24/jan 2013

Resposta Certa, de David Nicholls [Resenha XXXIV]

A primeira coisa que você vai ler em 99% das resenhas de Resposta Certa (Editora Intrínseca, 352 páginas) é que o livro é mais uma obra de David Nicholls, autor que conquistou muita gente (incluindo eu) com o maravilhoso Um Dia. A comparação talvez seja ingrata, pois leva a expectativa às alturas. De fato, Resposta Certa (que é de 2003, enquanto Um Dia foi publicado em 2009) não se compara à obra mais conhecida de Nicholls, mas nem por isso deixa de ser uma leitura divertida.

Resposta Certa, de David NichollsO livro é narrado por Brian Jackson, um jovem de 19 anos que perdeu o pai muito cedo e acaba de entrar na faculdade. Agora, pela primeira vez vai morar fora da casa da mãe, se virar sozinho, se apaixonar e, o mais importante: realizar seu sonho de participar de um programa de perguntas e respostas sobre conhecimentos gerais na TV, o Desafio Universitário. O grande problema é que ele é imaturo, um completo desajustado social, que sempre fala as coisas erradas, age de forma estúpida e raramente consegue se portar adequadamente em público. O mais engraçado é que em vários momentos ele “atua” da forma que imagina ser mais apropriada, se atrapalhando ainda mais.

O problema é que estou começando a desconfiar que essa concepção de que há um Verdadeiro Eu sábio, inteligente, engraçado, delicado e corajoso correndo por aí em algum lugar é meio que uma falácia. Como o Abominável Homem das Neves: se ninguém nunca viu, por que alguém deveria acreditar que existe de verdade?

Vi muita gente falando que odiou Brian e cita isso como o grande defeito do livro. Na verdade isso foi o que achei mais interessante em Resposta Certa. Em muitos momentos Brian sabe que deveria agir diferente (por exemplo, quando se depara com a mãe de sua pretendente, nua na cozinha de madrugada), mas simplesmente não consegue. E daí vem todo o humor do livro, que sim, é muito engraçado. O momento em que Brian resolve cuidar do corpo e comprar um par de halteres, sem pensar em como vai fazer para leva-los para casa é hilário.

E, milagrosamente, durante quase uma tarde inteira, consigo não dizer nenhuma tolice, nada pretensioso, pedante, sem graça ou autodepreciativo, quebrar nem derramar nada, nem insultar ninguém, sem choramingar, resmungar, puxar o cabelo para trás ou futucar a cara durante a conversa. Na verdade, estou sendo a melhor pessoa que sou capaz de ser, e, se essa pessoa não é amável, pelo menos é gostável. [Vale  citar que esta passagem se dá em um momento em que Brian passa a tarde toda calado, lendo, o que não dá muita chance para que ele seja tolo]

Uma das coisas mais bacanas de Resposta Certa é a estrutura dos capítulos, que sempre começam com uma pergunta do tipo que poderia ser feita no Desafio Universitário, e cuja resposta está relacionada ao conteúdo do capítulo. Aliás, a trama relacionada ao Desafio Universitário é a mais interessante do livro, e os “romances” de Brian chegam a ser descartáveis na história. E o final reserva uma dose de surpresa. Mas isso você vai ter que ler para descobrir!

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13/jan 2013

Nada É Para Sempre, de Ali Cronin [Resenha XXXIII]

Nada É Para Sempre (Editora Seguinte/Cia das Letras, 272 páginas) é o primeiro volume da série Garota <3 Garoto, da autora Ali Cronin. O livro é voltado para o público adolescente, e apresenta um grupo de amigos que vive em Brighton, na Inglaterra. A ideia é que a cada volume o foco esteja sobre um dos amigos: a certinha Sarah, sua melhor amiga Cass, cujo namorado ninguém gosta, a despudorada Ashley e a encalhada Donna. Além dos garotos Jack, o jogador de futebol, Ollie, o pegador da turma, e Rich, que todo mundo acha que é gay, mas não tem certeza.

Em seu grupo de amigos, Sarah sempre foi a “boa menina”. Um pouco careta, talvez, mas aquela com quem todos sabiam que podiam contar. Isso até que ela conhece Joe – um garoto mais velho, lindo e sedutor – durante as férias em Barcelona e acaba perdendo a virgindade com ele. De volta à Inglaterra e à companhia dos amigos, Sarah tenta manter uma relação à distância com Joe, que está na faculdade. Ele demora para responder suas mensagens de texto, não telefona, parece estar sempre ocupado. Mas quando os dois se encontram Sarah tem certeza de que devem ficar juntos, então faz de tudo para que sua relação seja especial. Seus amigos, por outro lado, não estão certos de que o rapaz a merece. Sarah acha que tudo não passa de inveja, e os atritos começam a surgir.

