29/jun 2012

Fósforo Carnival VI

O Fósforo Carnival é uma sessão do blog que indica links para textos, vídeos e outros posts interessantes que me chamaram a atenção na internet e merecem ser divididos.

O Marcelo Rubens Paiva fez um texto dias desses que vale a leitura: ele questiona o motivo de aparecerem tantos nomes nos créditos finais de um filme.

Afinal, para que servem os créditos finais de um filme, para dividir informações importantes, homenagear quem trabalhou na produção ou seguir exigências sindicais? O que interessa saber do nome do cara que foi assistente do homem da grua da unidade externa da cena de perseguição da Hungria? Quem trabalhou na produção ganhou para aquilo. Talvez os nomes no letreiro final sirvam para aqueles que trabalharam quase de graça e trocaram o soldo pela visibilidade. Como estagiários. Gosto de algumas informações. Por exemplo, nomes e autores das músicas. Porém, tais créditos costumam passar muito rápido e não indicam com precisão que, naquela cena, aquela música bacaninha que tocou foi essa aqui, ó.

Mas a melhor parte do texto é essa aqui, ó:

Desde a primeira vez que foi ao cinema, Antônia, filha de 5 anos de um amigo, se levanta da poltrona quando os créditos finais sobem, desce os degraus da sala ainda escura e vai dançar. Ninguém a ensinou. Deve pensar que para isso serve a música final, a meia-luz, as letrinhas que não compreende subindo. Música + escuro + espaço livre = pista de dança. [Leia tudo]

Estreou hoje nos EUA Magic Mike, de Steven Soderbergh, um dos filmes mais comentados da temporada. O filme podia ser mais uma bobagem sobre strippers (não sei, mas o plot me lembrou Showbar, o pior-melhor-filme de todos os tempos). Mas como tem o selo Soderbergh, vale a atenção, e a Ana Maria Bahiana indica:

Baseado livremente nas experiências juvenis do astro e produtor Channing Tatum, Magic Mike tem aquela qualidade naturalista, calma, relax, do olhar dos Dardenne (e de boa parte do cinema norte-americano dos anos 1970). Até mesmo os shows dos rapazes – Tatum mais Joe Manganiello, Adam Hernandez, Alex Pettyfer, Matt Bomer, Kevin Nash e, num número especial, Matthew McConaughey, o dono do clube – são tratados como mais um elemento naquilo que é o foco do filme: as vidas dessas pessoas, com as simples e complicadas ramificações que as vidas de qualquer um de nós tem; só que, por acaso, eles rebolam e tiram a roupa, à noite, para ganhar uns trocados a mais.

É uma escolha interessante num projeto que poderia ter ido por muitos caminhos diferentes. Soderbergh acompanha sem assombros Magic Mike –  nome artístico do personagem de Tatum, que, fora do palco, é operário de construção, lavador de carros e artesão de móveis – e seus colegas enquanto eles raspam as pernas, estudam os movimentos mais eficientes de suas coreografias (os que geram mais gorjetas), preparam todos os elementos do seu arsenal corporal (absolutamente todos) para o espetáculo. É uma qualidade que se revela super eficiente para pegar a plateia logo nos primeiros instantes do filme. [Leia o texto completo]

Falando em estreias aguardadas, a Laura Buu, do Pink Vader, já viu O Espetacular Homem-Aranha, e conta o que achou do filme em um vídeo da série Cine Invader.

Um Tumblr: eu te dedico
Muito bacana esse projeto, de reunir fotos de dedicatórias em livros, e contar as histórias por trás delas. E qualquer pessoa pode contribuir enviando fotos das dedicatórias que tem em seus livros.

