Como o João falou no começo da semana, ele tirou um tempinho pra si e me deixou cuidando do blog. Responsabilidade imensa. Vou tentar corresponder à expectativa, vamos ver como me saio.
Meus gostos são um pouco diferentes dos gostos do João. Gosto mais de velharia, daquilo que resiste ao passar do tempo. Não faço questão de conhecer novidades, a não ser que ela já esteja bem passada. Estou pensando em fazer um post para cada categoria do blog, cinema, música, livros e televisão nessas duas semanas que me pertencem.
Muaahahahahahaha!
Vou começar indicando um projeto lindo de um amigo, que cresceu numa cidade paranaense próxima à Pato Branco, onde eu cresci e moro agora:
O Giancarlo Rufatto está grávido e, enquando a Cecília não vem, ele está escolhendo 50 discos para ela ouvir e ler quando crescer. É uma forma linda de um pai se apresentar! Vocês vão gostar, tenho certeza. A lista já tem 26 discos! Além disso, ele apresenta um artista contemporâneo por semana e algumas coisas que ele gosta mas não entraram para os 50 na coluna “É ruim, mas é bom”.
Não sei vocês, mas sempre fui fã de quadrinhos, em especial as tirinhas. Cresci me divertindo com as histórinhas do Snoopy, Mafalda e Turma da Mônica. Com a internet, ficou bem mais fácil conhecer novos autores e personagens, e é o espaço ideal para gente muito boa que não está na grande mídia mostrar sua arte. Por isso, hoje trago essa pequena lista dos meus sites favoritos de tirinhas, aqueles que aprendi a amar, admirar e esperar ansiosamente pelas atualizações.
Vida de Suporte
As piadas sobre as dúvidas que os suportes de informática recebem são recorrentes, desde que a internet se popularizou. O que o Vida de Suporte faz é transformar essas histórias (a maioria delas enviadas pelos próprios leitores) em tirinhas. Quase não dá para acreditar que sejam reais de tão hilárias. Quase.
Dr. Pepper
Sacana, indecente, politicamente incorreto. E engraçadíssimo. Se você não gosta de piadas sobre sexo ou sobre minorias, fique longe. Mas se você tem bom humor e sabe identificar uma boa brincadeira, então o Dr. Pepper é para você. E as tirinhas não dão mole pra ninguém: padres, anões, palhaços, gays, gordos, emos, todo mundo já foi zuado pelo site.
Um Sábado Qualquer
Claro que se brinca! E a prova é o Um Sábado Qualquer. As tirinhas que falam sobre a criação do mundo por Deus de uma forma muito bem humorada, e com muitas participações especiais. Os personagens são ótimos, e o meu favorito é o bebê Caim. Vale a pena ler tudo e, para facilitar a sua vida, o autor Carlos Ruas disponibilizou um arquivo com a 600 primeiras tirinhas do site. Imperdível!
Bichinhos de Jardim
Seres insignificantes dialogando sobre questões insignificantes. É assim que a autora Clara Gomes descreve o seu Bichinhos de Jardim. Mas a verdade é que as tirinhas envolvendo os pequenos animais que vivem em um jardim é muito mais que isso. O humor do site é bem sutil, e as indagações filosóficas dos personagens são uma delícia. É daquelas tirinhas pra colocar um sorriso no rosto depois de ler, e não tirá-lo mais.
Todas as tirinhas reproduzidas aqui foram retiradas dos respectivos sites. Para ler (muitas) mais, clique nos links do texto.
Pois é, galera! Hoje é Halloween! A data quase não é comemorada por aqui, mas lá nos EUA é uma verdadeira febre. Não é à toa que todo ano a maioria das séries da TV americana dedicam um episódio especial ao feriado. Vamos ver algumas das fantasias mais legais que nossos personagens favoritos já usaram?
Cinco_ O Jeff de Community não queria ter muito trabalho com a fantasia. Bastou colocar um terno bacana e uma bola debaixo do braço e voilà: David Beckham!
Quatro_ Marshal e Lily, de How I Met Your Mother são mesmo o casal perfeito: até na hora de se fantasiar os dois pensam juntos. E resolveram se vestir como uma dupla bem inusitada: o pirata e seu papagaio.
Três_ Outro casal que se fantasiou unido: Phil e Claire, de Modern Family, como um casal freak-bizarro-zumbi que assustava todas as criancinhas da vizinhança.
