O nome de Adele vai voltar para os holofotes (se é que de lá ele chegou a sair). A cantora está prestes a lançar uma nova canção, que servirá de tema para o novo filme de James Bond, 007 – Operação Skyfall. O filme só chega às telas em 26 de outubro, mas o single, Skyfall, será lançado no site oficial de Adele na sexta-feira, dia 5. A música foi gravada no legendário estúdio Abbey Road, em Londres, e conta com a participação de uma orquestra com mais de 70 músicos.
A expectativa é grande, afinal é a primeira gravação de Adele desde o sucesso retumbante de 21. Por isso, a Rolling Stone americana aproveitou o buzz para colocar a cantora na belíssima capa da nova edição da revista. Veja:
Não sou conhecedor profundo da obra de Charles Chaplin. Mesmo assim, já ri de chorar assistindo Tempos Modernos, me emocionei de (quase) chorar vendo O Garoto, e não esqueço das cenas clássicas de O Grande Ditador. Por isso mesmo, sempre tive vontade de conhecer melhor a obra do humorista e seu icônico Carlitos.
Não é de se estranhar, então, que eu tenha comemorado a notícia de que a Folha de São Paulo lança, a partir do próximo domingo (23), uma coleção com todos os filmes, curtas e longas, de Charles Chaplin, o eterno Carlitos. A coleção vai ter o tratamento vip que os lançamentos da Folha costumam ter: cada DVD vem acompanhado de um livro com 64 páginas e capa dura, recheado de fotos e informações sobre a obra de Chaplin.
A primeira entrega traz os dois primeiros volumes, com os filmes O Grande Ditador e Dia de Pagamento, e no total de 20 livros-DVD não vão faltar clássicos como Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Garoto, e todos os outros filmes de Chaplin. Não sei você, mas eu vou com certeza fazer plantão na banca nesse domingo.
Você pode comprar cada volume da Coleção Folha Charles Chaplin, ou todos os 20 DVDs, na Livraria da Folha, e a lista completa dos volumes aqui:
01. O Grande Ditador
02. Dia de Pagamento – mais 4 curtas
03. Tempos Modernos
04. O Garoto
05. Luzes da Cidade
06. Festival Carlitos
07. O Circo
08. Em Busca do Ouro
09. Na Farra – mais 12 curtas
10. Luzes da Ribalta
11. O Casamento de Carlitos – mais 6 curtas
12. Monsieur Verdoux
13. Campeão de Boxe – mais 6 curtas
14. Um Rei em Nova York
15. Os Amores de Carmen – mais 6 curtas
16. Casamento ou Luxo
17. O Vagabundo – mais 6 curtas
18. O Imigrante – mais 6 curtas
19. Corridas de Automóveis para Meninos – mais 13 curtas
20. A Condessa de Hong Kong
Fantástico o texto de Simon Rich na New Yorker dessa semana. Uma camisinha conta sua história, desde quando saiu da loja, o (longuíssimo) tempo que ficou guardada na carteira de um jovem, fez amizade com os cartões e cédulas da carteira, até a hora em que finalmente vai ser usada. Nesse momento, surpresa, e a camisinha tem um belo final. É em inglês, mas vale a pena ler, nem é tão difícil não. Delicado e engraçado. Vi a dica no Ricardo Lombardi. Traduzi um trechinho só pra você sentir a vibe:
Nesse noite, o Cartão do Metrô me diz coisas estranhas sobre mim mesma. A princípo, não acredito no que ele diz. Mas ele insiste que é tudo verdade. Quando eu começo a entrar em pânico, ele ri. Ele diz “Você pensou quer era feito pra quê?”. Fico envergonhada de admitir a verdade, que eu pensava que era um balão.
A revista Entertainment Weekly aproveitou a iminente chegada da quinta temporada de True Blood (que começa em dois dias, no domingo) para chegar as bancas com dez capas diferentes, trazendo os principais personagens da série.
Muito embora eu tenha deixado de me empolgar com True Blood desde a temporada passada, as capas ficaram fantásticas. Qual você escolheria? Eu acho que fico com a da Jessica!
