. Corta para dez anos depois: Marc Webb é o diretor do reboot da franquia, e O Espetacular Homem-Aranha recria a origem do herói, com novo elenco e novo vilão. Muita gente criticou o recomeço tão precoce, mas a verdade é que o Homem-Aranha de Andrew Garfield é muito, muito bom!

O Espetacular Homem-Aranha

A história é basicamente a mesma: Peter Parker (Garfield) é um adolescente tímido, inteligente e meio nerd, apaixonado por ciência, criado pelos tios, que um belo dia é picado por uma aranha radioativa e ganha poderes como força, agilidade e uma espécie de “sentido aranha”. Logo ele cria um uniforme, desenvolve um lança-teias com um polímero sintético (ao contrário da trilogia anterior, em que a teia era orgânica) e começa a combater criminosos e se balançar entre os prédios de New York. Aqui também há uma garota, mas não é Mary Jane, mas sim Gwen Stacy (a linda Emma Stone). Mas se é tudo parecido, afinal, porque assistir a O Espetacular Homem-Aranha?

Simples: porque o novo longa consegue captar aquela que é a essência e o mais bacana do personagem: o fator humano. Peter Parker é um adolescente cheio de questões, tentando se definir e encontrar seu lugar no mundo (chega a ser emblemático o momento, perto do fim do longa, em que uma professora diz existir apenas um tipo de história a ser contada: “quem sou eu”). Por isso é tão divertido acompanhar a história de Peter à medida em que ele tenta descobrir suas origens, ao mesmo tempo em que tem que lidar com os novos, estranhos e inexplicáveis poderes. Uma das cenas mais bacanas é quando, no metrô, Peter se envolve em uma briga e ao mesmo tempo pede desculpas por estar lutando.

O Espetacular Homem-Aranha

E aí chegamos ao par principal: Andrew Garfield e Emma Stone, como Peter e Gewn, são a razão do filme. Ele é o Peter Parker perfeito, dosando a timidez e o bom humor característicos do personagem. Ela é linda, delicada e forte. Juntos, os dois têm uma química perfeita, e cada cena em que eles aparecem traz a garantia de um sorriso no rosto. A história deles é tão forte que sobrepõe até a trama com o vilão do filme, o Dr. Curt Connors/Lagarto (Rhys Ifans). Aliás, o filme perde um pouco da força justamente na segunda metade, quando se concentra no embate Homem-Aranha x Lagarto.

Os efeitos especiais do longa são espetaculares. Ao contrário do longa de Raimi, aqui o Homem-Aranha que balança entre os prédios é fluido, verossímil, e parece real, e não um efeito em CGI. As cenas que acompanham o Aranha “voando” pela cidade são de tirar o fôlego. Os efeitos em 3D, ao contrário do que se espera são discretos, e não atrapalham a experiência.

O Espetacular Homem-Aranha, enfim, é daqueles filmes que agradam em cheio a qualquer fã, pois traz à tona aquilo de melhor que o Aranha tem. É um filme para ser visto na tela grande, para rir, se emocionar e ficar na ponta da cadeira até a sequência final. E sair do cinema com um sorriso no rosto e a certeza que valeu a pena ser feito um reboot do personagem.

Categoria: Cinema, Críticas

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1 comentários




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  • Os reboots estão na moda hein, rs. Bom isso, e salve DC! Sempre gostei do Homem Aranha, assim como dos X-Men, na verdade são as únicas franquias da Marvel que já curti – além do Justiceiro, que teve um filme até legal. No mais sou DC, mas quero muito assistir ao novo aranha, desde que foi anunciado, Só me falta a oportunidade…quem sabe né, agora fiquei com ainda mais vontade.

    [Reply]

    11 de julho de 2012 às 21:27

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