17/dez 2012

Olá pessoal! Sharon falando!

Olá leitores do Fósforo!

Como o João falou no começo da semana, ele tirou um tempinho pra si e me deixou cuidando do blog. Responsabilidade imensa. Vou tentar corresponder à expectativa, vamos ver como me saio.

Meus gostos são um pouco diferentes dos gostos do João. Gosto mais de velharia, daquilo que resiste ao passar do tempo. Não faço questão de conhecer novidades, a não ser que ela já esteja bem passada.  Estou pensando em fazer um post para cada categoria do blog, cinema, música, livros e televisão nessas duas semanas que me pertencem.

Muaahahahahahaha!

Vou começar indicando um projeto lindo de um amigo, que cresceu numa cidade paranaense próxima à Pato Branco, onde eu cresci e moro agora:

50 discos para Cecilia

O Giancarlo Rufatto está grávido e, enquando a Cecília não vem, ele está escolhendo 50 discos para ela ouvir e ler quando crescer. É uma forma linda de um pai se apresentar! Vocês vão gostar, tenho certeza. A lista já tem 26 discos! Além disso, ele apresenta um artista contemporâneo por semana e algumas coisas que ele gosta mas não entraram para os 50 na coluna “É ruim, mas é bom”.

Pra ficar horas ouvindo e lendo!

Abraços!

Categoria: Autor Convidado, Internet, Listas, Música

04/jul 2012

E o Louro José perdendo a linha no Twitter?

Gente! Essa é tão surreal que tive que divulgar. Daí que ontem a Ana Maria Braga lançou uma enquete online, perguntando se o Louro José devia ou não assistir à final da Libertadores, hoje, ao vivo no estádio. Tudo caminharia para um sonoro SIM, não fosse a já tradicional trollagem do Morri de Sunga Branca, um dos blogs mais bacanas sobre celebridades. A Bic Muller estimulou o público do site, que aparentemente não é pequeno, a votar no NÃO, e deixar o Louro quieto em casa hoje à noite. Resultado: de quase 80% dos votos a favor de mandar o papagaio para o Pacaembu, rapidamente a conta virou para mais de 70% das opiniões contra.

Tudo terminaria aqui, sem alarde, não fosse o fato do próprio Louro ter ficado p*** com a situação e partido pra xingar muito no Twitter:

Tem uma idiota de um site fuleiro que eu nunca ouvi falar, um tal de sunga branca que jura que é popular, segunda ela a votação virou porque ela pediu para as pessoas votarem não no site, tá se achando demais hein de tanga branca? E ainda disse que só a Ana gosta de mim, concordam?

Claro que a mensagem acima causou a maior comoção, e as duas partes trocaram ferpas o dia todo. Não bastasse isso, a mulher de Tom Veiga (que, se você não sabia, é o cara que controla o Louro José) também partiu para a ignorância e distribuiu xingamentos. Totalmente surreal.

É uma pena, porque muita gente gosta do papagaio da Ana Maria Braga, e o personagem perdeu uma chance daquelas de usar a situação a seu favor e agir na esportiva. Pelo contrário, ele sai dessa com sua imagem abalada e bastante antipatizado nas redes sociais. Cadê assessor de imprensa numa hora dessas?

Pra entender a história toda, veja essa apresentação de slides que a Rosana Hermann fez contado tudinho:

Categoria: Internet, Televisão

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10/abr 2012

A orkutização do Instagram

Não se fala outra coisa nas rodinhas da internet: a chegada do Instagram ao Android e a compra da ferramenta pelo Facebook. O assunto gerou muito #mimimi na rede, e a melhor análise do caso é, de longe, a que o Matias fez na coluna dele no caderno Link do Estadão de ontem. Leia:

Iphoneiros em polvorosa: “Vão poluir minha timeline!”, reclamavam usuários do celular da Apple tanto no Brasil quanto no exterior. Eles haviam recebido a notícia de que o aplicativo Instagram havia ganhado, na semana passada, uma versão para Android, o sistema operacional rival do iOS, do iPhone. Por aqui, a indignação veio no inevitável tom de piada característico da nossa vida digital tropical, com a criação de tumblrs como o androidnoinstagram.tumblr.com ou orkutgram.tumblr.com, entre outros. O teor dos tumblrs – e das piadas – era sempre o mesmo: agora o Instagram perderia o seu status, pois uma tal “horda de pobres” começaria a usar o aplicativo.