Dois_ Trocadilho infame no número dois. O Ross, de Friends, quis criar uma fantasia diferente, e usou todo o seu conhecimento científico para isso. O que é o que é? Uma batata com uma antena na cabeça. Spudnik (spud é batata em inglês). Hein? Hein?
Um_ A melhor de todas: o Jim, de The Office, escreveu a palavra book no rosto, ou melhor, na face. Face + Book = Facebook!
Yeah, babe! Hoje o dia é nosso! Já é tradicional na blogosfera comemorar no dia 31 de agosto o Blog Day. Tudo porque 31/08 lembra a palavra blog, como dá pra perceber pela imagem aí do lado.
A tradição do blog day é indicar para os leitores 5 outros blogs, de preferência blogs com propostas bem diferentes, para gerar um intercâmbio maior. Então escolhi 5 blogs pra te apresentar nesse blog day de 2011. Espero que você goste tanto quanto eu!
O Batom de Clarice
Não é porque a conheço há mais de 10 anos e ela é minha amiga não. E nem porque amanhã é aniversário dela. Mas não podia deixar de indicar o blog da Ju aqui, apesar dele ser mais voltado para o público feminino, falando de beleza e moda. Mas também tem espaço para outros assuntos, como literatura (pudera, estamos falando da leitora mais voraz que eu conheço) e até camisetas. E de quebra, sempre tem presentinhos muito legais sendo sorteados.
Blogy do Mans
Conteúdo antenado, atualizado e safadinho, com uma boa pitada de ironia fina. Sinceramente não lembro como cheguei até ele, mas não deixo de visita-lo todos os dias desde então. Destaque para os voluminhos, coletâneas criadas pelo André, que já me renderam boas descobertas. Não se assuste com o aviso de conteúdo impróprio e mergulhe de cabeça.
dasBancas
Sou viciado em revistas, sempre fui. Por isso, sou apaixonado por esse blog, que se debruça sobre o universo dessas publicações de luxo. As capas mais caprichadas, os astros e estrelas que que recheiam as edições do mês e até palavras de quem trabalha no ramo. Indispensável.
[manual prático de bons modos em livrarias]
Este blog é uma delícia. Escrito pela vendedora de uma grande livraria, conta os “causos” que ela vive no dia-a-dia, com os fregueses mais estranhos (e os mais fofos também). Rache o bico ao descobrir, por exemplo, o que queria o freguês que chegou à loja procurando pelo repórter 6.
Simplesmente Delícia
De vez em quando me meto a dar uma de cozinheiro. E quando resolvo fazer isso, não há fonte mais gostosa que esse blog de dar água na boca. Nem vou falar muitom, este vale a visita atenta pelas ótimas receitas. Duvido que você resista ao cookie de chocolate com chocolate e chocolate.
Dirigir não é tarefa fácil. Por isso, na cultura pop, não é todo mundo que domina o volante, como o Brian de Velozes e Furiosos. Alguns são extremamente imprudentes no volante, outros são muito azarados, enquanto há alguns que não possuem habilidade nenhuma para dirigir. Confira quem eles.
Dana Cannon e cia. Trânsito Muito Louco (Moving Violations, no original), de 1985, é um clássico da Sessão da Tarde. Perdi a conta de quantas vezes vi esse filme na Globo. No longa, Dana Cannon e um grupo de outros motoristas são pegos fazendo peripécias no trânsito, têm suas carteiras apreendidas e são obrigados a fazer um curso na auto-escola. Tem uma hipocondríaca que perde o controle do carro porque resolve tomar remédios enquanto dirige, outro que perde o controle de uma carroça enquanto manipula marionetes, e até uma velhinha que não enxerga um palmo à frente e acaba dirigindo em uma pista de aeroporto. Mas a coisa fica maluca mesmo quando eles voltam às ruas só pra irritar um guarda muito esquentado.
Les Anderson
Chega a ser injusta a entrada de Les Anderson (Corey Haim, que tinha 17 anos na época, e morreu em 2010, aos 38) nessa lista. O protagonista de Sem Licença Para Dirigir (License to Drive, de 1988) na verdade é só bastante imprudente. Quando falha no exame teórico de direção (apesar de ter passado de forma emocionante no teste de rua), ele vê seus planos de ter um encontro com a garota de seus sonhos, Mercedes (Heather Graham, com apenas 18 aninhos), quase ir por água abaixo. Sim, quase, porque a despeito de não ter uma licença, ele pega o carro do avô e sai com Mercedes. “O que poderia dar errado?”, ele pensa. Pois tudo o que poderia dar errado dá errado. Mercedes fica desacordada, um bêbado louco rouba o carro de Les e o automóvel vira praticamente um monte de ferragens distorcidas. O importante é que no fim das contas Les ganha a garota e até a confiança do pai.
