Faltando dez dias para a estreia mundial de Jogos Vorazes, peguei para ler o primeiro volume da história que, dizem, serviu de “inspiração” para a obra de Suzanne Collins. Battle Royale é uma obra japonesa de Koushun Takami, lançada primeiro como livro em 1999, e depois adaptada pelo próprio autor (com desenhos de Masayuki Taguchi) para um mangá em 15 volumes, lançados no Brasil pela Editora Conrad.
Antes de qualquer comentário, devo dizer que foi a primeira vez que peguei um mangá para ler. De cara me enrolei porque não sabia que a leitura deve ser feita de trás para frente e da direita para a esquerda, e passei umas boas dez páginas sem entender nada (como porque a história já começa com as cenas do próximo capítulo, por exemplo), e achando tudo sem sentido.
A semelhança entre Battle Royale e Jogos Vorazes é mesmo evidente. Vejamos: na história de BR, o governo japonês, em um futuro distópico, cria uma espécie de jogo, chamado O Programa, em que todo ano uma turma de alunos do colegial é sorteada para ser largada em uma ilha deserta, com um único objetivo: se matarem até que sobre apenas um jovem vivo, declarado o vencedor. Para garantir a própria vida, esses adolescente têm que aprender a matar aqueles que até há pouco tempo eram seus amigos e colegas.
O que me chamou a atenção, de cara, foi o grau de violência de Battle Royale. Esqueça aquela história em quadrinhos fofa e inerte. Mesmo pela temática da trama, a violência é explícita. Mas nem só disso vive a história. Amizade, companheirismo e até ética são discutidos no decorrer dos 15 volumes de 200 páginas cada. Afinal, até que ponto alguém vai para garantir a própria sobrevivência?
Li o primeiro volume quase que de uma vez só. Apesar das semelhanças com Jogos Vorazes, há muitas diferenças também, e mesmo que a trilogia de Suzanne Collins tenha bebido das águas da saga japonesa, não deixa de ser uma história original também. E vale dizer que mesmo Battle Royale também bebe de outras fontes como, por exemplo, o mito de Teseu e o Minotauro.

Enfim, Battle Royale me conquistou de cara, e mal posso esperar para ler os outros 14 volumes. Claro que, quando fizer isso, volto a falar sobre isso, e te conto as minhas impressões mais completas, combinado?
Categoria: Livros, Resenhas
Tags: Battle Royale, Jogos Vorazes, Koushun Takami, Masayuki Taguchi