Para quem não conhece, o Instagram é mais do que um software para celular que permite tirar fotos com filtros vintage. Criado pelo brasileiro Mike Krieger, o aplicativo também funciona como uma rede social – em que é possível assinalar contatos e personalizar perfis como em qualquer site deste tipo, com duas diferenças cruciais. A primeira: é uma rede social feita para o celular. Ela se replica, ao gosto do freguês, pelo Twitter e Facebook, mas seu ambiente nativo é a internet móvel. A segunda é o fato de não existir perfil público. Quem quiser ver a página de alguém no Instagram, ao contrário da maioria das redes sociais, precisa criar uma conta lá.

Eis o motivo da chiadeira. Enquanto era uma rede fechada para usuários de iPhone, o Instagram criou uma bolha de falso glamour que fazia qualquer fotinha vagabunda parecer cool só porque vinha com um tom sépia, com um amareladinho com cara de foto tirada nos anos 70. A reclamação dos antigos usuários levantou a velha falácia repercutida sempre que qualquer serviço online deixava de ser exclusivo de uns poucos early-adopters – a tal “orkutização”.

O termo surgiu, claro, depois que o Orkut começou a se popularizar no País. Antes restrita a quem trabalhava com comunicação ou tecnologia, a rede social aos poucos foi compreendida por pessoas que não passam o dia inteiro na frente do computador. Mais do que isso: à medida em que os anos 2000 foram passando, mais gente pôde comprar um computador e, com isso, a rede social perdeu o ar de ser exclusividade de grupos pequenos. E aos poucos começariam a aparecer perfis de pessoas que não eram descoladas e modernas, mas apenas… normais.

E riam “kkkkkk” ou tiravam fotos em quaisquer situações (parte delas indo parar em sites como perolas.com ou tolicesdoorkut.com) ou não se preocupavam com o português correto ou com “about me” espertinhos. A orkutização vinha acompanhada de uma reclamação obtusa, que resmungava sobre a “maldita inclusão digital” num tempo em que nem todo mundo tinha acesso à internet.

Em menos de dez anos, este quadro mudou – radicalmente. Não só ficou mais fácil comprar computador como a internet móvel trouxe uma imensa leva de pessoas para o dia a dia eletrônico das redes sociais. E cada novidade descoberta pelos primeirões era, em pouco tempo, “orkutizada”. Foi assim com o Twitter, com o Facebook e agora aconteceu com o Instagram.

“Em vez de crème brûlée vamos ver fotos do Habib’s”, alguém twittou, como se os usuários do Instagram não tirassem foto de qualquer PF com um filtro para parecer que não estavam comendo em um restaurante self-service. Ou como se os celulares que rodam o sistema operacional Android não custassem, em alguns casos, até mais do que o preço de um iPhone 4S.

A “orkutização” ou a “maldita inclusão digital” fazem parte da natureza da internet. A rede não é um clubinho exclusivo para uns poucos e bons. Até o fim desta década, todos estaremos conectados a ponto de nem percebermos a separação entre o online e o offline.

Reclamar que mais gente está desfrutando de serviços e produtos que, até determinada época, eram exclusivos de um número pequeno não é apenas reacionarismo barato – é não entender que a natureza digital agrega em vez de separar. Se você tem vergonha de estar na mesma rede social que pessoas que considera “menores”, não tenha dúvida: o problema é seu.