Cameron Frye
O melhor amigo de Ferris Bueller, de Curtindo a Vida Adoidado, também não é exatamente um mau motorista, ele está mais para um grande azarado mesmo. Convencido por Ferris a dar uma voltinha na valiosa Ferrari do pai, ele não esperava que os flanelinhas usassem e abusassem do veículo. Para voltar o carro à quilometragem inicial, ele tem a “brilhante” ideia de colocar o carro para ficar rodando de ré. É claro isso não podia dar certo!
Toonces
Toonces é um gato que sabe dirigir. Mas o mais incrível é que, como seria de se esperar de um gato, ele dirige terrivelmente mal, sempre jogando o carro em despenhadeiros. É hilário. Toonces é o personagem de um esquete do humorístico Saturday Night Live.
Phoebe Buffay
Phoebe, a personagem de Lisa Kudrow em Friends, herdou um táxi da avó, mas apesar de dirigir um pouco melhor que Toonces, ainda assim precisa de umas aulinhas extras. Afinal, uma almofada é acessório obrigatório quando se sai com Phoebe, para quando ela freia o carro ninguém se machucar ao dar de cara no vidro. Como confiar em alguém que precisa de um guia mostrando onde fica o acelerador e o freio, e larga o volante com qualquer distração?
Com a estreia de Super 8 nesse fim-de-semana, mais um grande êxito de J.J. Abrams ganha as telas no Brasil. Para aquecer, escolhi 5 pontos do currículo dele que mostram um pouco da evolução deste que é um dos grandes nomes da cultura pop atual.
Armageddon
Talvez a primeira coisa que você lembre quando se fala em Armageddon seja a música do Aerosmith, mas esse imenso sucesso de 1998 foi o primeiro ponto de J.J. Abrams, que foi um dos roteiristas do filme e ajudou o longa a superar até seu ídolo Spielberg, que naquele ano lançava O Resgate do Soldado Ryan. É um filme-catástrofe dirigido pelo Michael Bay, sim, mas já tem o toque de J.J.
Felicity
Primeira incursão de Abrams na TV, em 1998, foi também a primeira vez que o cara dirigiu alguma coisa. Felicity tinha tudo para ser mais uma série adolescente, sobre uma universitária que muda de cidade só para ir atrás do cara que ela gosta (o detalhe é que eles trocaram duas palavras na vida), mas acabou virando um dos seriados mais legais da WB. Um detalhe interessante é que Felicity experimentou novas linguagens em episódios específicos. Um deles virou um clássico: é um gravado em preto-e-branco, no melhor estilo Além da Imaginação, em que Felicity e seus amigos ficam presos dentro de uma caixa (a mesma caixa que Meghan, colega de quarto de Felicity, guardava e escondia seu conteúdo). No final, mais um toque J.J.: antes de finalmente escolher entre Ben e Noel, Felicity viajou no tempo para ponderar sua escolha (sim, para felicidade geral da nação e MINHA infelicidade, ela ficou com Ben).
Lost
Foi aqui que J.J. Abrams virou o fenômeno que todos nós conhecemos. O que parecia mais uma história de naufrágos, virou uma das séries mais cultuadas de todos os tempos, e certamente aquela que mudou para sempre a forma como as pessoas se relacionam com as séries de TV. Abrams dirigiu em 2004 o piloto mais caro da TV até hoje, e ganhou seu primeiro e único Emmy. Foi com Lost que ele pôs em prática sua fascinação pelo desconhecido, assunto que ele discorre com maestria na já clássica palestra que ele deu no evento TED em 2007. Vale a pena ver:
Cloverfield
J.J. Abrams bebeu nas águas de Bruxa de Blair para produzir este longa, de 2008, que teve uma das primeiras campanhas de divulgação feitas de forma viral e cheia de mistérios. O filme em si nem é assim tão maravilhoso, mas vale pela estratégia de marketing, outro trunfo que Abrams sempre usou.