Nada É Para Sempre, de Ali CroninNesse primeiro livro, a protagonista e narradora é Sarah, que está às voltas com um “relacionamento” à distância com Joe, um universitário que ela conheceu durante as férias em Barcelona. Ela fica completamente obcecada por Joe, e ele parece não dar muita bola pra ela, mas parece que somente seus amigos enxergam isso, o que cria um conflito entre Sarah e o resto do grupo.

Apesar do livro ser um típico romance YA, gostei bastante da abordagem. Isso porque Ali Cronin (que já tinha adaptado a ótima série de TV Skins em livros) encara a vida desse grupo de adolescentes de forma bastante realista, não fugindo de falar de sexo, por exemplo, com a maior naturalidade. Isso faz com que a gente enxergue os jovens como personagens plausíveis, reais. Na verdade, é impossível não se identificar com eles, ou pelo menos sentir que conhece alguém parecido com um deles.

Gostei de Nada É Para Sempre, mas acho que os livros seguintes da série têm potencial de ser ainda melhores. Isso porque Sarah chega a ser irritante de tão ingênua. Não chega a ser spoiler falar que Joe não quer nada com a garota além de sexo, e os amigos de Sarah Vêem isso de cara. Mas a garota vira uma pessoa monotemática, só fala em Joe, e começa a ignorar até as questões dos amigos. É claro que isso gera um distanciamento entre eles. Tem horas que dá vontade de sacudir Sarah pra ela cair na real, e tive até que parar de ler um pouco pra não querer dar uns sopapos na garota. Mas por outro lado, a reação de Sarah não é nada diferente do que estamos acostumados a ver na vida real.

A série Garota <3 Garoto é YA de qualidade, para quem está procurando uma leitura jovem que não seja irreal, ou parecida com um conto de fadas. A Editora Seguinte pretende lançar os outros volumes (são 6 no total) a cada 4 meses no Brasil, o que deve trazer o segundo livro, Dizem Por Aí (focado na personagem Ashley), às livrarias já em março. Esperando ansiosamente desde já!

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12/jan 2013

Queda de Gigantes, de Ken Follett [Resenha XXXII]

Nunca tinha lido nada do Ken Follett, mas já ouvi muitos elogios aos livros deles, como Os Pilares da Terra ou Mundo Sem Fim. Resolvi começar a ler o autor por aquela que está sendo considerada sua obra mais pretensiosa: Queda de Gigantes (Editora Sextante, 912 páginas), primeiro volume da Trilogia O Século, que pretende seguir os destinos de cinco famílias de países diferentes, durante todo o longo século XX. O livro tem quase mil páginas, mas nem por isso me deixei intimidar, e valeu muito à pena.

Queda de Gigantes, de Ken FollettQueda de Gigantes tem uma estrutura que me agrada muito: são as histórias de cinco famílias, cada uma de um país, a princípio sem muita ligação, que aos poucos vão se cruzando e se influenciando, enquanto se envolvem nos grandes acontecimentos que marcam o século XX. No caso desse primeiro livro, o principal fio condutor da história é a I Guerra Mundial, conflito que marcou e modificou profundamente não só a Europa, mas todo o mundo e, não podia ser diferente, os personagens das famílias que Follett segue durante o livro.

Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período dramático da história. O despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos. As vidas de personagens fictícios e reais, como o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, o presidente Woodrow Wilson, o parlamentar Winston Churchill e os revolucionários Lênin e Trótski. A saga de famílias de diferentes origens, uma inglesa, uma galesa, uma russa, uma americana e uma alemã. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta. Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha. A ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, retrato de um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo. O século XX está apenas começando.

A história de Queda de Gigantes é interessante para qualquer leitor, mas quem gosta de fatos históricos vai se deliciar com a obra. O nível de detalhes que Ken Follett coloca nas páginas do livro é imenso, e ele mescla tão bem os fatos reais com aqueles vividos pelos personagens criados pelo autor que, em vários momentos, a gente fica em dúvida se determinada passagem é verdadeira ou inventada. É uma forma brilhante para aprender mais sobre a I Guerra e praticamente adentrar em um dos episódios mais violentos e importantes da história do século XX.