Categoria: Carnival, Coisinhas

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28/jun 2012

Quinto livro de Guerra dos Tronos veio com um capítulo faltando

A Dança dos DragõesCheguei em casa hoje e vi, imponente, sobre minha cama, o exemplar novinho do quinto livro das Crônicas de Gelo e Fogo, A Dança dos Dragões, que já havia comprado há mais de um mês, na pré-venda online. Tudo estaria bem (claro, exceto o fato de que não terminei nem o primeiro livro ainda) se não fosse um detalhe que os fãs mais atentos constataram: o livro veio com um capítulo faltando. Isso mesmo, depois do capítulo 25, o livro pula direto para 27, e o capítulo 26 simplesmente foi excluído do volume da Editora LeYa. Um erro infeliz, é verdade, mas a editora rapidamente tratou de se justificar junto aos leitores em nota oficial. Veja aí:

A editora LeYa vem informar que por uma falha no processo de edição do quinto volume da saga As Crônicas de Gelo e Fogo – A Dança dos dragões, livro recém-chegado ao mercado nacional, todos os exemplares impressos não trazem o capítulo 26 – “O soprado pelo vento”.  Consciente de que é a única responsável por este lamentável erro, a LeYa decidiu interromper a distribuição da obra e procederá, a partir de hoje, o recolhimento dos  exemplares que estão em poder das livrarias de todo o território nacional. Aos leitores que já adquiriam a obra, a LeYa garante a troca pelo exemplar correto e, independentemente disso, disponibilizará em seu site, a partir de hoje, a versão digital do capítulo faltante.

Já iniciamos a produção de uma nova edição. A partir do dia 1 de agosto daremos início ao trabalho de redistribuição do livro e, consequentemente, das trocas dos exemplares em poder dos leitores.

Aos nossos parceiros e leitores pedimos as mais sinceras desculpas por todo o transtorno causado.

Cordialmente,

Pascoal Soto
Diretor Geral – LeYa Edições Gerais

Agora é só aguardar pra ver se a troca vai acontecer mesmo, e como vai ser o processo. Ainda bem que, mesmo tendo comprado o livro, ainda falta muuuuuuito pra eu chegar ao capítulo 26 dele! ;)

Categoria: Livros

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28/jun 2012

Leitura sustentável

Olha que iniciativa bacana do Estante Virtual: o sebo virtual criou um hotsite estimulando o que eles chamam de leitura sustentável: vender livros usados aos sebos, além de democratizar o acesso à cultura, reduz o consumo de recursos naturais. Uma ação antenada na tendência ecologicamente correta desses tempo de Rio+20, e que tem tudo a ver com o posicionamento da marca.

Leitura Sustentável

O Estante Virtual, você com certeza deve conhecer, é um site que reúne centenas de sebos do Brasil inteiro, e disponibiliza seus acervos para venda pela internet. É uma ótima para quem quer achar uma obra rara e/ou fora de catálogo, ou mesmo conseguir comprar livros usados por preços muito interessantes. Eu já achei muita coisa boa por lá, e recomendo fortemente a compra pelo site que, além de tudo, ainda contribui com a conservação dos recursos do planeta.

A dica para esse post veio da Gabriela Camphora:

Eu adorei a ideia deles, sou super fã da Estante Virtual, e quando vi esse programa deles, pensei em você – seria uma boa compartilhar no seu blog e/ou no Facebook, já que é super bacana e tem bastante acesso.

Valeu, Gabi! A iniciativa deles é realmente muito boa!

Categoria: Livros

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27/jun 2012

Morreu Nora Ephron

Há os que torcem o nariz para o nome de Nora Ephron, há os que admiram a cineasta, e há ainda os que mal a conhecem. Mas é fato que a roteirista, diretora e produtora tem uma obra de respeito, e é considerada a criadora de um gênero dos mais valorizados em Hollywood: a comédia romântica. E, diferente das comédias românticas pasteurizadas e industrializadas que estamos acostumados a ver, os filmes de Nora Ephron têm personalidade. Duvida?