Star Trek
A tarefa de J.J. Abrams aqui era hercúlea: dar um reboot em uma das franquias mais famosas da cultura pop, agradando aos fãs xiitas e atraindo gente nova. Missão mais que cumprida. Star Trek atingiu em cheio os fãs de longa data e, de quebra, atingiu um novo público. Resultado: o toque de Midas de J.J. Abrams tornou este longa de 2009 o mais lucrativo da franquia.
Reduzir a trajetória de J.J. Abrams em apenas 5 passos pode parecer até sacrilégio, afinal ficaram de fora pérolas como Alias, Missão: Impossível III e, é claro, Fringe. Isso sem contar com o que ainda vem pela frente. Além de Super 8, ele é responsável por duas das séries mais esperadas do fall season 2011-2012: Alcatraz e Person of Interest, além das continuações de Star Trek, Cloverfield e Missão: Impossível.
Aproveitando o hype sobre a estreia do filme dos Smurfs nesse fim-de-semana, comecei a pensar nessas pequenas criaturinhas azuis, e percebi que talvez azul seja a cor mais utilizada pelos criadores de personagens na cultura pop. Talvez seja porque azul é a cor da paz de espírito, da tranquilidade e da calma. Oportuno, principalmente se você for um Na’vi, certo?
Para quem não lembra, os Na’vi são o povo do filme Avatar, de James Cameron. Eles têm extremo respeito pela natureza, e dela retiram somente o necessário, sem prejudicar o ambiente. Uma raça que sabe valorizar a cor que tem, não é mesmo?
Outro azulão boa-praça, daqueles que até sai distribuindo presentes por aí é o gênio do filme Aladdin. O que dizer de um cara que tem a voz do Robin Williams? O gênio é daqueles que cantam, dançam, representam e se transformam nos mais variados objetos… todos azuis, é claro!
Tão ou mais poderoso que o gênio é o Dr. Manhattan, de Watchmen. O cara tem força super-humana, capacidade de se teleportar para onde quiser, clarividência, além de um jeitinho especial de destruir qualquer oponente sem nem mexer o dedinho.
Mas parece que azul é mesmo a cor da moda entre os super-heróis. Mística e Fera, dos X-Men, tiraram nota 10 nesse quesito. Sem falar no preferido da garotada, o Capitão Planeta. Vai, Planeta!
A Pixar parece ter predileção especial pela cor azul. Dois dos meus personagens favoritos dos filmes da Pixar são dessa cor: a esquecida Dory, de Procurando Nemo, e o nada assustador monstro James P. Sullivan (Sully, para os íntimos), de Monstros S/A, que não faz mal nenhum a ninguém. O mesmo não se pode dizer ao rato Comichão, que em Os Simpsons, vive matando o gato Coçadinha, com requintes de crueldade.
Para terminar essa lista de azuis, imagine uma corrida entre personagens azuis. Não dá pra dizer quem vai ganhar, mas seguramente seria um dos dois: Sonic ou Papa-Léguas. Os dois são tão rápidos que nunca são pegos pelos seus inimigos. Que o diga o sofredor Coiote.
Eu poderia ficar aqui horas falando, e nem assim esgotaria a imensa galeria de personagens azuis. Tem o Panthro dos Thundercats, O Perninha dos Tiny Toons, o Megamente, o Bidu da Turma da Mônica… Ufa! Mas diz aí… qual é o seu personagem azul favorito?
Desde que Friends acabou, muita gente decretou o fim oficial das sitcons. Essas pessoas estavam erradas. Nunca foi possível rir tanto em frente à TV quanto atualmente. Prova disso são essas cinco séries engraçadíssimas e totalmente viciantes que estão no ar na televisão norte-americana.
Parks & Recreation
Talvez você, como eu, não tenha se empolgado ao começar a ver Parks & Recreation. Você talvez até, como eu, tenha abandonado a série após um ou dois episódios. Mas este post está aqui para que você, como eu, dê uma nova chance a Parks & Recreation e volte a ver a sitcom, tipo assim, HOJE! A primeira temporada não faz jus à genialidade deste programa, que faz uma sátira maravilhosa ao serviço público e sua conhecida morosidade e burocracia através de um mockumentário bem ao estilo The Office, em que Leslie Knope (Amy Poehler, fantástica) é uma funcionária pública que trabalha no departamento de parques da cidade de Pawnee, e ama e acredita em seu trabalho. Se a primeira temporada é apenas mediana, à medida em que a série avança (em setembro começa o quarto ano) os episódios vão chegando perto do genial. Não vou falar muito, porque ainda estou curtindo minha maratona de episódios, mas faça um favor a você mesmo: assista Parks & Recreation!
