04/fev 2013

O Lado Bom da Vida [Crítica XLIII]

Patrick Solitano Jr. (Bradley Cooper) é um cara de 30 e poucos anos, professor de história, que um dia flagra a mulher, Nikki, com outro homem e simplesmente surta. Após agredir o amante ele é enviado a uma instituição psiquiátrica, onde vive os próximos oito meses. Ele sai da instituição e volta para a casa dos pais (Robert de Niro e Jacki Weaver), disposto a reconquistar Nikki. Mas isso não vai ser fácil, isso porque o rapaz ainda está visivelmente instável, e também graças a uma ordem de restrição que o impede de se aproximar da ex-esposa.

O Lado Bom da Vida

Mas a grande virada na vida de Pat, e que faz de O Lado Bom da Vida um filme tão bom, acontece mesmo quando ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher que, após a morte do marido, também não está nas melhores condições mentais. E é da dinâmica que se cria entre os dois que surge toda a beleza do filme. Tanto um quanto o outro estão desequilibrados, pecam pela falta de traquejo social e, ainda assim, precisam um do outro. Pat tem a esperança de que Tiffany o ajude a se reaproximar de Nikki, entregando a ela uma carta. Mas Tifanny, em troca, exige que Pat participe, junto com ela, de um concurso de dança.

O Lado Bom da Vida

Há ainda a família de Pat, comandada por um excelente Robert de Niro, como há muito tempo não se via em cena, como o pai obcecado por futebol e que comanda um grupo de apostas em resultados de jogos. Aliás, as cenas mais fortes são aquelas em que Pat, em pleno desequilíbrio, confronta a família.

O Lado Bom da Vida é um filme cujo principal trunfo é um elenco extremamente azeitado, e muito bem conduzido pelo diretor David O. Russell. Não é à toa que o longa recebeu indicações em todas as categorias de atuação. A interação entre Cooper e Lawrence é fantástica. Ele consegue passar toda a ansiedade de Pat, um sujeito agitado mas que em alguns momentos age de forma infantil, enquanto ela entrega o sofrimento autodestrutivo de Tifanny com maestria, e quando os dois estão juntos em cena, dá pra se sentir em um frenético jogo de ping-pong (os momentos em que os dois se encontram correndo são ótimos).

O Lado Bom da Vida

O Lado Bom da Vida pode não ser um filme perfeito. De fato, principalmente nas sequências finais, ele se entrega a vários clichês do gênero. Mas ainda assim é um longa que nos prende do início ao fim e, por mais que em alguns momentos tenhamos acontecimentos inverossímeis, impossível não se importar e torcer por aquele personagens.

Categoria: Cinema, Críticas

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25/jan 2013

As Aventuras de Pi [Crítica XLII]

Nada havia me preparado para a experiência de assistir a As Aventuras de Pi. O título, que mais parece de filme da Sessão da Tarde, não ajuda. A sinopse (o  garoto que se vê à deriva no oceano junto com um tigre) tampouco consegue revelar tudo o que o longa representa. A verdade é que As Aventuras de Pi é um filme cheio de significados, delicado, divertido e extremamente belo. Ang Lee conseguiu, em meio à sua filmografia (quase) irretocável, dirigir aquele que talvez seja seu melhor filme.

As Aventuras de Pi

Pi é um garoto peculiar. Não só pelo nome, dado em homenagem a uma piscina pública francesa (!), mas pelo seu interesse precoce por religiões, chegando a se tornar seguidor de três delas simultaneamente. O Pi adulto (Irrfan Khan) conta a um escritor canadense (Rafe Spall) as histórias de sua infância, vivida no zoológico administrado pela sua família, que culminam no momento em que ele, agora adolescente (Suraj Sharma, um achado que atua brilhantemente), os pais, o irmão e todos os animais do zoo partem em um cargueiro rumo ao Canadá. O navio naufraga, e Pi se vê em um bote salva-vidas com uma zebra, uma hiena, um orangotango e o feroz tigre Richard Parker. Não bastasse Pi ter que sobreviver sozinho no meio do oceano, ainda deve administrar a relação de amor e ódio que se instala entre ele e Richard Parker. Haverá que se lembre da relação entre o personagem de Tom Hanks e a bola Wilson em Náufrago.