Nora Ephron

Harry & Sally – Feitos um para o outro é um verdadeiro marco no gênero. Mens@gem para você foi o primeiro a abordar as novas tecnologias da internet e seu impacto na vida amorosa das pessoas. Seu último filme, Julie & Julia, de 2009, não é exatamente uma comédia romântica por definição, mas é um filme leve e delicioso. Mas o meu favorito mesmo é Sintonia de Amor, de 1993, em que Tom Hanks e Meg Ryan se conhecem depois que o filho dele tenta arrumar uma namorada para o pai através de um programa de rádio e, emulando o clássico Tarde demais para esquecer, os dois marcam um encontro no topo do Empire State Building. Não venha me dizer que Nora Ephron é irrelevante!

A cineasta morreu ontem, aos 71 anos, vítima de uma leucemia contra a qual lutava há mais de seis anos.

De vez em quando leio um livro sobre envelhecimento e seja quem for o autor diz sempre que é magnífico ser velho. É magnífico ser sensato, sábio e sagaz; é magnífico estar naquela fase da vida em que se compreende o que é realmente importante. Não suporto pessoas que dizem coisas deste tipo. Em que é que estão pensando? Não têm pescoço?!
(Nora Ephron, no livro Meu Pescoço É um Horror)

Categoria: Cinema

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25/jun 2012

Sonho de Consumo XVII – Zumbis vs. Unicórnios

Podia ser só mais uma querência, mas vai além disso. Conheci o livro através de um vídeo no canal da Tatiana Feltrin, e eu e a Juliana dividimos a vontade de ter o livro em mãos. Ela acabou conseguindo, e eu meio que esqueci da história (apesar de quase tê-lo comprado na Amazon). Daí que a vida seguiria para sempre, eu não pensaria mais no livro (e porque comprar um livro em inglês quando eu não leio em inglês?), até que um post do Vá ler um livro divulgou a bomba: Zumbis vs. Unicórnios sai traduzido, pela Galera Record, em setembro.

O livro é uma antologia de contos sobre zumbis e unicórnios, e tudo o que eu espero é que ele saia por aqui com a mesma belíssima capa do original. Contando os dias…

Zumbis vs. Unicórnios

Categoria: Coisinhas, Livros, Sonho de Consumo

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22/jun 2012

Oito livros para ler antes que virem filme

Uma das principais fontes de material para os longas de Hollywood é a literatura. E não há nada melhor do que assistir a um filme baseado em uma obra literária que você já leu e gosta, é ou não é? Então separei oito filmes baseados em livros que estão em produção, pra você poder se organizar e ler os livros antes que os longas invadam as telas. Veja aí:

Carrie, de Stephen King
O livro de Stephen King já rendeu um dos filmes de terror mais aclamados de todos os tempos, e agora ganha um remake, que estreia em março do ano que vem, com direção de Kimberly Peirce (de Meninos Não Choram), Chloe Moretz no papel principal, e Juliane Moore e Judy Greer no elenco.

Em Chamas, de Suzanne Collins
A segunda parte dos Jogos Vorazes promete ser tão boa quanto o primeiro longa da trilogia. O diretor do filme agora é Francis Lawrence (de Eu Sou a Lenda e Água Para Elefantes), e o elenco principal todo volta. Dá tempo de sobra para ler o livro, afinal a estreia será só em novembro de 2013.

Uma Confraria de TolosUma Confraria de Tolos, de John Kennedy Toole
Já falei sobre esse livro aqui, e o quanto tenho vontade de lê-lo. Apesar de ainda não ter um cronograma definido, parece que agora vai sair mesmo o filme baseado na obra, com Zach Galifianakis no papel principal. Pelo menos é o que se espera, já que desde a publicação do livro (em 1980, graças aos esforços da mãe do autor, que cometera suicídio em 1969 e deixou os manuscritos não publicados) vários diretores e atores tentaram tirar a obra do papel. Dizem até que o livro é amaldiçoado. Não é pra menos: John Belushi, John Candy e Chris Farley foram confirmados no papel principal em diferentes momentos, mas morreram antes de começarem a filmar. Além deles, Philip Seymour Hoffman, John Goodman e Will Ferrell também já tentaram dar vida a Ignatius J. Reilly. Veja a descrição do livro nas palavras do André Barcinski:

O personagem do livro é uma espécie de Don Quixote do século 20, Ignatius J. Reilly, um nerd obeso, glutão, fedorento e desagradável. Reilly despreza a modernidade, ridiculariza a cultura pop e se acha o centro do Universo.  Um delirante megalômano e fracassado.