Community
Outra série que eu descobri tardiamente, e ainda estou apenas na metade da primeira temporada. Mas foi o suficiente para me apaixonar! Community é daqueles programas que, após assistir a um episódio, você tem vontade de obrigar alguém mais a assisti-lo, só pra poder comentar. A série é totalmente diferente de tudo o que é feito na TV atualmente. A história é de uma faculdade comunitária para onde Jeff Winger (Joel McHale) vai quando tem seu diploma de Direito cassado. Lá, o (agora ex) advogado preguiçoso e desonesto, se vê liderando um grupo de estudos de espanhol, formado por personagens totalmente difuncionais (mas encantadoramente carismáticos) e completamente engraçados. As constantes referências à cultura pop (o personagem Abed, por exemplo, é um poço delas) são deliciosas e é dificil escolher o personagem mais interessante e engraçado. Pena que a audiência de Community não seja das mais empolgantes, e a série viva na berlinda da eliminação. Mas por enquanto estamos salvos, com a terceira temporada garantida.
Modern Family Modern Family foi o grande destaque da temporada 2009-2010, e desde então vem ficando cada vez melhor. A química dessa família moderna é inegável, e é difícil escolher um personagem favorito. Se é Jay, o homem mais velho casado com uma voluptuosa colombiana, Gloria, mãe de um garoto reflexivo com uma cabeça de adulto. Se é o casal Mitchel e Cameron que, mais que um casal gay, é um casal cheio de neuras tentando criar uma filha adotiva, ou se é o núcleo familiar de Claire, uma mãe dedicada, e Phil, o pai narcisista e seus três filhos, Alex, a CDF da família, Hailey, a garota que só pensa em namorar e o garoto não muito esperto Luke. É da dinâmica entre os membros dessas família que vem toda a graça da série, que também é estruturada na forma de um mockumentário. E as histórias são engraçadíssimas. Ainda não vi um episódio de Modern Family que não rendesse pelo menos uma dúzia de boas risadas.
The Big Bang Theory
Dá pra medir o sucesso de uma série pelos elementos que ela incorpora à cultura pop como um todo. Ora, desde que The Big Bang Theory estreou, termos como Bazinga! viraram parte do vocabulário de muita gente. Não é à toa. A série é um apanhado de referências pop e nerd, e já tem uma mitologia consolidada em volta dos personagens. Por exemplo, aposto que você também fica esperando pra ver qual camiseta Sheldon vai usar em cada episódio. Os diálogos de TBBT, principalmente as falas de Sheldon, são uma metralhadora de piadas. Embora o destaque da série seja Sheldn Cooper, os outros personagens também são ótimos, e na atual temporada a adição da “namorada” de Sheldon, Amy, uma versão feminina do Dr. Cooper, tornou tudo ainda mais interessante. É, nunca foi tão cool ser nerd.
The Middle
Pegue os personagens disfuncionais de Parks & Recreation e Community, as relações familiares de Modern Family e até uma pitada de nerdice de The Big Bang Theory e pronto: aí está The Middle! Não tem jeito: esta série é o meu atual xodó, e quase rolo de rir a cada episódio. A comédia é sobre a rotina de uma família de classe média nada normal. A narradora dos episódio é Frankie Heck (Patricia Heaton), uma vendedora de carros (a terceira melhor vendedora de uma concessionária que tem 3 funcionários) e mãe de família, que tem que lidar com o marido, Mike (Neil Flynn), um homem de poucas palavras e para quem a solução de tudo se resume a esportes, e os três filhos: Axl (Charlie McDermott), Sue (Eden Sher) e Brick (Atticus Shaffer). Axl é o típico adolescente rebelde, reclamão e que não gosta de nada. Sue é a personificação de uma perdedora. Ela nunca consegue fazer parte de nenhum grupo no colégio, mas ainda assim se mantém otimista e um tanto ingênua. Por exemplo, quando ela arruma um namorado, só ela não enxerga que o garoto é totalmente gay. Quando finalmente consegue entrar para o time de corrida do colégio, a garota quase morre durante um treino, simplesmente porque não quer tirar o moletom do time, mesmo com um calor infernal. Por fim, o pequeno Brick, um garotinho meio autista, viciado em leitura, e com o estranho (e engraçadíssimo) hábito de sussurrar pra si mesmo as últimas palavras que diz. Brick é muito inteligente, mas extremamente distraído. Acho que nem preciso dizer muito mais pra mostrar o quanto as situações de The Middle são encantadoras e muito, MUITO, engraçadas!
