31/jul 2012

Dear Zachary: A Letter to a Son about his Father [Crítica XXXIX]

O médico Andrew Bagby, de 28 anos, foi encontrado morto em 2001, assassinado com cinco tiros pela ex-namorada que não aceitou o término do relacionamento. Durante o funeral, seu melhor amigo, Kurt Kuenne descobre que o rapaz adorava fotografar, fato que, apesar da intimidade entre eles, Kurt desconhecia. O cineasta então resolve fazer um filme entrevistando pessoas próximas a Andrew, para descobrir tudo sobre o amigo falecido. Porém, logo que começa a colher os depoimentos, descobre que Shirley, a mulher que matou Andrew, está grávida dele. O filme muda de objetivo então: a ideia agora é apresentar Andrew a Zachary, o filho que nunca virá a conhecer o pai.

Dear Zachary
O pequeno Zachary com a avó

A sinopse acima, do documentário Dear Zachary: A Letter to a Son about his Father (Querido Zachary: uma carta para um filho sobre seu pai) nem de longe consegue antever a experiência devastadora de ver um dos filmes mais contundentes e belos a que já assisti. Prepare-se para se emocionar com a linda declaração de amor que Kurt prepara para o amigo. Para se revoltar com a justiça canadense, que não só deixa a assassina em liberdade, como obriga que David e Kathleen, pais de Andrew que brigam com a mulher pela guarda de Zachary, tenham que conviver com Shirley diariamente. E para ficar boquiaberto com o final do filme, cuja trama se revela mais eletrizante e surpreendente do que qualquer obra de ficção. Por isso mesmo recomendo que você não procure informações sobre o caso antes de assistir ao filme, ou você vai perder uma das grandes surpresas do longa.

Talvez o maior mérito de Dear Zachary seja a montagem inteligente e delicada que Kurt faz das imagens, enchendo os depoimentos de significado. Chega a ser chocante o momento em que os pais de Andrew contam como reconheceram o corpo do filho no hospital, entremeado por imagens do próprio Andrew quando criança, escondendo o rosto. Ou quando uma cena caseira em que Kurt, ainda menino, diz ao amigo que voltaria no tempo para evitar que ele morra, é suficiente para mostrar o quanto a perda de Andrew é dolorosa para Kurt. E como não ir às lágrimas no momento do primeiro encontro entre o cineasta e o pequeno Zachary?

Dear Zachary
Andrew Bagby e o amigo Kurt Kuenne

Falar mais sobre o filme seria estragar a surpresa e a emoção de vê-lo. Portanto, se essa resenha puder despertar apenas um sentimento em você, que seja o de assistir a esse belíssimo documentário, e aí minha missão estará cumprida. Só certifique-se de ter um bom estoque de lenços de papel ao seu lado: tenho certeza que você vai precisar deles.

Categoria: Cinema, Críticas

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31/jul 2012

Depois do clipe, saiu o single de Guardian, da Alanis

Pois é. A canadense Alanis Morissette lançou hoje o single Guardian,  carro-chefe do disco Havoc And Bright Lights, que sai no fim de agosto, inclusive aqui no Brasil. O single tem, além de Guardian, a faixa inédita Lens, que também vai estar no álbum e é uma música que traz de volta à tona a Alanis que todos nós conhecemos a aprendemos a amar, e mostra que Havoc And Bright Lights não vem para brincadeira. E completam o disquinho, que você já pode baixar, versões ao vivo das clássicas Ironic e You Oughta Know, gravadas em Berlim. Super vale a pena!

Alanis Morissette - Guardian

Categoria: Música

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31/jul 2012

Já ouviu o disco da Tulipa Ruiz?

Pois é, o lançamento de Tudo Tanto, segundo álbum da Tulipa Ruiz, um dos mais aguardados de 2012, estava marcado pra hoje. Daí a cantora surpreendeu e colocou o disco para download, de graça, no site dela. E você, tá esperando o quê para baixar?

Tulipa Ruiz - Tudo Tanto

Categoria: Música

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30/jul 2012

Elementary, o Sherlock Holmes do século XXI

Apesar de eu estar num momento meio desanimado em relação aos seriados de TV, Elementary, a principal estreia do fall season 2012 do canal americano CBS, está me empolgando de verdade. A série é uma versão modernosa das aventuras do Sherlock Holmes. Mas o mais bacana é que na série, que começa em setembro lá fora, Watson é uma mulher (!), vivida pela Lucy Liu (!!). Dá vontade de ver ou não?

Em Elementary, Sherlock Holmes (Jonny Lee Miller) sai de Londres e vai morar em New York. Lá ele começa a ajudar a polícia a resolver casos, e acaba conhecendo a ex-cirurgiã Jane Watson (Liu), que vira parceira do detetive. Será que finalmente a relação entre Holmes e Watson vai poder ficar mais explícita?

E se você ainda não se empolgou, dá uma olhada nesse primeiro pôster da série, divulgado hoje:

Elementary

Elementary estreia em 27 de setembro, nos EUA.

Categoria: Televisão

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29/jul 2012

Fumano Crack, a minimix do Bonde do Rolê

Prestes a lançar um novo e aguardado disco, os curitibanos do Bonde do Rolê divulgaram ontem esse sensacional mix, cujo tema é … o crack!!! Só ouvindo pra entender…

Vi no Paulo Terron.

 

Categoria: Música

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27/jul 2012

Saiu o clipe de Guardian, da Alanis Morissette

Pára tudo e veja agora. O belíssimo clipe em preto-e-branco para Guardian, primeiro single de Havoc and Bright Lights, novo disco da Alanis Morissette (que já está em pré-venda para 24 de agosto), já está na rede. O vídeo é inspirado no filme Asas do Desejo, aquele que serviu de base para Cidade dos Anjos, e traz Alanis usando asas de anjo, zelando pelas pessoas em Berlim.