Mas uma das características mais interessantes de Queda de Gigantes são seus personagens: extremamente bem construídos, daqueles que fazem a gente se interessar por suas histórias e querer saber desesperadamente o que acontece com eles. Como não gostar de Billy Williams, que conhecemos aos 13 anos, em seu primeiro dia de trabalho em uma insalubre mina de carvão, e acompanhamos até sua convocação para a Guerra? Como não se afeiçoar a sua irmã Ethel, e ao mesmo tempo sentir raiva do arrogante conde Fitz (apesar de, no começo, ele até gerar uma certa simpatia)? Impossível não torcer pelo romance proibido de lady Maud (irmã de Fitz), uma inglesa, e Walter von Ulrich, um alemão, bem quando os dois países estão guerreando entre si. Assim como a gente não sabe se ama ou odeia Lev Peshkov, que deixa a Rússia rumo aos EUA, prometendo mandar uma passagem para o irmão Grigori, mas se rende a uma vida fácil de golpes e mulheres, que sempre o deixam em apuros.

Eu poderia ficar horas escrevendo e contando pormenores sobre o livro, mas nada vai conseguir te mostrar o que é essa obra grandiosa, nem te explicar porque eu estou tão ansioso por ler a segunda parte da trilogia, Inverno do Mundo, quando os personagens do primeiro livro e seus descendentes estarão envolvidos com o evento mais impressionante do século passado: a II Guerra Mundial! Mas não, você vai ter que ler para saber exatamente do que estou falando. E, te digo sem dúvida, vai valer a pena cada uma das 912 páginas de Queda de Gigantes.

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01/jan 2013

Feliz 2013 com o melhor livro de 2012 (yeah, tem promoção!)

O Melhor de 2012Prometi para mim mesmo que, nesse fim de ano, não faria nenhum tipo de retrospectiva saudosista de 2012 e que, simplesmente, deixaria o espaço aberto para 2013. Tá certo, contribuiu muito para que isso se concretizasse o fato de eu ter ficado afastado boa parte desse fim de ano. Mas, assim como no ano passado, queria de alguma forma agradecer a você, leitor fiel, pelo carinho durante todo o ano. Daí  veio bem a calhar uma iniciativa que o blog Murphy’s Library lançou ainda lá em novembro: convocar os blogs interessados para participar de um Giveaway Hop. Para quem não sabe, um giveaway hop nada mais é do que uma promoção que acontece em vários blogs simultaneamente. No caso deste, a ideia é presentear um leitor sortudo com o melhor livro lido pelo blogueiro durante 2012. Claro que eu não podia ficar de fora.

Antes de qualquer coisa, deixa eu explicar que na verdade nem sei se o giveaway vai se concretizar, porque nas regras criadas pela equipe do Murphys’s, a iniciativa só aconteceria se houvesse pelo menos 15 blogs inscritos. Até onde vi haviam apenas 11 inscritos (além do Fósforo, são eles: Murphy’s Library, Brincando com Livros, Muito Pouco Crítica, Livros e blablablá, Coolture News, Juh Claro, Book and Cupcake, Filmes, livros e séries, Babi Lorentz e Free to be me), mas espero que eles tenham resolvido flexibilizar essa regra e, mesmo que não, meu sorteio vai acontecer normalmente.

E qual é o meu livro favorito de 2012? Nem adianta procurar nos arquivos do blog pois, apesar de tê-lo lido ainda lá no meio do ano, não publiquei resenha por aqui. Isso porque a leitura  foi uma experiência tão profunda que acho que a resenha travou e, quando o tempo foi passando, resolvi relê-lo antes de escrever a resenha. Agora, prometo publicar a resenha até o fim da promoção, em 11 de janeiro. E o livro é… A Culpa é das Estrelas, do John Green!

A Culpa é das Estrelas

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

As regras da promoção: para concorrer, basta deixar um comentário nesse post, sem se esquecer de preencher um e-mail válido, de hoje até o dia 16. O sorteio eu faço no dia 17, combinado? Dedinhos cruzados!

Ah, já ia me esquecendo… feliz 2013 pra todo mundo, né? Tenho certeza que esse ano vai ser…

legendary

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29/dez 2012

O Hobbit, de J.R.R. Tolkien [Resenha XXXI]

“Numa toca no chão vivia um Hobbit”. Essa é não só a primeira frase de O Hobbit, primeiro livro de J.R.R. Tolkien, mas também as palavras que iniciam um dos mais ricos e detalhados universos literários já criados por um escritor. Antes de sequer pensar em escrever a trilogia O Senhor dos Anéis (as duas obras são separadas por quase 20 anos de intervalo), Tolkien apresentou ao mundo os simpáticos hobbits, criaturinhas pacatas de pés grandes e peludos, em uma deliciosa aventura de caça ao tesouro.

