27/ago 2012

Desafio Literário 2012 VIII – Guerra Mundial Z, de Max Brooks [Resenha XXVII]

Oitava leitura do Desafio Literário 2012, de um livro que já estava na minha fila de leitura há bastante tempo, e acabei aproveitando pelo tema do mês: terror! E, infelizmente, minha maior decepção do desafio até agora.

Guerra Mundial Z, de Max BrooksEm tese, Guerra Mundial Z traz uma abordagem inédita e criativa para as hypadas histórias de zumbis: o autor Max Brooks apresenta a história de uma guerra mundial travada contra os mortos-vivos, relatada a partir de depoimentos de pessoas que testemunharam ou se envolveram com os acontecimentos narrados. A estratégia de Brooks dá ao livro um tom de realismo, em que quase dá pra acreditar que aquilo tudo aconteceu realmente.

Os primeiros capítulos da obra são aqueles que realmente chegam a causar algo parecido com terror: é quando surge uma nova doença que ressuscita mortos e os transforma em sanguinários canibais. Os relatos vão mostrando o espalhar da doença pelo mundo e como as autoridades tentam esconder a existência dos zumbis do grande público.

À medida em que a obra avança, confesso que fui achando a história bastante cansativa: na minha opinião, o livro peca pelo excesso de detalhes. Estratégias militares, rotas de fuga e manobras políticas, talvez para salientar o aspecto realista da trama, que acabaram ficando bastante cansativas e tornaram a minha leitura um tanto arrastada. Senti um tanto de falta de ação nessa parte.

Guerra Mundial Z não é uma perda total de tempo, mas talvez por ter começado a ler com uma expectativa bem alta, acabou que não achei o livro tão interessante quanto pensei que seria, e a história fica longe do teor eletrizante de outras histórias de zumbi.

Vale lembrar que o livro está sendo adaptado para o cinema, com Brad Pitt no elenco e estreia prevista para o ano que vem.

Categoria: Livros, Resenhas

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21/ago 2012

Resultado Promoção Starters

Que rufem os tambores! A Promoção Starters, que sortearia um kit do livro Starters, da autora Lissa Price (contendo, além da obra, uma belezinha de cartão/luminária), acabou ontem. Acabei de fazer o sorteio via Rafflecopter, e quem leva o kit para casa é…

Artur Leão!!!

Parabéns, Artur! Já te mandei um e-mail pedindo seu endereço para o envio do livro.

Como de costume, agradeço a todo mundo que participou, e em especial à Editora Novo Conceito, cuja parceria com o Fósforo possibilitou o sorteio desse livro bem bacana. E fiquem ligados que sempre tem promoção nova por aqui!

Editora Novo Conceito

Categoria: Livros, Parcerias, Promoções

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17/ago 2012

O tamanho de Ulysses, de James Joyce

Ulysses é considerado um dos livros mais difíceis de todos os tempos. A obra de James Joyce, que ganhou nova tradução nacional recentemente, já tem 90 anos de publicação, vira e mexe volta à baila. A última polêmica envolvendo o livro veio de Paulo Coelho, que afirmou que, dissecado, o calhamaço de mais de mil páginas caberia em um tuíte. Não li Ulysses, mas confesso que tenho vontade de topar a odisséia. Daí a Folha de hoje desafiou sete autores brasileiros, incluindo o próprio Coelho, a resumirem Ulysses em um tuíte. Veja o que saiu:

 Dois bebuns tocam o puteiro 24h em Dublin. Então sobra pra Molly, a safada, viajar na maionese até o fim
@xicosa

Cansado da patroa que #falamuito, um professor junta uma patota alucinante e apronta a maior confusão. Hoje. Ulysses. Depois do Fantástico.
@rbressane

O inferno dura um dia. Um dia que se repete. O mesmo dia errado. O paraíso dura um dia também. O mesmo dia certo. Ulisses é um dia indeciso
@carpinejar

marido perambula pela cidade, esposa fala sozinha
@felipevalerio

Judeu caminha por Dublin e tenta se lembrar se puxou a descarga. Come fígado. Observa mulheres. Masturba-se. Sua esposa pensa na vida. Sim.
@xerxenesky

Aviso aos leitores de Paulo Coelho: não é a biografia de Ulysses Guimarães
@MarcelinoFreire

16/06: dia interminável, com as conversas de sempre. E de noite – #WTF! – tenho que escutar minha adúltera mulher falando sozinha.
@paulocoelho

O jornal ainda trouxe uma interessante análise do livro, feita pelo poeta e doutor em teoria literária Marcelo Tápia:

Pois é: “Ulysses” está na ordem do dia, novo de novo. O relato sobre o dia 16 de junho de 1904 vivido por Leopold Bloom, Stephen Dedalus e Molly Bloom reaparece questionado em seu “conteúdo”. Numa frase: toda a vida e a vida toda cabem nas horas de “Ulysses”.