Depois dos vampiros e zumbis, é a vez dos lobisomens invadirem a TV com um seriado hypado. Teen Wolf é a aposta da MTV americana nessa summer season para conquistar os adolescentes fãs de Crepúsculo. Mas quem apostou na qualidade baseado no sucesso das maravilhosas The Walking Dead e da (vá lá) boazinha The Vampire Diaries deve ter se dececpcionado muito! Pelo menos é o que dá pra concluir depois de assistir aos três primeiro episódio de Teen Wolf.
Scott (Tyler Posey que, para que não lembra, era o garotinho fofo daquele filme com a J.Lo) é um garoto meio loser que, um dia, em um passeio noturno na floresta com seu amigo Stiles (Dylan O’Bryan), é mordido por um lobo e vê sua vida mudar ao se transformar em um lobisomem. Como tragédia nunca vem sozinha, ele logo descobre que o pai de Alison (Crystal Reed), a garota novata que é seu interesse romântico, é um caçador de lobisomens. Agora, Scott começa a descobrir seus novos poderes, usá-los para se dar bem na escola e no time de lacrosse, e controlá-los para não virar um lobo na frente de todo mundo. Para isso, ele pode contar com a ajuda de Derek (Tyler Hoechlin), o lobisomem que, supostamente, transformou Scott.
Teen Wolf é adaptação do longa O Garoto do Futuro, de 1985, com Michael J. Fox. Mas, ao contrário do original, que era uma grande avacalhação, a série da MTV tenta se levar a sério e, por isso mesmo, é um grande flop. Quer saber o que não funciona em Teen Wolf? Vamos lá então…
A trama Clichê, clichê, clichê! Não há outra forma de resumir a história de Teen Wolf. Antes mesmo de assistir ao piloto, já dá pra imaginar tudo o que vai acontecer e, pior, acertar em cheio. O roteiro não tem um pingo de originalidade, é cercado de clichês que quem já viu Crepúsculo, Vampire Diaries e outras séries e/ou filmes de seres sobrenaturais já está cansado de saber.
Os personagens
Scott é ó protagonista mais chato desde o Dawson de Dawson’s Creek, e Stiles é o melhor amigo mais irritante e sem graça tentando ser engraçado. Alison, a namoradinha de Scott, é sem sal e os dois não convencem juntos. E o clichê só aumenta com os desnecessários Lydia (Holland Roden) e Jackson (Colton Haynes), a gostosona aproveitadora e o bad boy desconfiado. Aliás, valia mais a pena contar as história de Colton fora do ar. E ainda tem o Derek, que parece uma estátua ambulante, tamanho seu carisma. Mas isso nos leva ao próximo tópico…
O elenco
Os atores de Teen Wolf são péssimos. A expressividade de Taylor, Colton e, principalmente, Tyler Hoechlin, é de dar inveja ao Cigano Igor, e o carisma do elenco não chega a zero. E, cá entre nós, sem querer parecer fútil… nunca vi tanta gente feia em um lugar só.
Os “defeitos especiais”
Tá bom, a MTV não é especialista em criar efeitos especiais para seus programas, mas os efeitos de Teen Wolf são MUITO ruins! As transformações de Scott, o visual “homem das cavernas” da versão lobisomem, e até as cenas de carros, em que a paisagem é nitidamente um chromakey mal feito. Bad for you, MTV!
Eu até queria fazer uma lista com 5 itens, mas como os 4 que elenquei são tão abrangentes (e graves) que acho que nem precisa mais que isso. Acho que é o suficiente para esquecer que Teen Wolf existe.
Nada melhor que aproveitar o dia dos namorados para fazer aquela declaração de amor no capricho. Se estiver faltando inspiração, dê uma olhada nestas que são algumas das mais românticas, bonitas, emocionantes e originais declarações de amor do cinema. Veja aí (e prepare um lenço, só para o caso de cair um cisco em seu olho)!