A história se passa em New Orleans, nos anos 60. E a forma como Toole descreve a cidade, cheia de malandros, biscateiros, policiais desonestos e aposentados ridículos, é um primor. A cidade vira um personagem.

É difícil resumir a trama. A rigor, é só a história de Ignatius – que ainda mora com a mãe – procurando por um emprego. O que acontece com ele durante essa busca é o interessante.

Por Isso a Gente Acabou, de Daniel Handler
Esse livro, em que uma garota destaca os motivos que a fizeram terminar um relacionamento, está entre as minhas querências, e tem sido super elogiado nos blogs literários. A história vai virar filme somente em 2014, mas já está em pré-produção, com roteiro do próprio autor. Para o papel da protagonista Min, os rumores dão conta que a equipe do longa está em negociação com a atriz Hailee Steinfeld (de Bravura Indômita).

Sangue Quente, de Isaac Marion
Já falei bastante sobre o livro de zumbis mais bacana que eu já li, e o filme, que já está em pós-produção para estreia em fevereiro do ano que vem, é um dos mais esperados por este blog. Já tem foto dos protagonistas, Nicholas Hoult e Teresa Palmer, devidamente caracterizados.

Sangue Quente - Nicholas Hoult e Teresa Palmer

On The Road, de Jack Kerouac
A adaptação do clássico de Kerouac, pelas mãos de Walter Salles, chega às telonas no mês que vem, dia 13. O trailer é bem animador, e quem já viu o filme garante que é bom. Da minha parte, tenho o livro já há uns 3 anos, mas sempre vou colocando no fim da fila. Será que dá tempo de ler antes do filme chegar?

O Hobbit, de J.R.R. Tolkien
Nem preciso falar muito sobre O Hobbit. Qualquer um que tenha visto O Senhor dos Anéis está ansioso para a adaptação de Peter Jackson para o melhor livro de Tolkien (ao contrário de SdA, esse eu consegui ler inteiro). A primeira parte de O Hobbit estreia em 21 de dezembro, e a segunda no dia 13 de dezembro de 2013.

O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
O grande clássico de F. Scott Fitzgerald ganha sua quinta adaptação cinematográfica, mas nem por isso menos esperada. Afinal, a direção fica a cargo de Baz Luhrmann (do maravilhoso Moulin Rouge) e o papel de Gatsby ficou com Leonardo DiCaprio, enquanto Nick Carraway será vivido por Tobey Maguire. O longa estreia no natal lá nos EUA, e em 4 de janeiro de 2013 no Brasil. Veja a sinopse:

Anos 20. Nick Carraway (Tobey Maguire) se mudou há pouco tempo para Long Island. Lá ele conhece e fica fascinado com o estilo de vida de Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), seu novo vizinho, que é milionário. Aos poucos Carraway passa a frequentar o círculo de Gatsby e percebe a paixão que Gatsby nutre por Daisy Buchanan (Carey Mulligan), casada com Tom (Joel Edgerton).

O Grande Gatsby

Categoria: Cinema, Livros

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22/jun 2012

Teaser da 7ª temporada de Dexter

Olha aí o teaser que o canal Showtime divulgou, preparando nosso espírito para a aguardada sétima temporada de Dexter. Mas só veja se você assistiu a temporada passada até o fim, porque o conteúdo é spoiler puro!