Noventa anos depois de publicado, o livro resistiria por um fator que lhe fosse externo, algo como um “fetiche do difícil”, construído em torno do vazio?

A questão está no que se quer encontrar no romance-marco do século 20. Ele não foi feito para ser entretenimento fácil -embora seja divertido- ou de utilidade relativa a carências do leitor, sejam elas quais forem.

Mas nele se encontram o homem comum, a morte, o amor, o ódio, o sexo, o adultério, a carne, a perda de um filho, a razão, o delírio, a mudança, a culpa, a descoberta, a grande aventura do mundo. É difícil e fácil como o mundo, pois criado à semelhança dele.

“Estilo” e “conteúdo” são indissociáveis no texto de Joyce. Nele, a linguagem também é personagem: para cada capítulo, um narrador, um modo de contar e de criar; para o todo, obras, formas, fatos, pensamentos que se cruzam. [Ler o texto completo]

Pra fechar o assunto, essa tirinha, que há tempos queria publicar por aqui. Infelizmente, salvei no PC mas esqueci de guardar a origem:

Ulysses

Categoria: Livros

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14/ago 2012

Veja a versão mais inusitada de Call Me Maybe

Que Call Me Maybe é um dos grandes hits de 2012 você já sabe. Que a música, além de ter um clipe super bacana, já ganhou várias paródias hilárias, você também já deve ter visto. Agora imagine conectar ao Chatroulette (aquela rede onde você conversa via webcam com pessoas escolhidas aleatoriamente) e se deparar com um sujeito barbado e de peruca (!), usando um biquini (!!) e cantando e dançando loucamente a canção da Carly Rae Jepsen. Como você reagiria? Pois foi isso que o humorista Steve Kardynal fez. E o melhor de tudo é que ele não só gravou sua inusitada performance como também a reação das pessoas que assistiam a cena, e elas variam desde gente boquiaberta sem entender o que via até aqueles que entraram na onda e cantaram e dançaram junto. Eis a versão mais engraçada e divertida de um vídeo de Call Me Maybe:

Categoria: Música

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13/ago 2012

Títulos de livros: traduzir ou não? Uma enquete

Jogos Vorazes ou Hunger Games? World War Z ou Guerra Mundial Z? Starters ou Iniciantes? Toda editora deve passar por dilemas como estes na hora de lançar as versões nacionais de livros escritos em outras línguas. É uma decisão delicada e fundamental escolher se o título do livro permanece no original ou recebe um nome traduzido. A verdade é que não há uma regra, e nesses casos, mais que qualquer outra coisa, vale o bom senso.

Legend, de Marie LuFalo sobre isso porque recebi hoje um contato da Editora Prumo, pedindo a opinião sobre traduzir ou não o título do livro Legend, da autora Marie Lu, para Uma Lenda. Achei a iniciativa da editora bastante simpática e, mais que isso, respeitosa com seu público. Daí resolvi pedir também a sua opinião sobre a questão: Legend ou Uma Lenda? Pra te ajudar, vamos ver a sinopse do livro, que retirei do Guria que lê:

O que foi um dia o lado oeste dos Estados Unidos é agora a República, uma nação perpetuamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos distritos mais ricos da República, June é um prodígio sendo preparada para o sucesso nos círculos mais altos da força militar. Nascido nas favelas, Day é o criminoso mais procurado do país. Maus seus motivos podem não ser tão maliciosos quanto parecem.

Vindos de mundos muito diferentes, June e Day não tem nenhuma razão para cruzar o caminho um do outro – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Pego num jogo de gato e rato, Day está numa corrida pela sobrevivência de sua família, enquanto June busca vingar a morte de Metias. Mas numa reviravolta chocante, os dois descobrem o que realmente os juntou, e as distâncias sinistras a que seu país chega para guardar seus segredos.

Promissor, não é? Vamos ajudar a Prumo a escolher o título do livro, deixando sua opinião aqui nos comentários. Ah, aliás, a resenha da Renata é bem positiva, e me deixou com bastante vontade de ler o livro. E a minha opinião, essa eu digo depois, pra não influenciar a resposta de ninguém!