Simplesmente Amor
O filme inteiro é uma costura de histórias de amor. Mas com certeza a mais original é aquela que Mark (Andrew Lincoln), apaixonado por Juliet (Keira Knightley), esposa do seu melhor amigo, aproveita a época do natal para fazer uma criativa e bem humorada declaração de amor. Tinha como não colar?
With any luck, by next year – I’ll be going out with one of these girls.
[shows pictures of beautiful supermodels]
But for now, let me say – Without hope or agenda – Just because it’s Christmas – (And at Christmas you tell the truth) – To me, you are perfect – And my wasted heart will love you – Until you look like this.
[picture of a mummy]
Merry Christmas.
Com alguma sorte, no ano que vem – estarei saindo com alguma destas garotas.
[fotos de modelos]
Mas, por agora, deixe-me dizer – sem esperança ou planos – só porque é Natal – (e no Natal você fala a verdade) – Para mim, você é perfeita – E meu arrasado coração vai amar você – Até que você fique assim
[foto de uma múmia]
Um Lugar Chamado Notting Hill
O filme conta a história do romance entre Anna Scott (Julia Roberts) e William (Hugh Grant), uma famosa atriz de cinema e um vendedor de livros, e todas as dificuldades que envolvem um relacionamento deste tipo. O momento mais bonito do filme é um pequeno diálogo, uma simples e direta declaração de amor que Anna faz a William: “I’m just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her” (Sou apenas uma garota, parada em frente a um garoto, pedindo que ele a ame). Matador!
10 Coisas Que Eu Odeio Em Você
O filme é uma versão teen moderna de A Megera Domada, de Shakespeare (que também ganhou, no Brasil, uma adaptação para novela, na ótima O Cravo e a Rosa). Na história, uma garota (Larisa Oleynik) só pode ir ao baile de formatura se a irmã casca grossa (Julia Stiles) também tiver um par. Interessado em sair com Bianca, Cameron (Joseph Gordon-Levitt) paga Patrick Verona (Heath Ledger) para conquistar Kat. Apesar do jeito grosseiro e meio bad boy, é claro que ele a conquista, e é claro que acaba também se apaixonando. O filme te duas cenas especialmente belas. A serenata de Patrick para Kat nas arquibancadas da escola, ao som da clássica Can’t Take My Eyes Off You, é de suspirar. Mas a cena que escolhi para esse post é o pema que Kat escreve e de onde sai o título do filme. Veja e mantenha os olhos secos:
I hate the way you talk to me, and the way you cut your hair. I hate the way you drive my car. I hate it when you stare. I hate your big dumb combat boots, and the way you read my mind. I hate you so much it makes me sick; it even makes me rhyme. I hate it, I hate the way you’re always right. I hate it when you lie. I hate it when you make me laugh, even worse when you make me cry. I hate it when you’re not around, and the fact that you didn’t call. But mostly I hate the way I don’t hate you. Not even close, not even a little bit, not even at all.
Odeio o modo como você fala comigo e o modo como você corta seu cabelo. Odeio o modo como você dirige o meu carro e odeio quando você me encara, odeio suas enormes botas de combate e o modo como você lê minha mente. Odeio tanto você que isso me deixa doente, e até me faz rimar. Eu odeio… odeio o mod como você está sempre certo e odeio quando você mente. Eu odeio quando você me faz rir e mais ainda quando me faz chorar. Eu odeio quando você não esta por perto e o fato de não me ligar. Mas mais que tudo, odeio o fato de não conseguir te odiar. Nem um pouquinho, nem por um segundo.
A História de Nós Dois
Michelle Pfeiffer e Bruce Willis são Katie e Ben, um casal que vive uma crise terminal no casamento: os dois não se suportam, e não há diálogo. A única coisa que os mantém unidos são os dois filhos adolescentes. É durante as férias das crianças que eles resolvem se separar e, entre lembranças dos 15 anos de casados e a tentativa de reconstruir a vida, descobrem que o amor ainda existe ali, só precisa ser redespertado. É nesse contexto que, quando as crianças voltam de férias e o casal precisa decidir se conta para Erin e Josh sobre a separação ou vão todos juntos a uma lanchonete, Michelle Pfeiffer brilha em um monólogo final que é o ponto alto do longa, e o momento catártico que resolve a situação do casal. É de arrepiar e de se assistir várias e várias vezes.
