O Lado Bom da Vida [Crítica XLIII]
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Patrick Solitano Jr. (Bradley Cooper) é um cara de 30 e poucos anos, professor de história, que um dia flagra a mulher, Nikki, com outro homem e simplesmente surta. Após agredir o amante ele é enviado a uma instituição psiquiátrica, onde vive os próximos oito meses. Ele sai da instituição e volta para a casa dos pais (Robert de Niro e Jacki Weaver), disposto a reconquistar Nikki. Mas isso não vai ser fácil, isso porque o rapaz ainda está visivelmente instável, e também graças a uma ordem de restrição que o impede de se aproximar da ex-esposa.

Mas a grande virada na vida de Pat, e que faz de O Lado Bom da Vida um filme tão bom, acontece mesmo quando ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher que, após a morte do marido, também não está nas melhores condições mentais. E é da dinâmica que se cria entre os dois que surge toda a beleza do filme. Tanto um quanto o outro estão desequilibrados, pecam pela falta de traquejo social e, ainda assim, precisam um do outro. Pat tem a esperança de que Tiffany o ajude a se reaproximar de Nikki, entregando a ela uma carta. Mas Tifanny, em troca, exige que Pat participe, junto com ela, de um concurso de dança.

Há ainda a família de Pat, comandada por um excelente Robert de Niro, como há muito tempo não se via em cena, como o pai obcecado por futebol e que comanda um grupo de apostas em resultados de jogos. Aliás, as cenas mais fortes são aquelas em que Pat, em pleno desequilíbrio, confronta a família.
O Lado Bom da Vida é um filme cujo principal trunfo é um elenco extremamente azeitado, e muito bem conduzido pelo diretor David O. Russell. Não é à toa que o longa recebeu indicações em todas as categorias de atuação. A interação entre Cooper e Lawrence é fantástica. Ele consegue passar toda a ansiedade de Pat, um sujeito agitado mas que em alguns momentos age de forma infantil, enquanto ela entrega o sofrimento autodestrutivo de Tifanny com maestria, e quando os dois estão juntos em cena, dá pra se sentir em um frenético jogo de ping-pong (os momentos em que os dois se encontram correndo são ótimos).

O Lado Bom da Vida pode não ser um filme perfeito. De fato, principalmente nas sequências finais, ele se entrega a vários clichês do gênero. Mas ainda assim é um longa que nos prende do início ao fim e, por mais que em alguns momentos tenhamos acontecimentos inverossímeis, impossível não se importar e torcer por aquele personagens.
Tags: Bradley Cooper, David O. Russell, Jacki Weaver, Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida, Robert de Niro
