Categoria: Livros

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10/ago 2012

Vamos celebrar com o Mika

A gente já tinha ouvido o primeiro single do novo disco do Mika, Celebrate. Agora o cantor acaba de divulgar o clipe da música, que conta com a participação de Pharrell Williams. No vídeo, o cantor resolve vencer um bloqueio criativo se jogando na balada. Se joga no clipe:

Lembrando que Mika acaba de sair do armário (como se fosse novidade), e que The Origin of Love, o terceiro disco do músico, chega ao mundo em 16 de setembro.

Categoria: Clipes, Música

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08/ago 2012

Promoção Starters

Vai começar! Se você leu a resenha do livro Starters, da autora Lissa Price, e ficou com vontade de lê-lo, aqui está a sua chance. A Editora Novo Conceito, com sua fofura habitual, me disponibilizou um exemplar do livro para sortear entre meus leitores queridos. Pra isso, vou lançar mão mais uma vez do Rafflecopter. Para participar, você deve cumprir algumas tarefinhas que valem pontos para o sorteio. Você escolhe quais quer cumprir, mais quanto mais tarefas, mais pontos e, portanto, mais chances de ganhar. São elas: deixar um comentário no post da resenha, curtir o Fósforo no Facebook, e seguir o Fósforo e o meu perfil pessoal no Twitter. Simples assim. A promoção tá valendo de agora até dia 20 de agosto, OK? Pode participar aí embaixo e, é claro,  boa sorte!

a Rafflecopter giveaway

Categoria: Livros, Parcerias, Promoções

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08/ago 2012

Dica de leitura (grátis!!!): Morgan, o Único

Quem disse que no Brasil não tem literatura de terror com qualidade? Tem, sim senhor! E quando essa literatura vem de graça, então, é melhor ainda!

Pois recebi a dica da Sharon, e depois do próprio autor: o Douglas Eralldo, autor do excelente blog Listas Literárias, acaba de disponibilizar, totalmente de graça, na internet, a versão em pdf do seu livro Morgan: o Único.

Morgan, um homem de vida simples morre num trágico acidente dirigindo um infame Fusca Abacate. Mas tudo piora quando ele desperta exatos sete dias após sua morte. Então ele emerge da sepultura, transformado numa criatura horrenda e cheia de conflitos. Um agouro da coruja que testemunhou seu despertar prenunciou dias sombrios para Morgan e sua terra. Naquela noite um zumbi nasceu para o mundo. Nem morto, nem vivo, em uma nova e inesperada situação. Sem saber o que fazer, ou o quem era Morgan ressurgiu único com seus vermes para um novo mundo. Um mundo intolerante ao diferente. Um mundo com medo de mortos que teimam em não morrer, um mundo em que zumbis não podem amar! Não podem existir! Você já ouviu muitas histórias dos homens sobre mortos-vivos, é chegada a vez de ouvir a versão de um zumbi. Conheça Morgan: O único.

Morgan: o ÚnicoAinda não li o livro, mas já baixei minha cópia online, e pretendo lê-lo o mais rápido possível, ainda mais aproveitando o fato de que o tema de agosto do Desafio Literário é livros de terror. Se eu fosse você, faria o mesmo. Vale a pena ler o texto que o Douglas divulgou justificando os motivos que o levaram a liberar a obra para download:

Em 2012 lancei o romance Morgan: o único em uma edição Sob Demanda. O livro tem conseguido bons resultados, chegando a 3 impressões, das quais restam alguns poucos exemplares. Isto é bom, mas sabemos que o interesse de todo autor é conquistar o maior número possível de leitores.

Por um lado a edição sob demanda permitiu a Morgan: o único ser colocado no mercado em duas edições de grande qualidade, num produto que certamente não perde em nada à grandes publicações em termos de edição e material. Hoje o livro é comercializado nas livrarias virtuais, Saraiva,  Cultura, e principalmente no Blog Listas Literárias. Por outro lado a edição sob demanda concorre de maneira desproporcional com as publicações tradicionais, além de lutar contra o preconceito ainda presente no leitor brasileiro que tende a preterir este tipo de edição. E é esta soma de fatores que de certa forma acaba restringindo o público leitor de determinada obra.

E não podemos desconsiderar aqui, que para um autor iniciante é fundamental ter leitores. A literatura vive e necessita de leitores. E por este motivo, somado ao grande interesse de leitores na internet, dos quais muitos não podem adquirir o livro no momento, ou então não estão dispostos a pagar por uma obra de um autor desconhecido, é que cheguei a seguinte decisão:

Como detentor dos direitos autorais, e com a anuência  e concordância de meu editor, a partir deste momento Morgan: o único será disponibilizado gratuitamente para leitura na internet. E isso não significa que deixaremos de vender e comercializar o livro, que continuará á venda em seus principais pontos de venda, especialmente pelo blog Listas Literárias, onde os livros são enviados diretamente por mim com dedicatória exclusiva aos leitores que optarem pela versão impressa.