Desde o fim do ano passado que se criou um burburinho em cima do nome de Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará. O título, dado devido ao cover de Single Ladies que lançou a cantora no Brasil, dizem que não faz jus aos dotes da moça. Há quem diga que Gaby é a next big thing da música brasileira para 2012. O fato é que, queira ou não, a partir de hoje você vai ouvir muito o nome (e, é claro, a música) de Gaby Amarantos. A abertura de Cheias de Charme, novela das 19h que estreia esta noite na Globo, tem como tema Ex Mai Love, uma das faixas de Treme, primeiro e aguardado disco de Gaby, produzido por Carlos Eduardo Miranda, o que por si só já é motivo pra ficar de olho na moça.
Eu, particularmente, vi e ouvi pouco de Gaby. Sei que muita gente vê a cantora com preconceito, afinal ela é uma representante do tecnobrega paraense, se veste de forma extravagante e se lançou com um (tosco) cover em português de Beyoncé. Mas observo o burburinho com atenção e estou muito curioso pra ver o que vai acontecer após o lançamento de Treme.
A revista Bravo! desse mês traz uma matéria, de José Flávio Júnior, apontando nove motivos para ouvir (e ficar de olho em) Gaby Amarantos. Vamos ver quais são?
1- Gaby está apresentando para o resto do país o tecnobrega, manifestação eletrônica genuinamente amazônica. O estilo irreverente e dançante ganhou ramificações como o tecnomelody e o eletromelody e já desperta a atenção de DJs internacionais.
2- Ela é a ponta-de-lança da cena pop de Belém, a mais interessante do Brasil hoje. Se virar mesmo um ícone nacional, Gaby deve abrir portas para outros nomes da capital paraense, como Felipe Cordeiro, parceiro na roqueira Ela Tá No Ar.
3- A cantora vai além do ritmo que a projetou. Treme inclui o brega clássico Ex Mai Love, escolhido para a abertura da próxima novela das 7 da Globo, e a cúmbia Coração Está em Pedaços, originalmente uma balada de Zezé di Camargo.
4- A direção artística de Treme é de Carlos Eduardo Miranda, a principal antena do pop brasileiro. Ele contou com a colaboração de Féliz Robatto, músico-chave para o resgate da guitarrada (uma lambada instrumental), e do DJ de tecnobrega Waldo Squash.
5- Já uma grande intérprete, Gaby está em plena evolução. Inezita Barroso e Maria Alcina, por exemplo, se derreteram em elogios. Na gravação do álbum solo, a produtora Cyz Zamorano foi fundamental para tirar o melhor do vozeirão de Gaby.
6- Ela joga luz em compositores talentosos, mas poucos conhecidos fora dos domínios paraenses. É o caso de Alípio Martins (1944-1997), de quem Gaby gravou Vem Me Amar. Martins ajudou a popularizar o carimbó e a lambada nos anos 70.
7- A artista canta versos provocadores, como “eu vou samplear, eu vou te roubar”. A passagem está na bem-humorada Xirley, que brinca com o conceito de samplear, utilizar um trecho de uma música, com autorização ou não, para criar outra.o
8- Fernanda Takai participa da faixa Pimenta Com Sal. A cantora do Pato Fu, também de origem amazônica, estrela um belíssimo dueto com Gaby nessa canção escrita pelo poeta roraimense Eliakin Rufino.
9- A intérprete tem a benção de cantoras paraenses veteranas. Fafá de Belém é uma das maiores incentivadoras de Gaby e Dona Onete, a criadora do carimbó chamegado, dá canja em Mestiça, de sua própria autoria, a faixa mais folclórica de Treme.