As Aventuras de Pi

As Aventuras de Pi certamente representam uma experiência pessoal única para cada espectador. Toda a história é mostrada através das lembranças e impressões do próprio Pi adulto, e por isso é cercada de metáforas e momentos de interpretação aberta. Isso se revela especialmente no final, quando o personagem cumpre a promessa feita ao seu interlocutor logo no começo de, com sua história, provar a existência de Deus.

Neste ponto, faço um parêntese para dizer que este texto se baseia exclusivamente no filme de Ang Lee. Não li o livro de Yann Martel antes de assisti-lo (estou lendo agora), e nem quero entrar na polêmica que envolve a história original escrita pelo brasileiro Moacyr Scliar – sobre isso vale a pena ver o vídeo que minha amiga Juliana, do batom de Clarice, fez falando sobre os livros de Martel e Scliar e o filme de Ang Lee. Recomendo que você veja. Minhas impressões sobre o livro de Martel e as possíveis comparações com a adaptação cinematográfica falarei quando resenhar o livro, o que não deve demorar.

Visualmente, As Aventuras de Pi é um delírio. Belíssimo do começo ao fim, as cenas no oceano são de tirar o fôlego. Mas o longa é todo perfeito em sua ambientação, cenografia e, assustadoramente, nos efeitos especiais. Basta saber que boa parte do longa foi filmado em um tanque e que o tigre Richard Parker, durante a maior parte do tempo em que aparece, é uma criatura criada digitalmente. Registre-se também que a versão em 3D do filme tem encantado as plateias, pela forma como a tecnologia se integra à história e aumenta a beleza das cenas. Mas, infelizmente, assisti ao filme na versão tradicional, então nem posso opinar a respeito.

As Aventuras de Pi

Comecei o texto dizendo que nada me preparara para a experiência de ver As Aventuras de Pi. Da mesma forma, sei que posso escrever páginas e páginas nesta crítica, e ainda assim não conseguirei transmitir tudo o que o filme pode representar para quem o vê. Por isso mesmo, não perca a chance de ter a experiência de ver uma das mais belas histórias que já vi ser contada. E para aproveitar ainda mais o arroubo visual criado por Ang Lee, faça-o no cinema, combinado?

Categoria: Cinema, Críticas

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15/jan 2013

Django Livre [Crítica XLI]

Comecei a ver Django Livre sem muita expectativa. Apesar de achar Bastardos Inglórios um filme fantástico, e gostar de Kill Bill e Pulp Fiction, nunca fui assim um aficcionado por Quentin Tarantino. Confesso que alguns momentos do longa (a palavra longa é bastante adequada: o filme beira 3 horas de duração) achei um pouco cansativos mas, estranhamente, algo me fazia não piscar os olhos e esperar ansiosamente até o fim dos créditos. E, o mais importante: ter chegado ao final da projeção com um largo sorriso no rosto, e a certeza de ter visto um dos melhores filmes do ano.

Django Livre é um típico Tarantino: violento ao extremo, cheio de humor negro (oops. trocadilho infame) e com uma pitada de nonsense. Aqui a história se passa no famoso velho oeste americado, em plena era da escravidão, numa homenagem de Tarantino aos filmes western que ele assistia quando mais novo. É nesse contexto que o dentista King Schultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas, conhece Django (Jamie Foxx), um escravo que ele liberta para que o ajude a encontrar um trio de irmãos procurados. A partir daí surge uma amizade entre os dois homens. Django se alia a Schultz em suas “caçadas” durante o longo inverno e, em troca, o dentista se propõe a ajudar o ex-escravo a encontrar sua amada, a escrava Broomhilda (Kerry Washington), de quem ele foi separado durante uma tentativa de fuga. Eles descobrem que a jovem agora é propriedade de Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), e arquitetam um plano para tomar Broomhilda dele. Mas no meio ainda há Stephen (Samuel L. Jackson), escravo liberto que serve Candie, mas meio que comanda a casa de seu jovem senhor.