E 24 de agosto que não chega?

Categoria: Clipes, Música

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27/jul 2012

Enquanto não chega o disco de Tulipa Ruiz, ouça outra nova música

As apostas são que Tudo Tanto, segundo disco da mineira Tulipa Ruiz, seja o disco nacional de 2012. Do que já se ouviu do álbum não há motivo para pensar o contrário. Pois enquanto o disco todinho não vaza na internet chega às lojas na próxima segunda (30), ouça aí mais uma (bela) nova música, linda de morrer, chamada simplesmente OK:

Categoria: Música

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19/jul 2012

Sapatos

Simpática essa crônica do Antônio Prata na Folha de ontem. Leia:

SEXTA A tia Clara ligou avisando: se eu quisesse procurar pelos sapatos do tio Estevão tinha que chegar cedo, no dia seguinte. À tardinha vinham os filhos, levariam os pertences que lhes interessassem e o resto seria doado ao Lar Escola São Francisco. Nove da manhã de sábado eu tocava a campainha, pronto para começar a minha busca.

Poucos objetos estiveram mais ligados a uma pessoa do que aqueles sapatos ao meu tio Estevão. Dos 84 anos que passou sobre a Terra, 60 foram calçando o mesmo modelo. Difícil descrevê-los, não porque tivessem algo de excêntrico, mas por serem demasiadamente comuns -se é que algo pode ser demasiadamente comum: eram de couro preto, quatro furos pro cordão, sola de madeira, salto de borracha. No colegial, quando aprendi sobre o mundo inteligível de Platão, aquele no qual residiriam os ideais de todas as coisas, logo pensei nos sapatos do tio Estevão, os paradigmáticos sapatos do tio Estevão pairando lá no alto, muito acima dos canos altos, Melissinhas, escarpins e outras sombras projetadas na balbúrdia da caverna.

Meu tio não gostava de balbúrdia. Casou-se com a namorada da escola, teve um filho e uma filha, foi fiel à esposa, à marca de desodorante, ao nó da gravata, à sopa no jantar -e, claro, aos sapatos. Descobriu-os numa viagem à Franca, a trabalho, em 1952. Muitos anos atrás, num Natal, contou-me que bastou calçá-los para saber que “aquela questão, pelo menos, estava resolvida”. Lembro que achei graça em sua postura, como se a vida consistisse numa série de questões a serem resolvidas, uma lista na qual fôssemos ticando as colunas. Casamento: risca. Carreira: risca. Filhos: risca. Sapatos: risca.

Como o trabalho o levava todo ano à Franca, tio Estevão comprava um par a cada viagem e assim viveu tranquilo -pelo menos, no que se referia àquela “questão”- até 1990, quando o mercado abriu-se para o mundo e a fábrica, incapaz de competir com a concorrência chinesa, faliu. O dono, a essa altura já amigo do meu tio, telefonou-lhe para lamentar-se, para maldizer o governo, os chineses, a vida e avisar que os últimos pares do estoque eram seus. Vinte e dois pares, um presente por 38 anos de fidelidade.

Meu tio brincava, desde então, para desespero da tia Clara, que quando o último par se gastasse ele morreria. Segundo minha tia, na segunda-feira à noite ele sentou-se na cama, olhou os sapatos em petição de miséria e, calmo, como se viesse há muito se preparando para aquele momento, disse: “Já era”. No dia seguinte, comentou, iria provar uns mocassins -mas não chegou a ver o dia seguinte.
Na manhã de sábado, revirei cada gaveta, cada armário, cada cômodo da casa. Tinha a esperança de que, em sua última noite, meu tio não tivesse jogado no lixo os sapatos que o acompanharam pela vida inteira, houvesse guardado ao menos um pé, como lembrança.

Por que eu queria tê-lo? Seria um símbolo da persistência? Da teimosia? Da busca pela imanência em meio à transitoriedade? Não sei. Não os encontrei. Claro. Era de se esperar que um homem pragmático a ponto de passar 60 anos com o mesmo sapato não fosse de guardar velharias como souvenirs. As questões, quando se resolvem, se resolvem. Morte: risca.

Categoria: Crônicas

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18/jul 2012

Cantora italiana faz uma bela versão de Ainda Bem, da Marisa Monte

Que Ainda Bem é uma das mais belas canções do novo disco de Marisa Monte a gente já sabe. Agora olha que bacana essa versão que a cantora italiana Mina fez para a música. O arranjo ficou bem parecido com o original, e ela canta em português mesmo, mas o bolero ganhou um tom de jazz. Ouça aí:

Categoria: Música

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17/jul 2012

Tem música nova do The XX, Green Day e No Doubt

Tanta música nova e boa aparecendo por aqui que resolvi juntar três que eu curti a beça em um post só. Pra começar, tem a primeira música do disco novo do The XX. Confesso que não conheço nada deles, mas achei a música bem boa, uma baladinha relaxante chamada Angels:

O Green Day tem um projeto ambicioso: lançar três discos nos próximos seis meses. A trilogia terá os títulos (sugestivos) de ¡Uno!¡Dos!¡Tré!, e o primeiro deles sai em setembro. Daí que já dá pra ouvir o primeiro single do álbum, e baseado nele dá pra ver que vem coisa boa por aí. Ouça Oh Love:

E quem também está de volta, depois de quase 10 anos, é o No Doubt de Gwen Stefani. A banda divulgou um novo single, que já tem clipe e tudo, da divertidíssima Settle Down:

Categoria: Música

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