Categoria: Internet, Jornalismo

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20/mar 2012

Um site de tirinhas que vale MUITO a pena: Como eu realmente…

Há um tempo atrás listei 4 sites de tirinhas que valem a pena serem visitados. Pois bem, acabei de encontrar o quinto site, que não só é tão bom quanto os outros que citei naquele post, como foi direto para o número um na minha lista de favoritos. E sabe aqueles blogs que você começa a ler insanamente, e quando percebe já leu todo o arquivo, desde o começo? Pois foi assim que eu agi quando descobri o Como eu realmente…, da Fernanda Nia.

 Como eu realmente...

Há muito tempo eu não ria tanto lendo tirinhas na internet. O que a Fernanda faz é pegar algumas situações corriqueiras (e outras nem tanto) e mostrar como ela age nessas situações, e como ela gostaria realmente de agir naquelas situações. É de chorar de rir. Fora que em várias delas dá pra se identificar fácil. Os desenhos da Fernanda são super fofos, bem cuidados, e as caras e bocas da personagem principal são simplesmente hilárias. Algumas das minhas favoritas são as que envolvem a Srta. Garrinhas, a gata de estimação da personagem com tendências dominadoras.

Como eu realmente...

Se há um defeito no Como eu realmente… é o fato de ainda existirem poucas tirinhas publicadas (são 67 no total até hoje), o que faz que a gente dê cabo de todo o conteúdo rapidinho, e fique com aquele gostinho de quero mais. No entanto, toda vez que o meu GReader pisca com uma postagem nova da Fernanda, eu me sinto como ela no dia que chegou a mil likes no face.

Outras das que eu mais ri:
Cama elástica
Pijaminhas
Dieta
Me convencer
Depois do The End

Categoria: Internet, Quadrinhos

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05/jan 2012

Download é legal?

Enquanto nos EUA está sendo discutida uma lei antipirataria que promete tirar toda a liberdade da internet, o governo suíço, em um arroubo de bom senso, resolveu deixar tudo como está por lá, além de concluir que quem baixa conteúdo na internet, mesmo que ilegal, acaba também consumindo mais. Vale muito a pena ler a matéria da Carta Capital sobre o assunto, que reproduzo aqui embaixo:

Em março de 2010 o governo suíço encomendou um estudo para entender o impacto dos downloads ilegais na economia do país. Queria entender se seriam necessárias novas leis para coibir a pirataria. A conclusão do estudo (disponível no endereço http://www.ejpd.admin.ch/content/dam/data/pressemitteilung/2011/2011-11-30/ber-br-d.pdf) é de que os que “pirateiam” arquivos na internet também gastam dinheiro para comprar produtos da indústria do entretenimento de maneira legal. Assim, o governo decidiu manter a lei de direitos autorais vigente na Suíça, segundo a qual fazer downloads é uma atividade legal, desde que para uso pessoal. É uma política sensata contra uma indústria que adora espalhar cenários apocalípticos de perda de empregos, de receitas cada vez menores e que insiste no estereótipo do usuário de internet como um pirata em potencial. Aliás, foi exatamente a indústria do entretenimento que suscitou o estudo. Reclamou de uma queda nas suas receitas, e o Senado suíço decidiu investigar o que poderia ser “uma crise emergente na criatividade cultural suíça”.

Os resultados do estudo mostram que cerca de um terço dos cidadãos com mais de 15 anos baixam músicas, filmes e jogos pirateados da internet. Parte do problema, segundo o governo, é que mesmo com muitos artigos na mídia e campanhas por parte de organizações, muitos dos usuários não sabem dizer quais downloads são legais e quais são ilegais.

O estudo relata, contudo, que isso não configura uma crise, pelo contrário. Esses usuários não gastam menos dinheiro consumindo produtos da indústria do entretenimento: o gasto é constante e o ato de baixar conteúdo é complementar. Além disso, os que baixam músicas ilegalmente gastam mais dinheiro indo a shows. E bandas menos conhecidas acabam sentindo o efeito positivo de uma maior exposição quando suas músicas são pirateadas.