Django Livre

E durante a história Tarantino não poupa tiros barulhentos, sangue espirrando e violência desenfreada. Mas nada parece gratuito. Afinal, estamos em uma época em que realmente as coisas eram resolvidas no tiro e no laço, e o diretor não faz concessões. Aliás, ele tem sido chamado de racista justamente por ter mostrado exatamente como as coisas aconteciam, com toda a brutalidade e falta de sutileza tão comuns à vida real. Bobagem! Django Livre não é racista pois, pelo contrário, faz com que a gente saia do cinema com ainda mais repulsa a atitudes racistas. A coisa toda é emoldurada por uma trilha sonora brilhante, onde cada canção se encaixa perfeitamente na cena que acompanha, e é formada por gêneros que vão do blues do Mississipi do século XIX ao hip hop dos anos 2000.

Mas o filme não estaria à beira da genialidade não fosse o elenco. Jamie Foxx brilha como o escravo liberto Django, e é muito fácil torcer pelo homem de poucas palavras e que atrai a atenção para si quando está em cena. Falar de Christoph Waltz é chover no molhado: o cara era a alma de Bastardos Inglórios, e agora volta a puxar para si a carga de protagonista, com um personagem ganancioso, violento, mas ao mesmo tempo humano. Se, perto dessa profusão de estrelas, Leo DiCaprio não se destaca tanto, o mesmo não dá pra dizer de Samuel L. Jackson. Quase irreconhecível, ele está perfeito como o ex-escravo tão racista quanto um homem branco, que faz as vezes de vilão na metade final do filme. E é daqueles vilões que a gente tem vontade de entrar na tela para dar uns cascudos, o que só prova que a atuação dele é irretocável.

Django Livre

Violento, irônico, cheio de diálogos espertos, cômico (a cena em que um grupo de homens discute sobre usar ou não um saco cobrindo o rosto é de rolar de rir) e profundamente inteligente: Django Livre é daqueles filmes que você pode assistir até já esperando como vai reagir mas, acredite em mim, certamente vai sair do cinema surpreso e com um sorriso de satisfação no rosto.

Categoria: Cinema, Críticas

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14/jan 2013

Bolão Oscar 2013

A coisa mais legal do Oscar é dar palpites nas categorias, mesmo que a gente não tenha visto nem metade dos filmes que concorrem. É por isso que é sempre divertido fazer um bolão, e todo cinéfilo adora participar. Ano passado eu fiz esse mesmo bolão, e acabei me surpreendendo com a quantidade de participantes, muito além do que eu esperava. Será que em 2013 a gente supera as expectativas novamente.

1001 Filmes Para Ver Antes de MorrerPra participar do Bolão Oscar 2013 é fácil: é só escolher o seu favorito entre os indicados para cada uma das principais categorias do Oscar. E pra deixar tudo mais interessante, tem um mimo para quem der os melhores chutes palpites: um exemplar do livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, que é uma aquisição quase que indispensável para quem goste de cinema de verdade, não é não?

Para participar é só preencher o formulário abaixo, não esquecendo de colocar seu nome e um endereço de e-mail válido para que eu possa entrar em contato caso você ganhe. A cada categoria eu atribuí uma pontuação para quem acertar o vencedor, e quem fizer mais pontos ganha o prêmio. O regulamento está logo abaixo do formulário, e qualquer dúvida é só deixar um comentário neste mesmo post, combinado. Então, bora votar!