Daí o Caldeirão de Séries publicou uma tradução do que é dito no teaser. Saca só:

Eles dizem que a verdade traz luz… São as mentiras que vivem na escuridão. Mas aqui estamos nós, no momento da verdade. Tudo na minha vida me trouxe até este momento. É o que eu sou, é tudo o que eu sou. Eu posso aceitar isso… Mas ela pode?

A sétima temporada de Dexter, você sabe, começa em 30 de setembro no Showtime americano.

Categoria: Televisão

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21/jun 2012

Querências II

Nem dei conta de assimilar as primeiras querências, e já surgiram mais. Quatro livros que eu fiquei com comichão de colocar as mãos e os olhos (um deles já está a caminho, inclusive). Veja aí:

Onde Terminam os Arco-Íris, de Cecelia Ahern (Ediouro) – vi no Leiturinhas

Um encantador romance sobre dois amigos de infância com quem o destino parece brincar. De crianças travessas a adolescentes rebeldes, Rosie e Alex uniram-se como unha e carne, mas a família de Alex se muda e eles se separam. A mágica conexão entre os dois acompanha os altos e baixos da vida de cada um, mas nenhum deles sabe se sua amizade conseguirá sobreviver à distância. Mal-entendidos, circunstâncias e a mais absoluta má sorte os mantiveram separados. Mas quando se virem diante da última oportunidade, apostarão tudo em nome do verdadeiro amor?

Amor nos tempos do blog, de Vinicius Campos (Companhia das Letras) – vi no Cultivando a Leitura

Tudo começa com a criação de um blog. Ariza, pseudônimo que usa na internet está começando em um colégio novo e suas expectativas são muitas. No blog ele começa contando suas experiências e seu dia a dia e é no blog que desabafa sobre a linda garota que encontrou na biblioteca do colégio. Ele acredita que ninguém acompanha o blog e por isso fica surpreso quando uma garota começa a comentar em suas postagens. A Cinderela Virtual comenta e dá conselhos, acompanha a paixão a distância de Ariza e os desabafos sobre a vida em casa. Surge uma espécie de amizade entre eles. E a partir daí uma trama cativante vai se desenrolando apenas através de postagens de blog e comentários.

Sábado à Noite, de Babi Dewet (publicação independente) – vi no Nem Um Pouco Épico (o lugar para comprar o livro é aqui, mas no momento parece que não está disponível)

Amanda é uma daquelas meninas populares insuportáveis que ninguém todo mundo gosta. Seu melhor amigo de infância, Bruno, faz parte de um grupo de garotos encrenqueiros e completamente não populares conhecidos como Os Marotos e, apesar de terem um bom relacionamento, são como estranhos na escola.
Daniel, um dos Marotos, é apaixonado por Amanda desde a oitava série e a garota parece não retribuir o seu amor. Amanda, por sua vez, ama Daniel, mas por algum motivo se recusa a se entregar. Será por causa do medo de que a reputação de Daniel estrague a sua popularidade ou por que a amizade está acima de tudo para a garota?
E aí, quando o diretor decide fazer bailes nos Sábados à Noite, a misteriosa banda Scotty canta exatamente tudo que se passa na vida de Amanda…
Quem são esses mascarados? Por que eles parecem saber os segredos mais íntimos de Amanda? Por que eles parecem cantar coisas que a atingem direto no seu coração?
E, acima de tudo, por que as coisas não poderiam ser só um pouco mais simples?

Você tem que ouvir isso!, de Luiz César Pimentel (Seoman) – vi no André Forastieri

É o nome de um livro com listas de músicas que todo mundo deveria ouvir, mas principalmente a Nina. É a filhinha do amigo Luiz Cesar Pimentel. Luiz juntou uma trempe, principalmente músicos – gente do Skank, Ira!, Sepultura, Pitty e similares – e jornalistas. Eu também. Acabei não indo no lançamento, que vergonha, mas depois comprei o livro, e é bem educativo, sem maletice. Tem músicas lá que eu não conhecia, e outras que eu jamais iria lembrar de mostrar para o meu moleque, e agora, devagarinho, estou mostrando. Claro que tem um monte de porcaria. Você escolhe quais são quais. Eu digo tomeito, você diz tomato…

Categoria: Livros, Querências

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21/jun 2012

Talvez não tenha criança no céu, de Davi Boaventura [Resenha XXIII]

Sabe quando você começa a ler um livro, e de repente se dá conta que aquele é o livro que você gostaria de ter escrito? Foi bem o que senti ao ler Talvez não tenha criança no céu.