There’s a history here, and histories don’t happen overnight. In Mesopotamia or Ancient Troy there are cities built on top of other cities, but I don’t want another city, I like this city. I know what kind of mood your in when you wake up by which eyebrow is higher, and you know I’m a little quiet in the morning and compensate accordingly, that’s a dance you perfect over time. And it’s hard, it’s much harder than I thought it would be, but there’s more good than bad and you don’t just give up! And it’s not for the sake of the children, but God they’re great kids aren’t they? And we made them, I mean think about that! It’s like there were no people there, and then there were people and they grew, and an an an I won’t be able to say to some stranger Josh has your hands or remember how Erin threw up at the Lincoln Memorial And I’ll try to relax, let’s face it, anybody is going to have traits that get on your nerves, I mean, why shouldn’t it be your annoying traits, and I know I’m no day at the beach, but I do have a good sense of direction so I can at least find the beach, which isn’t a weakness of yours, it’s a strength of mine. And God your a good friend and good friends are hard to find. Charlotte said that in Charlottes Web and I love how you read that to Erin and you take on the voice of Wilber the Pig with such dedication even when your bone tired. That speaks volumes about character! And ultimately, isn’t that what it comes down too? What a person is made of? That girl in the pin helmet is still here ‘bee boo bee boo’ I didn’t even know she existed until you and I’m afraid if you leave I may never see her again, even though I said at times you beat her out of me, isn’t that the paradox? Haven’t we hit the essential paradox? Give and take, push and pull, the yen the yang. The best of times, the worst of times!I think Dickens said it best, ‘He could eat no fat, his wife could eat no lean’, but, doesn’t really apply here does it? What I’m trying to say is, I’m saying Chow Fun’s because, I love you!
Há uma história aqui, e histórias não acontecem do dia para a noite. Na Mesopotâmia ou na Tróia antiga há cidades construídas sobre outras cidades, mas eu não quero construir outra cidade. Gosto dessa. Eu sei onde guardamos a Bactine e como você está pela sobrancelha que levanta. Você sabe que sou mais calada de manhã e compensa de acordo. Essa dança se aperfeiçoa com o tempo. E é mais difícil do que eu pensei que fosse, mas há mais bom que ruim. E não devemos desistir! E não é por causa das crianças. Mas eles são demais não são? E nós os fizemos! Quer dizer, pense nisso. Não havia ninguém lá, e depois havia. E eles cresceram. Não vou poder dizer a um estranho: “Josh tem as suas mãos” ou “Lembra como Erin vomitou no Lincoln Memorial”? E vou tentar relaxar. Vamos admitir, todos têm características irritantes. Por que com você seria diferente? E eu não sou bolinho. Mas tenho bom senso de direção e consigo achar a padaria. O que não é uma crítica a você, é só uma qualidade minha. Meu Deus, você é um bom amigo. E bons amigos são difíceis de achar. Charlotte diz isso em “A Teia de Charlotte”. Adoro o jeito como lê para Erin. Você faz a voz de Wilbur com tanto empenho mesmo quando está exausto. Isso diz muito sobree um caráter. E no fim não é isso que importa? O que a pessoa é? Porque aquela garota de capacete ainda está aqui “bee boo bee boo”. Eu nem sabia que ela existia até conhecer você. E tenho medo que, se me deixar, talvez eu nunca mais a veja. Mesmo tendo dito que você a tirou de mim. Não é um paradoxo? Não chegamos ao paradoxo essencial? Dar e tomar, empurrar e puxar, yin e yang, os bons e os maus momentos. Dickens disse bem. Jack Sprat. Ele não podia comer gordura. A esposa, carne magra. Mas isso não se aplica aqui, não é? O que estou tentando dizer é, vamos a Chow Fun’s porque eu te amo!
Moulin Rouge
O musical que reegueu o gênero em Hollywood é o meu filme favorito de todos os tempos, e a história de amor entre Christian (Ewan McGregor) e Satine (Nicole Kidman) é de cortar o coração. Fica difícil escolher a melhor declaração de amor do longa. Há o primeiro encontro entre Christian e Satine, quando ele a conquista interpretando Your Song, e há Come What May, a canção que serve de código entre os dois. Mas talvez o momento máximo do filme, a mais bela declaração de amor feita pelo personagem de McGregor seja a bela colagem de canções pop em cima do Elefante, que começar com uma Satine cética, afirmando não ser capaz de amar, mas que ao final se entrega totalmente a Christian.
“A coisa mais importante que se pode aprender na vida é amar e, em troca, amado ser.”