Seu nome: (obrigatório)

Seu e-mail: (obrigatório)

Filme:

Ator:

Atriz:

Ator Coadjuvante:

Atriz Coadjuvante:

Diretor:

Roteiro Adaptado:

Roteiro Original:

Animação:

Direção de Arte:

Figurino:

Edição:

Efeitos Visuais:

Maquiagem:

Trilha Original:

Música Original:

Fotografia:

Regulamento

a) Cada resposta correta valerá a pontuação correspondente, de acordo com os valores indicados abaixo para cada categoria. O vencedor será aquele que obtiver o maior número de pontos, acertando os palpites nos vencedores do Oscar 2013.
5 pontos: Filme
4 pontos: Ator, Atriz, Diretor
3 pontos: Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro Original, Roteiro Adaptado, Animação
2 pontos: Edição, Trilha Original, Música Original, Efeitos Visuais, Fotografia
1 ponto: Direção de Arte, Figurino, Maquiagem

b) Será aceito somente um cadastro por pessoa/e-mail. Caso o mesmo endereço de e-mail se cadastre mais de uma  vez, será válida somente a primeira inscrição.

c) Serão aceitas somente as respostas enviadas até o domingo, 24 de fevereiro, às 12h.

d) Em caso de empate, o critério para desempate será a data de envio das respostas: quem enviou primeiro fica na frente.

e) Para participar da promoção, a pessoa deve ter um endereço válido de entrega no território nacional.

f) O envio do prêmio será feito em um prazo máximo de 15 dias a partir da divulgação do resultado final.

g) Todos os casos omissos serão resolvidos pela organização da promoção (no caso, eu mesmo), cuja decisão final é irrevogável (#poder).

Categoria: Cinema, Promoções

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12/jan 2013

Os indicados aos Oscar 2013

E saiu a lista de indicados ao maior prêmio do cinema mundial. A lista, divulgada na quinta, não trouxe tantas surpresas assim, mas não vou comentar porque não assisti quase nenhum dos indicados, o que pretendo fazer no decorrer dos dias que precedem a entrega dos prêmios, em 24 de fevereiro. Esse ano foram 9 indicados a melhor filme e, no total, o filme com o maior número de nomeações foi  Lincoln, em 12 categorias, seguido por As Aventuras de Pi, com 11 indicações. Confira a lista completa:

Oscar 2013

Melhor filme
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
O Lado Bom da Vida
Indomável Sonhadora
Amor

Melhor ator
Daniel Day-Lewis – Lincoln
Joaquin Phoenix – O Mestre
Denzel Washington – O Voo
Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
Hugh Jackman – Os Miseráveis

Melhor atriz
Jessica Chastain – A Hora Mais Escura
Naomi Watts – O Impossível
Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida
Emmanuellle Riva -Amor
Quvenzhané Wallis – Indomável Sonhadora

Melhor ator coadjuvante
Alan Arkin – Argo
Philip Seymour Hoffman – O Mestre
Tommy Lee Jones – Lincoln
Christoph Waltz – Django Livre
Robert De Niro – O Lado Bom da Vida

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams – O Mestre
Sally Field – Lincoln
Anne Hathaway – Os Miseráveis
Helen Hunt – As Sessões
Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

Melhor diretor
Ang Lee – As Aventuras de Pi
Steven Spielberg – Lincoln
Michael Haneke – Amor
David O. Russell – O Lado Bom da Vida
Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

Melhor roteiro
Mark Boal – A Hora Mais Escura
Quentin Tarantino – Django Livre
Michael Haneke – Amor
Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdon
John Gatins – O Voo

Melhor roteiro adaptado
Chris Terrio – Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
David Magee – As Aventuras de Pi
Tony Kushner – Lincoln
David O. Russell – O Lado Bom da Vida

Melhor filme em lingua estrangeira
Amor (Áustria)
A Royal Affair (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega, Reino Unido, Dinamarca)
No(Chile)
War Witch (Canadá)

Melhor longa animado
Valente
Frankenweenie
Detona Ralph
ParaNorman
Piratas Pirados!