Acrescento o fato de, a despeito do que pode parecer a princípio, Gaby é uma artista das mais interessantes. Basta ver a entrevista que a cantora deu a Marília Gabriela no começo do ano (Veja: Parte 1 – Parte 2 – Parte 3 – Parte 4). E, pra terminar, o clipe de Xirley, primeiro single de Treme, que chega às lojas no começo de maio:
Não se fala outra coisa nas rodinhas da internet: a chegada do Instagram ao Android e a compra da ferramenta pelo Facebook. O assunto gerou muito #mimimi na rede, e a melhor análise do caso é, de longe, a que o Matias fez na coluna dele no caderno Link do Estadão de ontem. Leia:
Iphoneiros em polvorosa: “Vão poluir minha timeline!”, reclamavam usuários do celular da Apple tanto no Brasil quanto no exterior. Eles haviam recebido a notícia de que o aplicativo Instagram havia ganhado, na semana passada, uma versão para Android, o sistema operacional rival do iOS, do iPhone. Por aqui, a indignação veio no inevitável tom de piada característico da nossa vida digital tropical, com a criação de tumblrs como o androidnoinstagram.tumblr.com ou orkutgram.tumblr.com, entre outros. O teor dos tumblrs – e das piadas – era sempre o mesmo: agora o Instagram perderia o seu status, pois uma tal “horda de pobres” começaria a usar o aplicativo.
Para quem não conhece, o Instagram é mais do que um software para celular que permite tirar fotos com filtros vintage. Criado pelo brasileiro Mike Krieger, o aplicativo também funciona como uma rede social – em que é possível assinalar contatos e personalizar perfis como em qualquer site deste tipo, com duas diferenças cruciais. A primeira: é uma rede social feita para o celular. Ela se replica, ao gosto do freguês, pelo Twitter e Facebook, mas seu ambiente nativo é a internet móvel. A segunda é o fato de não existir perfil público. Quem quiser ver a página de alguém no Instagram, ao contrário da maioria das redes sociais, precisa criar uma conta lá.
Eis o motivo da chiadeira. Enquanto era uma rede fechada para usuários de iPhone, o Instagram criou uma bolha de falso glamour que fazia qualquer fotinha vagabunda parecer cool só porque vinha com um tom sépia, com um amareladinho com cara de foto tirada nos anos 70. A reclamação dos antigos usuários levantou a velha falácia repercutida sempre que qualquer serviço online deixava de ser exclusivo de uns poucos early-adopters – a tal “orkutização”.
O termo surgiu, claro, depois que o Orkut começou a se popularizar no País. Antes restrita a quem trabalhava com comunicação ou tecnologia, a rede social aos poucos foi compreendida por pessoas que não passam o dia inteiro na frente do computador. Mais do que isso: à medida em que os anos 2000 foram passando, mais gente pôde comprar um computador e, com isso, a rede social perdeu o ar de ser exclusividade de grupos pequenos. E aos poucos começariam a aparecer perfis de pessoas que não eram descoladas e modernas, mas apenas… normais.
E riam “kkkkkk” ou tiravam fotos em quaisquer situações (parte delas indo parar em sites como perolas.com ou tolicesdoorkut.com) ou não se preocupavam com o português correto ou com “about me” espertinhos. A orkutização vinha acompanhada de uma reclamação obtusa, que resmungava sobre a “maldita inclusão digital” num tempo em que nem todo mundo tinha acesso à internet.
Em menos de dez anos, este quadro mudou – radicalmente. Não só ficou mais fácil comprar computador como a internet móvel trouxe uma imensa leva de pessoas para o dia a dia eletrônico das redes sociais. E cada novidade descoberta pelos primeirões era, em pouco tempo, “orkutizada”. Foi assim com o Twitter, com o Facebook e agora aconteceu com o Instagram.
“Em vez de crème brûlée vamos ver fotos do Habib’s”, alguém twittou, como se os usuários do Instagram não tirassem foto de qualquer PF com um filtro para parecer que não estavam comendo em um restaurante self-service. Ou como se os celulares que rodam o sistema operacional Android não custassem, em alguns casos, até mais do que o preço de um iPhone 4S.
A “orkutização” ou a “maldita inclusão digital” fazem parte da natureza da internet. A rede não é um clubinho exclusivo para uns poucos e bons. Até o fim desta década, todos estaremos conectados a ponto de nem percebermos a separação entre o online e o offline.
Reclamar que mais gente está desfrutando de serviços e produtos que, até determinada época, eram exclusivos de um número pequeno não é apenas reacionarismo barato – é não entender que a natureza digital agrega em vez de separar. Se você tem vergonha de estar na mesma rede social que pessoas que considera “menores”, não tenha dúvida: o problema é seu.