Conto com a parceria dos amigos blogueiros e sites culturais que queiram informar aos seus leitores esta novidade de certa forma corajosa, mas necessária inciativa nestes tempos em que o mercado editorial precisa se reinventar.

Caso queira publicar o livro em seu site, ele estará disponível na plataforma Issuu, e neste link é possível obter o código de incorporação: http://issuu.com/douglaseraldodossantos/docs/morgan_o_unico_edicao_free

Categoria: Livros

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06/ago 2012

Starters, de Lissa Price [Resenha XXVI]

Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção logo que recebi o livro Starters, da Lissa Price, pela parceria com a Novo Conceito, além da bela capa com efeito laminado, foi a referência direta a Jogos Vorazes: “Fãs de Jogos Vorazes vão adorar”. Já imaginei a frase como uma jogada de marketing para atrair os admiradores da trilogia de Suzanne Collins e vender Starters como um livro tão bom quanto Jogos Vorazes. E isso, meu amigo, não é verdade. Não mesmo, afinal, Starters é MELHOR que Jogos Vorazes.

Starters, de Lissa PriceAntes que você me chame de herege e me xingue no Twitter, vamos à história: Starters se passa em um mundo distópico, em que uma guerra matou todas as pessoas com mais de 20 e menos de 60 anos. Nesse mundo, só sobraram os jovens (chamados de starters), marginalizados, proibidos de trabalhar e que, por isso, com raras exceções, vivem nas ruas, lutando para sobreviver, e os idosos (os enders) que graças à tecnologia avançada vivem, até além dos 200 anos, uma vida de riqueza e luxo. É nesse contexto que conhecemos Callie, uma garota que faz o que pode para cuidar do irmão, Tyler, um garotinho de 7 anos com problemas de saúde. É quando ela descobre a Prime Destinations, uma empresa que paga quantias vultuosas para que jovens aluguem seus corpos para idosos. É isso mesmo. Os enders alugam corpos de starters, para viver a juventude novamente, que suas idades avançadas não mais permitem, ainda que por um tempo determinado. É a solução para os problemas de Callie, ela pensa. Mas as coisas não dão muito certo. Em vez de passar todo o tempo do aluguel dormindo, que é o procedimento padrão, Callie se vê acordada no meio dos planos que Helena, a ender que alugou seu corpo, traçou para cometer um assassinato. E, pior, Callie começa a ouvir a voz da idosa em sua mente, e tem que fingir que ainda está sob o controle de Helena.

O que mais me chamou a atenção em Starters foi a trama extremamente bem construída, que vai muito além de uma trama de aventura distópica. O que Lissa Price apresenta nas 368 é uma história intrigante, cheia de surpresas, em que aventura, romance (mas sem exagero, ufa!) e até política se entrelaçam de forma surpreendente. Callie narra o livro em primeira pessoa, de forma envolvente, e é uma das protagonistas mais carismáticas da literatura YA atual (desculpa, Katniss).

Nem quero falar muito mais sobre o livro, porque acho que a obra vai ser melhor apreciada sem que se saibam muitos detalhes sobre a trama. O fato é que vale MUITO a pena ler Starters, mesmo que você não seja muito chegado no gênero. E se você quer um empurrãozinho pra isso, fica ligado que já já vai ter promoção por aqui. ;)

 Editora Novo Conceito

Categoria: Livros, Parcerias, Resenhas

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01/ago 2012

Autobiografia de uma camisinha

Fantástico o texto de Simon Rich na New Yorker dessa semana. Uma camisinha conta sua história, desde quando saiu da loja, o (longuíssimo) tempo que ficou guardada na carteira de um jovem, fez amizade com os cartões e cédulas da carteira, até a hora em que finalmente vai ser usada. Nesse momento, surpresa, e a camisinha tem um belo final. É em inglês, mas vale a pena ler, nem é tão difícil não. Delicado e engraçado. Vi a dica no Ricardo Lombardi. Traduzi um trechinho só pra você sentir a vibe:

Nesse noite, o Cartão do Metrô me diz coisas estranhas sobre mim mesma. A princípo,  não acredito no que ele diz. Mas ele insiste que é tudo verdade. Quando eu começo a entrar em pânico, ele ri. Ele diz “Você pensou quer era feito pra quê?”. Fico envergonhada de admitir a verdade, que eu pensava que era um balão.

O texto completo está aqui.

Categoria: Jornalismo

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