Melhor trilha sonora original
Dario Marianelli – Anna Karenina
Alexandre Desplat – Argo
Mychael Danna – As Aventuras de Pi
John Williams – Lincoln
Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall

Melhor canção original
“Before My Time” – Chasing Ice
“Everybody Needs A Best Friend” – Ted
“Pi’s Lullaby” – As Aventuras de Pi
“Skyfall”- 007 – Operação Skyfall
“Suddenly” – Os Miseráveis

Melhores efeitos visuais
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
As Aventuras de Pi
Os Vingadores
Prometheus
Branca de Neve e o Caçador

Melhor maquiagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis

Melhor fotografia
Anna Karenina
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

Melhor figurino
Anna Karenina
Os Miseráveis
Lincoln
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador

Melhor direção de arte
Anna Karenina
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln

Melhor documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor documentário de curta-metragem
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor montagem
Argo
As Aventuras de Pi
Lincoln
O Lado Bom da Vida
A Hora Mais Escura

Melhor curta
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

Melhor curta animado
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in “The Longest Daycare”
Paperman

Melhor edição de som
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
007 – Operação Skyfall
A Hora Mais Escura

Melhor mixagem de som
Argo
Os Miseráveis
As Aventuras de Pi
Lincoln
007 – Operação Skyfall

À medida em que for vendo os filmes, você sabe, atualizo esse post com os links. Mas não prometo nada. E prepare seus palpites, que esse ano tem bolão de novo!

Categoria: Cinema

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27/dez 2012

Veja os primeiros quatro minutos de Sangue Quente

Tá, Ok, eu sei que o título oficial do filme aqui no Brasil é Meu Namorado é Um Zumbi, mas por razões óbvias prefiro me referir a ele como o nome que o livro recebeu da Editora Leya: Sangue Quente (o original é Warm Bodies). Picuinhas nominais à parte, a notícia é que os 4 primeiro minutos do longa estão disponíveis no YouTube pra quem quiser ver (pelo menos por enquanto). Assim como no livro, a narração de R, um jovem zumbi que mais tarde vai se apaixonar por uma garota (!) e, pouco a pouco, recobrar a consciência (!!), domina a cena. Ah, e antes que você comece o #mimimi, dizendo que a sinopse é ridícula, que Crepúsculo é muito melhor e que vai criar uma história mais legal, em que o protagonista vai ser o boi-da-cara-preta (Não entendeu? Leia os comentários da minha resenha de Sangue Quente) , espere um pouco e veja o filme (ou, até melhor, leia o livro), tenho certeza que você vai gostar.

O diálogo entre R (Nicholas Hoult) e M (Rob Corddry) é a parte mais engraçada do trecho. Gostei também de ver a cara dos “ossudos” (é como são chamados no livro os zumbis mais antigos, dos quais só sobraram mesmo os ossos) e, se é possível, estou ainda mais ansioso para ver Sangue Quente Meu Namorado é Um Zumbi, que estréia em 1 de fevereiro aqui no Brasil.

Categoria: Cinema

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27/dez 2012

Argo [Crítica XL]

Uma das coisas mais facinantes do cinema é conseguir dar vida a histórias que nunca veríamos fora das telas, criar tramas impossíveis de serem vividas no mundo real. Pois, se isso é verdade, Argo subverte totalmente a lógica. A princípio, a história do terceiro longa dirigido por Ben Affleck é inverossímil, mas o mais impressionante é que, tiradas as pequenas liberdades narrativas, tudo o que acontece ali é a mais pura verdade.

Argo

Estamos no fim dos anos 70, e após a Revolução Islâmica no Irã, seis americanos estão refugiados na embaixada canadense no país. Em meio a uma grave crise diplomática entre EUA e Irã, o espião da CIA Tony Mendez (Affleck) é convocado para criar um plano de resgate ao grupo. A solução encontrada por Mendez é fingir que está produzindo um filme de ficção científica cujas filmagens se realizariam no Irã, e os refugiados seriam parte da equipe de produção. Mas para que o plano não tenha furos e soe real frente ao governo iraniano, o agente precisa abrir uma produtora, publicar notícias sobre o filme em revistas especializadas, e até organizar uma festa de pré-lançamento com direito a leitura do roteiro do falso longa-metragem. O título do filme? Argo.