No ramo dos videogames, os que baixam jogos ilegalmente também compram mais jogos do que os que não pirateiam nada. O relatório também examina as leis antipirataria criadas em outros países. Uma delas foi instituída na França e desconecta permanentemente qualquer pessoa que seja culpada três vezes de baixar arquivos ilegais. Os relatores acreditam que uma lei semelhante na Suíça seria considerada ilegal agora que o Conselho de Direitos Humanos da ONU designou o acesso à internet como um direito humano. Medidas mais brandas, comoo filtro a sites com arquivos piratas, também foram rejeitadas por ser consideradas danosas à liberdade de expressão e também uma violação às leis de privacidade do país. E, num momento de rara lucidez, o mesmo relatório conclui que essas medidas seriam facilmente dribladas, caso fossem implementadas.

Por fim, o governo da Suíça entendeu que as entidades mais atingidas pelos downloads ilegais seriam companhias estrangeiras, não as suíças. E recomenda que elas se adaptem ao novo comportamento dos consumidores. Conclui ainda que os temores de um impacto negativo na produção cultural nacional não se justificam e que, dessa maneira, o Conselho Federal Suíço acredita não ser necessárias mudanças nas leis nacionais.

Uma bela decisão de um governo que vê os usuários não como piratas, mas como cidadãos.

Categoria: Internet

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06/out 2011

Steve Jobs: 1955-2011

Gênio, visionário, imortal. Muito já se falou sobre Steve Jobs desde ontem, quando ele morreu, vítima de um câncer no pâncreas. Não parece me sobrar muito o que dizer. Mas Jobs é daqueles seres humanos cuja contribuição para a história da humanidade é impossível de ignorar. Um dos poucos homens que realmente mudou a vida das pessoas com suas ideias e criações. A mais sucinta e, ao mesmo tempo, completa descrição de Steve Jobs veio da New Yorker:

Steve Jobs era um geek: ele construiu computadores e escreveu códigos. Mas era também um artista: ele estudou caligrafia, namorou Joan Baez, e realmente entendeu o que poderia fazer um telefone sexy. Ele era um hippie: quem mais abandona [a universidade] Reed? Mas ele era um autoritário, também. Ele sabia o que você queria melhor do que você mesmo, e ele ia dar isso a você.

Sem mais…

Steve Jobs

Categoria: Internet

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31/ago 2011

Blog Day 2011

Blog DayYeah, babe! Hoje o dia é nosso! Já é tradicional na blogosfera comemorar no dia 31 de agosto o Blog Day. Tudo porque 31/08 lembra a palavra blog, como dá pra perceber pela imagem aí do lado.

A tradição do blog day é indicar para os leitores 5 outros blogs, de preferência blogs com propostas bem diferentes, para gerar um intercâmbio maior. Então escolhi 5 blogs pra te apresentar nesse blog day de 2011. Espero que você goste tanto quanto eu! ;)

O Batom de Clarice
Não é porque a conheço há mais de 10 anos e ela é minha amiga não. E nem porque amanhã é aniversário dela. Mas não podia deixar de indicar o blog da Ju aqui, apesar dele ser mais voltado para o público feminino, falando de beleza e moda. Mas também tem espaço para outros assuntos, como literatura (pudera, estamos falando da leitora mais voraz que eu conheço) e até camisetas. E de quebra, sempre tem presentinhos muito legais sendo sorteados.

Blogy do Mans
Conteúdo antenado, atualizado e safadinho, com uma boa pitada de ironia fina. Sinceramente não lembro como cheguei até ele, mas não deixo de visita-lo todos os dias desde então. Destaque para os voluminhos, coletâneas criadas pelo André, que já me renderam boas descobertas. Não se assuste com o aviso de conteúdo impróprio e mergulhe de cabeça.

dasBancas
Sou viciado em revistas, sempre fui. Por isso, sou apaixonado por esse blog, que se debruça sobre o universo dessas publicações de luxo. As capas mais caprichadas, os astros e estrelas que que recheiam as edições do mês e até palavras de quem trabalha no ramo. Indispensável.

