20/abr 2012

Ela é a Marina, e nós, seus diamantes

Pedi para alguns amigos blogueiros escreverem posts especiais para o Fósforo. A Sharon Caleffi foi a primeira. Hoje é a vez do Luciano A. Santos, do maravilhoso .Livro, um blog que, se você não conhece, devia correr agora para conhecer.

O Fósforo está de aniversário e o João convidou alguns blogueiros amigos para escrever um post aqui. Fui um deles, imagina só!, e optei por falar de uma moça que não me sai da cabeça fazem já alguns dias.

 Marina and the Diamonds

Marina and the Diamonds foi uma bela indicação do Last.fm, a primeira, diga-se de passagem, que conseguiu me agradar perfeitamente, em especial depois de Lana Del Rey, que tocou por aqui uns vinte e cinco segundos. Fazia já algum tempo que vinha ouvindo, basicamente, Florence + Machine e of Montreal, passando por poucas bandas que não estas, como denuncia meu perfil por lá; então conhecer Marina foi um sopro de coisa nova, por sinal, muito bem vindo.

Marina surgiu para o grande público ao ficar em segundo lugar no BBC Sound of 2010, onde, mas que mundo pequeno!, no ano anterior, Florence terminara em terceiro, o que mostra que o evento é um excelente termômetro do que vai acontecer no cenário musical nos anos seguintes. Mas levei dois anos para me deparar com ela cantando Shampain, segunda faixa de seu primeiro álbum, The Family Jewels, que me pegou de surpresa com uma voz impressionante, como prova em Oh No!, Are You Satisfied e Obsessions, minha preferida.

Gosto de vozes e minhas três atuais bandas preferidas tem vocalistas com vozes bastante marcantes, mas um tanto quanto diferentes entre si: Florence Welch, Kevin Barnes e Marina. Um trio inusitado, que tem toda minha admiração.

O lado bom de ter demorado tanto para conhece-la é que nem tive tempo de me cansar com o primeiro álbum e já pude vislumbrar o que seria seu segundo, o Electra Hearth, que deve ser lançado no fim do mês. Dele, destaco Radioactive, tipo de música que você ouve uma, duas, dúzias de vezes e se pergunta como ela não se tornou um hit mundial, mas logo se lembra de quanto dinheiro o Jay-Z deve ter gasto para fazer da Rihanna famosa, e entende como funciona este mercado, e todos os mercados dos “mais vendidos”. Dá pra confiar nos best-sellers? Acho que não. E tampouco são eles sinônimo de qualidade.

Marina não costuma frequenta-los com a assiduidade que mereceria, mas isso pode mudar. Por aqui, ao menos, não sou mais um “fã sozinho” e aos poucos já vejo algumas pessoas ouvindo suas novas músicas, em especial Primadonna. Mas se não acontecer, nada que tire seu brilho, e o prejuízo é todo dos outros, que não a conhecem.

Pra fechar, você tem que conhecer Marina. Como ela dizia no MySpace, ela era a Marina, e nós, seus diamantes.

É isso, parabéns ao João, e ao blog, muito obrigado pelo convite, e que muitos anos mais venham.

Luciano A. Santos
Luciano A.Santos
gosta de coisas simples mas tende a complicá-las. Fã de Agatha Christie, Robert Crais e Ray Bradbury, escreve no .Livro há dois anos.

Categoria: Autor Convidado, Música

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