Affleck consegue criar em Argo uma história envolvente, daquelas que fazem a gente ficar com a respiração presa por um bom tempo, mesmo já imaginando o que possa acontecer à frente. Ao mesmo tempo, há os momentos de alívio cômico (nada forçados, devo dizer), quando temos em tela os personagens de Alan Arkin e John Goodman, dois figurões de Hollywood responsáveis por, em Los Angeles, dar um ar de realidade ao falso filme. Não é à toa que Argo é um dos francos favoritos a uma penca de indicações (e estatuetas) no Oscar 2013.

Argo

 Ben Affleck se mostra um diretor de mão cheia, fazendo escolhas bem acertadas para contar a história. A fotografia, por exemplo, lembra um filme realizado realmente em 1979 e, em alguns momentos, como que para lembrar-nos que aquilo tudo é verdade, somos apresentados a imagens e sons reais da época, como um discurso do presidente Jimmy Carter, por exemplo. Argo é realmente a prova de que a realidade pode ser mais fantástica que a ficção.

Categoria: Cinema, Críticas

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09/nov 2012

Saiu o primeiro trailer de Sangue Quente

Já falei bastante aqui sobre Sangue Quente, o livro que traz uma abordagem bem diferente das histórias de zumbis. R é um zumbi que conhece Julie, a garota pela qual ele imediatamente sente uma atração e, a partir daí, começa a se tornar cada vez mais humano. A ideia parece estranha, mas a verdade é que o livro é bem bacana, e tem tudo para virar um filme bom, e diferente.

Eis que temos o primeiro trailer, em que Nicholas Hoult faz o “zumbi limpinho” R e Teresa Palmer encarna Julie. Ainda tem John Malkovich, que é o pai de Julie e, adivinha, é um caçador de zumbis. A direção é de Jonathan Levine (de 50/50). O trailer ficou bem interessante, e parece que o filme vai meio pro lado comédia romântica com um toque de ação. Veja aí:

Categoria: Cinema, Trailers

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08/nov 2012

Jurassic Park vai voltar – e em 3D!

Olha que embasbacante o pôster da versão 3D do clássico/maravilhoso Jurassic Park, que volta aos cinemas no ano que vem:

Jurassic Park 3D

Não consigo nem contar quantas vezes vi esse filme no cinema… e pensar que já se vão 20 anos!

Categoria: Cinema

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10/out 2012

Vem aí um filme da turma do Charlie Brown

Os desenhos da turma do Charlie Brown estão entre as produções mais bacanas já feitas na TV. Os especiais dos Peanuts de feriados exibidos na TV americana, de Charlie Brown, um garoto meio tímido, meio melancólico, junto de seu cachorro de estimação Snoopy, um beagle cheio de personalidade, e seus amigos, são programas que dão vontade de ver e rever e rever (eu mesmo já publiquei um deles aqui). Por isso mesmo é de se estranhar que os personagens criados pelo cartunista Charles Schulz ainda não tivessem ganhado ainda um longa metragem pra chamar de seu. Pois isso já tem data pra mudar: 25 de novembro de 2015.

Peanuts

Depois de uma longa negociação entre a Fox e os estúdios Blue Sky (de A Era do Gelo), o filme finalmente está com tudo pronto para sair do papel. E a ideia é que a história seja o mais fiel possível às tirinhas dos personagens. Para isso, o roteiro está a cargo de Craig Schulz e Bryan Schulz, filho e neto de Charles Schulz. Craig disse que eles sentiram que finalmente é hora de produzir um longa dos Peanuts, e que eles farão tudo para honrar o legado do pai.

E a data não podia ser mais propícia: além de comemorar os 65 anos das tirinhas de Snoopy e cia, 2015 também marca o cinquentenário de um dos mais populares desenhos dos Peanuts: O Natal de Charlie Brown. Quem estiver ansioso pelo filme levanta a mão! o/

Vi no /Film.

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