Talvez não tenha criança no céuO livro de Davi Boaventura é narrado em primeira pessoa por um adolescente de 13 anos, classe média, cujo nome nunca sabemos, que vive em Salvador. É um garoto comum que, como todos os outros da idade, estão “no esquema escola, cinema, clube e televisão” (p. 36). Mas, apesar disso, ou por isso mesmo, é um personagem com imenso poder de cativar, com sua narração honesta e recheada de deliciosas referências pop, como essa que citei aí em cima.

O livro acompanha a vida do menino nos últimos dias de férias, na maior parte do tempo junto de seu amigo e vizinho, Gil e, como adolescente que é, sua vida é permeada por festas, bebida, sexo e muitos questionamentos. Aliás, o grande trunfo do livro é conseguir dar ao protagonista uma voz plausível (ao contrário de muitos autores que, ao tentar dar voz a um personagem jovem, acaba soando falso), e criar uma identificação imediata com qualquer leitor. Afinal, quem nunca viveu um momento de dúvidas existenciais na adolescência, e não se sentiu uma pessoa absolutamente comum, sem graça e, até, descartável? Quem não conhece nenhum jovem apático, desinteressado e autodestrutivo?

 É simples: ser medíocre é parte intrínseca de nosso organismo, é nosso único talento, somos zeros absolutos, servimos apenas para serviços coadjuvantes [...] Nada de cópia do guri do Campo de Centeio, como um dia eu me enganei em acreditar, nós somos é Macabéias e formamos uma verdadeira úlcera podre no mundo. (p. 40)

O mundo que eu desejava não era o que eu vivia e eu não entendia nada desse em que estava: é impossível aprender as regras sem se machucar demais. (p. 72)

Eu não era feliz, nunca fui, nem queria ser, na minha cabeça confusa e contraditória eu simplesmente esperava ser um pequeno pedaço de vácuo sem ter a obrigação de pedir desculpas por essa ofensa. (p. 74)

Ter treze anos não é difícil, difícil é ter consciência disso, saber que te olham como se você não merecesse respeito. (p. 84)

Talvez não tenha criança no céu é daqueles livros que a gente não quer largar até que chegue à última página, e lê com um lápis na mão, para marcar algumas frases bem espertas, e as referências pop que aproximam ainda mais o personagem de quem lê (tem Friends, Caverna do Dragão e até o programa do Jô no meio). Mais que isso, é uma obra essencial para entender uma fase da vida em que ainda não se é adulto, mas já se deixou de ser criança. E o autor Davi Boaventura faz isso com maestria. Talvez por isso li TNTCNC com a nítida impressão de que esse, sim, seria o livro que eu escreveria caso fosse escritor. Aliás, mais que isso: é daqueles que, depois de ler, te dá aquela imensa vontade de, finalmente, escrever um livro.

Recebi o livro como cortesia da Livros de Safra para resenha aqui no blog. Agradeço imensamente à equipe da editora pela atenção, simpatia e pronto atendimento. Ah, se todas fossem assim…

Categoria: Livros, Resenhas

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21/jun 2012

Imagine, do John Lennon, em quadrinhos

Fantástica essa ilustração do cartunista mexicano Pablo Stanley, traduzindo a música Imagine, do John Lennon, em quadrinhos. Aliás, o site do cara merece uma visita!

Imagine em quadrinhos

Vi no Sedentário & Hiperativo.

Categoria: Coisinhas, Música

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