Capa do livro O HobbitO Hobbit se trata de uma aventura em que Bilbo Bolseiro, um simpático hobbit até então avesso a aventuras, que se junta a treze anões e ao mago Gandalf para retomar o tesouro pertencente aos anões, tomado deles muito tempo atrás pelo perigoso dragão Smaug. A partir daí, o inusitado grupo corta a Terra Média, passando por inúmeros percalços e perigos antes de chegar à Montanha Solitária, onde Smaug dorme sobre um inominável tesouro.

Ao contrário de O Senhor dos Anéis, uma saga intrincada e cheia de subtextos, O Hobbit é uma obra de estrutura mais simples, quase formada por episódios separados, em que o grupo encontra uma dificuldade, busca uma fórmula de superá-la e segue em frente, até chegar à etapa seguinte. Mas isso não é um defeito do livro. Mesmo porque vale lembrar que O Hobbit, mesmo tento vários elementos mais inteligíveis pelo público adulto, é um livro originalmente infantil, escrito por Tolkien para distrair os filhos.

Apesar dessa estrutura aparentemente simples, O Hobbit traz uma bela mensagem de amizade e, principalmente, superação. Se Bilbo, no começo, é apenas um simples hobbit sem muitas habilidades ou aparente utilidade na empreitada, logo se mostra uma peça fundamental na aventura e, muitas vezes, a única voz sensata frente à crescente ganância dos anões pelo tesouro.

O Hobbit é um livro divertido, de leitura rápida, mesmo porque é uma obra mais voltada para a ação, e menos descritiva que O Senhor dos Anéis. Vale lembrar que foi o sucesso deste livro, publicado originalmente em 1937, que levou Tolkien a pegar um episódio específico da obra (o encontro de Bilbo com Gollum e a posse do anel) e transformar em uma das mais conhecidas sagas da literatura fantástica.

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22/nov 2012

Desafio Literário 2012 IX – As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley

Quando soube que o tema de setembro do Desafio Literário 2012 era Mitologia Universal (sim, eu estou atrasado, e muito!), imediatamente pensei em ler alguma história relacionada à lenda do Rei Artur. Como tenho procurado escolher as leituras do Desafio entre os livros não lidos que já possuo em casa, escolhi o primeiro volume de As Brumas de Avalon, da autora Marion Zimmer Bradley (Editora Imago, 252 páginas). Para quem não sabe, a série possui 4 volumes, e conta a lenda de Artur sob um ponto de vista feminino.

 O primeiro volume da série As Brumas de Avalon conta a lenda do rei Artur através das vidas, das visões e da percepção das mulheres que nela tiveram um papel central, revelando com as suas vidas e sentimentos, a lenda de Artur, como se fosse nova, e ao mesmo tempo levando o leitor a integrar-se na história, de maneira natural e profunda.

As Brumas de Avalon - A Senhora da MagiaEsse primeiro volume, Senhora da Magia, é anterior mesmo à coroação de Artur como rei da Bretanha, e tem como foco principal a jovem Igraine (mãe de Artur), e sua filha Morgana (irmã do rei). A rivalidade entre a religião pagã, que cultuava a Deusa, e o novo cristianismo, está presente em toda a obra, que vai construindo a personagem Morgana em paralelo à história de Artur.

Li em algum lugar que a história de As Brumas de Avalon se encaixa dentro de uma série de livros de Marion, e representa o final da saga criada pela autora. Nada que comprometa fortemente o entendimento da história mas, talvez por esse motivo, o tempo todo eu me sentia um pouco perdido na trama.  Devo confessar que achei a leitura um pouco cansativa: a narrativa é cheia de detalhes que não deixam de ser interessantes, mas tornaram a minha leitura um tanto arrastada.

No geral nem tenho muito o que dizer sobre As Brumas de Avalon. Apesar de ter gostado da história, não foi um livro que chegou a me fisgar. Por isso mesmo, apesar de não poder que a leitura tenha sido uma decepção, também não é um livro que tenha me empolgado. Ainda assim, pretendo ler o resto da série, pois quero saber como as coisas se encaminham.

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16/out 2012

O Meme Literário de Um Mês 2012 – Dia 16

Dia 15 - O que te faz largar a leitura de um livro no meio do caminho?
Que defeitos imperdoáveis um livro tem que ter para você abandoná-lo?