[manual prático de bons modos em livrarias]
Este blog é uma delícia. Escrito pela vendedora de uma grande livraria, conta os “causos” que ela vive no dia-a-dia, com os fregueses mais estranhos (e os mais fofos também). Rache o bico ao descobrir, por exemplo, o que queria o freguês que chegou à loja procurando pelo repórter 6.

Simplesmente Delícia
De vez em quando me meto a dar uma de cozinheiro. E quando resolvo fazer isso, não há fonte mais gostosa que esse blog de dar água na boca. Nem vou falar muitom, este vale a visita atenta pelas ótimas receitas. Duvido que você resista ao cookie de chocolate com chocolate e chocolate.

Categoria: Bastidores, Internet, Listas

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28/ago 2011

Do Fundo do Baú – Os bastidores do show de Marcelo Adnet

No dia 28 de agosto de 2010, um ano atrás, eu assistia à apresentação de stand-up comedy do showman Marcelo Adnet da melhor forma possível: área vip, com direito a conversar com o cara no camarim e ter acessos às duas sessões de Cine-Theatro Central lotado em Juiz de Fora. O texto abaixo foi escrito por mim para o blog AdneTrip!, com minhas impressões sobre aquela (maravilhosa) noite.

Marcelo Adnet

A visão do fã: abalou bastidores!

Sábado, 28 de agosto de 2010. Primeira apresentação de Marcelo Adnet em Juiz de Fora. Casa lotada. Duas vezes. Stand up comedy, improvisos, imitações, risos (muitos risos). Aplausos, emoção, vontade de uma terceira sessão (que com certeza seria também de casa cheia). Mas isso todo mundo já sabe. Pelo menos 3.800 pessoas testemunharam os fatos narrados acima. Por isso, quando fui convidado pela equipe do ADNETRIP! para escrever sobre a visita de Marcelo Adnet a Juiz de Fora, resolvi dar um outro enfoque, aquele que (quase) ninguém viu.

Cheguei ao Cine-Theatro Central menos de meia hora antes da marcada para o início da primeira sessão. Primeira surpresa: a frente do teatro estava absurdamente lotada, fila invadindo o calçadão da Halfeld, platéia essencialmente jovem, um clima de expectativa no ar. Junto com a equipe do Adnetrip! entrei no Central, com direito a pulseirinha vip de acesso irrestrito. E foi aí que começou a surpresa.

Quem já trabalhou com organização de eventos sabe que é lidar com artistas e seus produtores geralmente não é tarefa das mais fáceis. A produção, em regra, existe para barrar os fãs, atrapalhar os jornalistas e criar uma redoma em torno do artista, na maioria das vezes com requintes de crueldade. Pois no caso da produção de Marcelo Adnet, a regra encontra sua exceção. O produtor Fábio Utumi, simpático e educado o tempo todo, não media esforços para facilitar a vida de todo mundo. E não era só a nossa não! Toda a imprensa presente teve seu tempo junto ao humorista e, mais que isso, cada fã juizforano teve a chance de tirar uma foto com Marcelo, como dá pra perceber pela avalanche de fotos publicadas no Orkut no dia seguinte.

Marcelo Adnet, O cara (assim mesmo, com O maiúsculo), então, nem se fala. Poucas vezes vi um artista que deixasse todos à sua volta tão à vontade. Mesmo com o cansaço de quem perdeu 5 horas esperando um vôo atrasado e dormiu apenas 2 horas, ele fez questão de receber cada um dos cerca de 500 fãs que fizeram fila após o espetáculo, com a maior paciência e carinho. Na entrevista que concedeu ao ADNETRIP!, Marcelo demonstrou que, além de ser um comediante dos bons, é um cara que tem total consciência sobre a fama e as conseqüências dela. Talvez por isso lide tão bem com o assédio e todas as atribuições trazidas pela presença na TV.

Os espetáculos? Ah, os espetáculos… como uma das poucas pessoas que teve a oportunidade de assistir as duas sessões apresentadas por Marcelo Adnet, deu pra entender ainda mais sobre o sucesso do cara. As improvisações, o texto que deu certo repetido ainda mais engraçado, o texto que não deu certo na primeira vez sutilmente substituído, as intervenções da platéia transformadas em piadas e até uma sequência inteira baseada em um dia da vida (absolutamente comum) de um fã posicionado na primeira fila do teatro.