Fantástico o texto de Martha Medeiros no jornal Zero Hora de hoje. Concordo e assino embaixo da posição dela sobre o humor atual:
A morte de Chico Anysio e as merecidas homenagens que ele tem recebido nos fazem pensar sobre a mudança por que o humor vem passando. Lembro com saudade do “Não garavo” (Alberto Roberto), “Ca-la-da!” (Nazareno), “Isso me ama” (Coronel Limoeiro) e outros bordões que povoaram minha infância (assim como “ô Cridê, do Golias, o “muy amigo”, criado pelo Jô, e “ô psit” do Renato Aragão), mas teve uma hora que cansou.
Era o momento de abraçar o espírito renovador da TV Pirata, do Casseta & Planeta, de Os Normais e do recente Tapas e Beijos, programas menos populares se comparados aos antecessores, mas igualmente criativos.
Humor bom é aquele que chama a atenção para nossos preconceitos fazendo graça. Chico Anysio criou um pai de santo homossexual, um político que assumia odiar os pobres, um marido que tratava mal a mulher por ela ser feia, um pastor evangélico que só se interessava em passar a sacolinha, um jogador perna de pau que pensava que era craque, e nada disso soava grosseiro, apenas divertido.
O que mudou da geração Chico City para a geração TV Pirata foi a espontaneidade das interpretações e um pouco de perda da inocência, mas só um pouco. Até que chegamos ao humor de agora, de inocência zero. Do que se ri hoje? Não do ridículo, e sim da ridicularização. Engraçado é você humilhar.
Fora do Brasil, a mesma coisa. Adeus ao surrealismo hilário de Monty Phyton: que venha o Borat, representante de um humor moderno que eu, particularmente, abomino. Não que ele seja irrelevante, mas essa comicidade que deprecia e constrange, típica das pegadinhas e dos trotes, confirma que a grosseria passou a ser reconhecida como um forte traço de caráter do ser humano.
Ninguém vai esperar que um humorista seja cerimonioso, mas há uma linha tênue que separa o burlesco do grotesco. Semana passada, assisti a um stand up em Porto Alegre (Desculpe, mas o Ator Americano Ficou Doente), que levou o público às gargalhadas com imitações, irreverências e piadas politicamente incorretas, tudo com o melhor dos respaldos: a inteligência. Não há como se sentir agredido pela inteligência – a não ser que você não a tenha.
Já fomos mais elegantes, inclusive para fazer rir. Por ora, o humor tem se valido do esculacho mais vil e miserável. O que explica essa nostalgia toda por Chico Anysio.
Confesso que não assisto nem nunca assisti à série Mad Men. Não sei porque, talvez por cisma, mas nunca tive vontade de pegar para ver, apesar de saber que o programa é mega elogiado por todo mundo. Tanto é que a revista Newsweek que chega às bancas americanas hoje não só deu a capa à produção, como fez uma edição toda de volta ao ano de 1965, que é quando a série é ambientada. Até os anúncios entraram no clima, e anunciantes ou reviveram propagandas da época ou criaram novas com o estilo dos anos 60. Como disse o sempre fantástico dasBancas, é edição de colecionador para quem é fã de Mad Men.
O Brasil perdeu um dos maiores humoristas que já tivemos na sexta passada. Chico Anysio morreu aos 80 anos, levando consigo uma riquíssima galeria de personagens (são mais de 200) que ficarão para sempre marcados no imaginário pop do país. Era de se esperar que todos os jornais homenageassem Chico (que, aliás, fato inútil, fazia aniversário no mesmo dia que eu), e vários o fizeram, de forma bastante criativa. Mas poucos conseguiram fazer uma homenagem tão bela e oportuna quanto o jornal O Dia. Veja:
Começou ontem, depois do Super Bowl, a segunda temporada do reality show musical mais bombado da América: o The Voice! Os jurados do programa, Adam Levine, Blake Shelton, Cee-Lo Green e Christina Aguilera, estão na capa da última Rolling Stone dos EUA:
Via dasBancas. Lembrando que a Globo deve lançar a versão nacional do reality esse ano. Dá pra imaginar quem irá compor o júri?