Não tenho motivos específicos para largar um livro na metade. Na verdade, não gosto muito de abandonar leituras inacabadas, mas quando o faço é porque o livro simplesmente não me despertou a vontade de continuar lendo. Seja porque a história não me prendeu, seja porque o estilo de escrita do autor não me agrade, se a leitura não estiver sendo prazeirosa ou, no mínimo, desafiadora, em abandono mesmo. Minha fila de leituras está muito grande pra ficar lendo livros sacrificantes. Felizmente, esse tipo de atitude é mais exceção do que regra.

Este post faz parte do Meme Literário de Um Mês 2012, proposto pelo blog Happy Batatinha. Leia os outros posts que fiz para o projeto.

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15/out 2012

O Meme Literário de Um Mês 2012 – Dia 15

Dia 15 - Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria? (Leia minha resposta do ano passado para essa pergunta)

Tenho organizados os livros que quero ganhar/comprar nos meus posts de querências. Mas se tivesse que escolher apenas um talvez fosse o Sábado à Noite, da Babi Dewet. Primeiro porque tenho tido vontade de ler mais novos autores brasileiros. E depois, porque no momento o livro está simplesmente esgotado e, portanto, indisponível. Então, se é pra escolher um só, que seja aquele mais difícil de conseguir, né?

Amanda é uma daquelas meninas populares insuportáveis que ninguém todo mundo gosta. Seu melhor amigo de infância, Bruno, faz parte de um grupo de garotos encrenqueiros e completamente não populares conhecidos como Os Marotos e, apesar de terem um bom relacionamento, são como estranhos na escola.
Daniel, um dos Marotos, é apaixonado por Amanda desde a oitava série e a garota parece não retribuir o seu amor. Amanda, por sua vez, ama Daniel, mas por algum motivo se recusa a se entregar. Será por causa do medo de que a reputação de Daniel estrague a sua popularidade ou por que a amizade está acima de tudo para a garota?
E aí, quando o diretor decide fazer bailes nos Sábados à Noite, a misteriosa banda Scotty canta exatamente tudo que se passa na vida de Amanda…
Quem são esses mascarados? Por que eles parecem saber os segredos mais íntimos de Amanda? Por que eles parecem cantar coisas que a atingem direto no seu coração?
E, acima de tudo, por que as coisas não poderiam ser só um pouco mais simples?

Ano passado, nessa mesma pergunta do meme, eu escolhi Uma Confraria de Tolos, do John Kennedy Toole. Na época, o livro estava esgotado, e encontrar um exemplar usado era coisa rara, e o preço salgadíssimo. Pois ele foi relançado esse ano, já o tenho em mãos e, em breve, você vai saber o que achei dele por aqui, beleza?

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14/out 2012

O Meme Literário de Um Mês 2012 – Dia 14

Dia 14 – Você costuma frequentar bibliotecas?
A biblioteca municipal? A da faculdade? Quantos livros costuma pegar? Fale um pouco sobre o assunto.

Quando eu era mais novo, lia muitos livros da biblioteca da minha escola. Aliás, era o espaço que eu mais gostava do colégio. Foi lá que eu conheci várias obras que me despertaram a paixão pela leitura, como O Senhor dos Anéis, por exemplo. Depois, na faculdade, apesar de usar a biblioteca da UFJF mais para pegar livros técnicos, vez ou outra procurava por literatura também. Depois de formado, não sei bem explicar porque, parei de usar bibliotecas. Pra dizer a verdade, nem sei como funciona a biblioteca municipal daqui de JF. Acabo frequentando mais sebos do que bibliotecas.

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13/out 2012

O Meme Literário de Um Mês 2012 – Dia 13

Dia 13 – Cite um trecho de um livro que você gosta.

Posso roubar? Posso citar não um, mas dois trechos? É porque quando fui pensar na resposta para a pergunta de hoje, imediatamente me vieram à mente os dois trechos que vou citar, então seria injusto deixar um deles de fora, né?

O primeiro é do maravilhoso Pequena Abelha, e é de uma simplicidade, e ao mesmo tempo sabedoria, incrível!

 [...] peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas eu e você temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: “Eu sobrevivi.”

O outro é de um favorito que já citei no meme desse ano: Um Dia. Veja:

 “Viver cada dia como se fosse o último” – esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em… alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade.

Agora que fui notar que já citei esse trecho duas vezes aqui no blog. O que só prova que ele é realmente especial, né?

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