Como convidado do show, tive a chance de observar alguns fatos que seriam impossíveis sob outro ângulo. Por exemplo, assisitindo a primeira sessão da “tribuna de honra” do Central, foi possível ver não só o palco de forma privilegiada, mas também as reações do público, ali, bem de frente. De que outra posição seria possível constatar o olhar orgulhoso da mãe de Marcelo, que ria como se fosse a primeira vez que ela ouvia cada uma daquelas piadas? Ôpa, na verdade era mesmo a primeira vez. Ela escolheu aquela noite para, pela primeira vez, ver o stand up do filho. Pena que o show não podia ser filmado.

Aliás, pena não. Assim melhor. No fim das contas, a noite toda foi uma troca de segredos entre Marcelo Adnet e seus 3.800 confidentes de Juiz de Fora. E ainda bem que nem Aécio Neves e nem Galvão Bueno estavam entre eles. (#piadainterna)

Texto publicado originalmente em 3 de setembro de 2010, no AdneTrip!

Categoria: Do Fundo do Baú, Internet

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02/jun 2011

Versões literais para chorar de rir

Dessas coisas que pessoas desocupadas criativas inventam e postam na internet para fazer graça, dificilmente consigo dedicar mais que algumas risadas e uns minutinhos de atenção. Mas confesso que quando descobri (por esse post do Nadaver) essas versões literais, senti dor de tanto rir, e tive que correr atrás de mais dessas pérolas.

A ideia é a seguinte: você pega um clipe, e troca a letra da música por uma descrição literal do que está acontecendo na tela. É hilário! Veja essa versão de Nobre Vagabundo, da Daniela Mercury:

Nobre vagabundo – versão literal

 

Vale a pena ver também versões literais de Superfantástico e Time After Time. Mas a última moda mesmo é fazer versões literais de aberturas de novela. Tem ótimas já postadas, como a de Vale Tudo (feita pelo publicitário Léo Prestes) e Vamp (pela Giovana, que promete que a próxima será de A Próxima Vítima). Mas a melhor mesmo é esta, de Rainha da Sucata:

Categoria: Internet, Música, Televisão

27/abr 2011

GetGlue

A dica é do caderno de Informática da Folha de hoje. Eu já criei minha conta e advirto: tem alto poder viciante! Veja:

Rede social permite fazer check-in em filme e série de TV

Imagine uma rede social parecida com o Foursquare. Só que, em vez dos lugares, o usuário dá check-in em filmes, séries de TV, livros, games e até assuntos. Trata-se da GetGlue (getglue.com), rede social que chegou a 1 milhão de usuários em março e tem parcerias com estúdios e empresas como Fox, HBO, CNN e Disney.
Isso porque, além de avisar os amigos o que está vendo, lendo ou até pensando, o usuário ganha adesivos virtuais (os “stickers”) por cumprir algumas tarefas.
Se ele assiste a mais de cinco episódios da série “Fringe”, por exemplo, pode ostentar um adesivo virtual especialmente desenvolvido pela Fox, responsável pelo seriado nos Estados Unidos.
As empresas fecharam parceria com o site para fornecer adesivos exclusivos para seus programas e filmes, além de ocasiões especiais como estreias – o casamento do príncipe Willian já tem ao menos quatro adesivos virtuais.
Assim como no Foursquare –em que o maior frequentador de um determinado local se torna o prefeito (“mayor”)-, os mais viciados em determinado livro, música ou filme podem ser reconhecidos como gurus. O usuário também pode formar o seu perfil e opinar sobre o conteúdo exposto no site. Assim, também terá disponível uma lista de recomendações personalizada. São sugestões que a rede reconhece como compatíveis com seu gosto.

A matéria completa você lê aqui (somente assinantes Folha ou UOL).

Categoria: Internet

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