Resposta Certa, de David Nicholls [Resenha XXXIV]
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A primeira coisa que você vai ler em 99% das resenhas de Resposta Certa (Editora Intrínseca, 352 páginas) é que o livro é mais uma obra de David Nicholls, autor que conquistou muita gente (incluindo eu) com o maravilhoso Um Dia. A comparação talvez seja ingrata, pois leva a expectativa às alturas. De fato, Resposta Certa (que é de 2003, enquanto Um Dia foi publicado em 2009) não se compara à obra mais conhecida de Nicholls, mas nem por isso deixa de ser uma leitura divertida.
O livro é narrado por Brian Jackson, um jovem de 19 anos que perdeu o pai muito cedo e acaba de entrar na faculdade. Agora, pela primeira vez vai morar fora da casa da mãe, se virar sozinho, se apaixonar e, o mais importante: realizar seu sonho de participar de um programa de perguntas e respostas sobre conhecimentos gerais na TV, o Desafio Universitário. O grande problema é que ele é imaturo, um completo desajustado social, que sempre fala as coisas erradas, age de forma estúpida e raramente consegue se portar adequadamente em público. O mais engraçado é que em vários momentos ele “atua” da forma que imagina ser mais apropriada, se atrapalhando ainda mais.
O problema é que estou começando a desconfiar que essa concepção de que há um Verdadeiro Eu sábio, inteligente, engraçado, delicado e corajoso correndo por aí em algum lugar é meio que uma falácia. Como o Abominável Homem das Neves: se ninguém nunca viu, por que alguém deveria acreditar que existe de verdade?
Vi muita gente falando que odiou Brian e cita isso como o grande defeito do livro. Na verdade isso foi o que achei mais interessante em Resposta Certa. Em muitos momentos Brian sabe que deveria agir diferente (por exemplo, quando se depara com a mãe de sua pretendente, nua na cozinha de madrugada), mas simplesmente não consegue. E daí vem todo o humor do livro, que sim, é muito engraçado. O momento em que Brian resolve cuidar do corpo e comprar um par de halteres, sem pensar em como vai fazer para leva-los para casa é hilário.
E, milagrosamente, durante quase uma tarde inteira, consigo não dizer nenhuma tolice, nada pretensioso, pedante, sem graça ou autodepreciativo, quebrar nem derramar nada, nem insultar ninguém, sem choramingar, resmungar, puxar o cabelo para trás ou futucar a cara durante a conversa. Na verdade, estou sendo a melhor pessoa que sou capaz de ser, e, se essa pessoa não é amável, pelo menos é gostável. [Vale citar que esta passagem se dá em um momento em que Brian passa a tarde toda calado, lendo, o que não dá muita chance para que ele seja tolo]
Uma das coisas mais bacanas de Resposta Certa é a estrutura dos capítulos, que sempre começam com uma pergunta do tipo que poderia ser feita no Desafio Universitário, e cuja resposta está relacionada ao conteúdo do capítulo. Aliás, a trama relacionada ao Desafio Universitário é a mais interessante do livro, e os “romances” de Brian chegam a ser descartáveis na história. E o final reserva uma dose de surpresa. Mas isso você vai ter que ler para descobrir!


Nesse primeiro livro, a protagonista e narradora é Sarah, que está às voltas com um “relacionamento” à distância com Joe, um universitário que ela conheceu durante as férias em Barcelona. Ela fica completamente obcecada por Joe, e ele parece não dar muita bola pra ela, mas parece que somente seus amigos enxergam isso, o que cria um conflito entre Sarah e o resto do grupo.
Prometi para mim mesmo que, nesse fim de ano, não faria nenhum tipo de retrospectiva saudosista de 2012 e que, simplesmente, deixaria o espaço aberto para 2013. Tá certo, contribuiu muito para que isso se concretizasse o fato de eu ter ficado afastado boa parte desse fim de ano. Mas, assim como no ano passado, queria de alguma forma agradecer a você, leitor fiel, pelo carinho durante todo o ano. Daí veio bem a calhar uma iniciativa que o blog 

O Hobbit se trata de uma aventura em que Bilbo Bolseiro, um simpático hobbit até então avesso a aventuras, que se junta a treze anões e ao mago Gandalf para retomar o tesouro pertencente aos anões, tomado deles muito tempo atrás pelo perigoso dragão Smaug. A partir daí, o inusitado grupo corta a Terra Média, passando por inúmeros percalços e perigos antes de chegar à Montanha Solitária, onde Smaug dorme sobre um inominável tesouro.
Esse primeiro volume, Senhora da Magia, é anterior mesmo à coroação de Artur como rei da Bretanha, e tem como foco principal a jovem Igraine (mãe de Artur), e sua filha Morgana (irmã do rei). A rivalidade entre a religião pagã, que cultuava a Deusa, e o novo cristianismo, está presente em toda a obra, que vai construindo a personagem Morgana em paralelo à história de Artur.