28/ago 2011

Do Fundo do Baú – Os bastidores do show de Marcelo Adnet

No dia 28 de agosto de 2010, um ano atrás, eu assistia à apresentação de stand-up comedy do showman Marcelo Adnet da melhor forma possível: área vip, com direito a conversar com o cara no camarim e ter acessos às duas sessões de Cine-Theatro Central lotado em Juiz de Fora. O texto abaixo foi escrito por mim para o blog AdneTrip!, com minhas impressões sobre aquela (maravilhosa) noite.

Marcelo Adnet

A visão do fã: abalou bastidores!

Sábado, 28 de agosto de 2010. Primeira apresentação de Marcelo Adnet em Juiz de Fora. Casa lotada. Duas vezes. Stand up comedy, improvisos, imitações, risos (muitos risos). Aplausos, emoção, vontade de uma terceira sessão (que com certeza seria também de casa cheia). Mas isso todo mundo já sabe. Pelo menos 3.800 pessoas testemunharam os fatos narrados acima. Por isso, quando fui convidado pela equipe do ADNETRIP! para escrever sobre a visita de Marcelo Adnet a Juiz de Fora, resolvi dar um outro enfoque, aquele que (quase) ninguém viu.

Cheguei ao Cine-Theatro Central menos de meia hora antes da marcada para o início da primeira sessão. Primeira surpresa: a frente do teatro estava absurdamente lotada, fila invadindo o calçadão da Halfeld, platéia essencialmente jovem, um clima de expectativa no ar. Junto com a equipe do Adnetrip! entrei no Central, com direito a pulseirinha vip de acesso irrestrito. E foi aí que começou a surpresa.

Quem já trabalhou com organização de eventos sabe que é lidar com artistas e seus produtores geralmente não é tarefa das mais fáceis. A produção, em regra, existe para barrar os fãs, atrapalhar os jornalistas e criar uma redoma em torno do artista, na maioria das vezes com requintes de crueldade. Pois no caso da produção de Marcelo Adnet, a regra encontra sua exceção. O produtor Fábio Utumi, simpático e educado o tempo todo, não media esforços para facilitar a vida de todo mundo. E não era só a nossa não! Toda a imprensa presente teve seu tempo junto ao humorista e, mais que isso, cada fã juizforano teve a chance de tirar uma foto com Marcelo, como dá pra perceber pela avalanche de fotos publicadas no Orkut no dia seguinte.

Marcelo Adnet, O cara (assim mesmo, com O maiúsculo), então, nem se fala. Poucas vezes vi um artista que deixasse todos à sua volta tão à vontade. Mesmo com o cansaço de quem perdeu 5 horas esperando um vôo atrasado e dormiu apenas 2 horas, ele fez questão de receber cada um dos cerca de 500 fãs que fizeram fila após o espetáculo, com a maior paciência e carinho. Na entrevista que concedeu ao ADNETRIP!, Marcelo demonstrou que, além de ser um comediante dos bons, é um cara que tem total consciência sobre a fama e as conseqüências dela. Talvez por isso lide tão bem com o assédio e todas as atribuições trazidas pela presença na TV.

Os espetáculos? Ah, os espetáculos… como uma das poucas pessoas que teve a oportunidade de assistir as duas sessões apresentadas por Marcelo Adnet, deu pra entender ainda mais sobre o sucesso do cara. As improvisações, o texto que deu certo repetido ainda mais engraçado, o texto que não deu certo na primeira vez sutilmente substituído, as intervenções da platéia transformadas em piadas e até uma sequência inteira baseada em um dia da vida (absolutamente comum) de um fã posicionado na primeira fila do teatro.

Como convidado do show, tive a chance de observar alguns fatos que seriam impossíveis sob outro ângulo. Por exemplo, assisitindo a primeira sessão da “tribuna de honra” do Central, foi possível ver não só o palco de forma privilegiada, mas também as reações do público, ali, bem de frente. De que outra posição seria possível constatar o olhar orgulhoso da mãe de Marcelo, que ria como se fosse a primeira vez que ela ouvia cada uma daquelas piadas? Ôpa, na verdade era mesmo a primeira vez. Ela escolheu aquela noite para, pela primeira vez, ver o stand up do filho. Pena que o show não podia ser filmado.

Aliás, pena não. Assim melhor. No fim das contas, a noite toda foi uma troca de segredos entre Marcelo Adnet e seus 3.800 confidentes de Juiz de Fora. E ainda bem que nem Aécio Neves e nem Galvão Bueno estavam entre eles. (#piadainterna)

Texto publicado originalmente em 3 de setembro de 2010, no AdneTrip!

Categoria: Do Fundo do Baú, Internet

Tags:

1 comentários




Veja nossa política de comentários

  • charlote disse:

    Marcelo Adnet… hum.. que falar sobre ele? Ah, já sei! Ele é o pior humorista que já existiu. Fala sério, o cara é muito ruim, as piadas dele são muito sem graça, suas paródias são bobas, sua imitações são tão fracas que parecem ser feitas por adolescente, além dele ser um ator medíocre (eu já vi ele atuando em alguns filmes, mas que horror! Tão inexpressivo e forçado que dá sono!). Enfim só fez sucesso porque a MTV fez uma bela propraganda dele e pelo fato das pessoas não terem opinião própria ou senso crítico para determinar o que é bom e ruim – isso sem falar da modinha do stand-up comedy e shows de improviso -; resumindo: uma porcaria.
    Além de ser ruim, o Adnet é falso, porque finge ser um cara bonzinho e consciente que manja de política e quer usar seu trabalho para tornar o mundo um lugar melhor e blá, blá, blá… Mas na realidade ele só é mais um cara arrogante !

    [Reply]

    1 de fevereiro de 2012 às 15:52

Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons.
Fósforo. © 2011 www.fosforo.blog.br