28/abr 2012

Fringe vai ter uma quinta (e última) temporada

Anna Torv

Anna Torv tem motivos de sobra para sorrir. A protagonista da melhor série de ficção científica desde Arquivo X, e um dos melhores programas no ar atualmente na TV americana (junto com The Good Wife, talvez), garantiu essa semana a produção da quinta e última temporada de Fringe. Isso é ótimo porque garante aos fãs um final decente e planejado para a série, sem amarras soltas por causa de um cancelamento prematuro.

Fringe, sabe-se lá porque, sempre patinou na audiência, e o risco de cancelamento acompanha o programa desde a primeira temporada. A equipe de produção da série chegou a preparar um final alternativo para a quarta temporada, atualmente no ar, caso o show não garantisse um quinto ano.

Com a confirmação da quinta temporada, que terá 13 episódios, Fringe ainda garante um outro benefício: o syndication! Explico: quando uma série atinge a marca de 100 episódios (e Fringe irá acabar exatamente no 100º capítulo) ela passa a poder ser vendida a emissoras regionais para reprises, gerando lucro e mantendo o nome do programa vivo por muito tempo. Além disso, algumas séries atingem o status de cult graças a essas reprises (Fernanda Furquim cita o caso de Jornada nas Estrelas, por exemplo). E vale lembrar que Fringe, apesar das baixas audiências na TV, é uma série que rende bastante graças às vendas de DVDs das temporadas (até eu sonho com os boxes).

Se você não assiste Fringe, não sabe o que está perdendo. Mas ainda dá tempo de colocar os episódios em dia antes da temporada final, que estreia em setembro lá nos EUA. Veja o trailer do último ano (mas cuidado, pode ter spoiler para quem não está em dia com o seriado):

http://www.youtube.com/watch?v=gvWqOZL8JXA

P.S.: Há tempos procurava um pretexto para publicar esta (bela) foto de Anna Torv.

Categoria: Televisão

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28/abr 2012

O Foster The People está morto!

Não resisti ao título sensacionalista! Não, os californianos favoritos deste blog do Foster The People não se separaram, e muito menos passaram desta para a melhor… pelo menos não na vida real.

É que no mega criativo novo clipe da banda, para a ótima Houdini, Mark Foster, Mark Pontius e Cubbie Fink morrem durante a gravação de um clipe, mas como o show não pode parar, a equipe de apoio dos rapazes acha uma solução para que eles toquem em frente à platéia, nesse delicioso clipe para uma das faixas mais bacanas de Torches. Veja:

Categoria: Clipes, Música

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26/abr 2012

Finalmente o resultado da promoção “O que devo ler?”

Pra quem achava que o blog tava morto e enterrado, não, não foi dessa vez… passei por várias demandas pessoais no decorrer da semana que me impediram de passar por aqui e resolver as pendências do blog, quanto mais postar coisas novas… Mas prometo que as coisas estão normalizando e já já voltamos à programação normal.

Estilhaça-me

Pra ficar em dia com as promoções, lá vai o resultado da última… você lembra que propus que você escolhesse qual seria minha próxima leitura entre as opções cedidas pela Novo Conceito. A participação foi menor do que eu imaginava, o que é bom pra quem participou porque ficou com mais chances de ganhar. O livro escolhido foi Estilhaça-me, da Tahereh Mafi, e vou começar a lê-lo já essa semana. E quem levou o kit bacanudo aí de cima pra casa foi…

Gabriela!

Parabéns, Gabi. Já te mando um e-mail para combinarmos o envio.

E como sempre, para quem não levou, obrigado mesmo pela participação, e fiquem ligados porque tem mais promoção vindo por aí. Mesmo porque ainda hoje recebi uma nova remessa da Novo Conceito. Logo logo conto o que chegou.

Categoria: Livros, Promoções

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20/abr 2012

Ela é a Marina, e nós, seus diamantes

Pedi para alguns amigos blogueiros escreverem posts especiais para o Fósforo. A Sharon Caleffi foi a primeira. Hoje é a vez do Luciano A. Santos, do maravilhoso .Livro, um blog que, se você não conhece, devia correr agora para conhecer.

O Fósforo está de aniversário e o João convidou alguns blogueiros amigos para escrever um post aqui. Fui um deles, imagina só!, e optei por falar de uma moça que não me sai da cabeça fazem já alguns dias.

 Marina and the Diamonds

Marina and the Diamonds foi uma bela indicação do Last.fm, a primeira, diga-se de passagem, que conseguiu me agradar perfeitamente, em especial depois de Lana Del Rey, que tocou por aqui uns vinte e cinco segundos. Fazia já algum tempo que vinha ouvindo, basicamente, Florence + Machine e of Montreal, passando por poucas bandas que não estas, como denuncia meu perfil por lá; então conhecer Marina foi um sopro de coisa nova, por sinal, muito bem vindo.

Marina surgiu para o grande público ao ficar em segundo lugar no BBC Sound of 2010, onde, mas que mundo pequeno!, no ano anterior, Florence terminara em terceiro, o que mostra que o evento é um excelente termômetro do que vai acontecer no cenário musical nos anos seguintes. Mas levei dois anos para me deparar com ela cantando Shampain, segunda faixa de seu primeiro álbum, The Family Jewels, que me pegou de surpresa com uma voz impressionante, como prova em Oh No!, Are You Satisfied e Obsessions, minha preferida.

Gosto de vozes e minhas três atuais bandas preferidas tem vocalistas com vozes bastante marcantes, mas um tanto quanto diferentes entre si: Florence Welch, Kevin Barnes e Marina. Um trio inusitado, que tem toda minha admiração.

O lado bom de ter demorado tanto para conhece-la é que nem tive tempo de me cansar com o primeiro álbum e já pude vislumbrar o que seria seu segundo, o Electra Hearth, que deve ser lançado no fim do mês. Dele, destaco Radioactive, tipo de música que você ouve uma, duas, dúzias de vezes e se pergunta como ela não se tornou um hit mundial, mas logo se lembra de quanto dinheiro o Jay-Z deve ter gasto para fazer da Rihanna famosa, e entende como funciona este mercado, e todos os mercados dos “mais vendidos”. Dá pra confiar nos best-sellers? Acho que não. E tampouco são eles sinônimo de qualidade.

Marina não costuma frequenta-los com a assiduidade que mereceria, mas isso pode mudar. Por aqui, ao menos, não sou mais um “fã sozinho” e aos poucos já vejo algumas pessoas ouvindo suas novas músicas, em especial Primadonna. Mas se não acontecer, nada que tire seu brilho, e o prejuízo é todo dos outros, que não a conhecem.

Pra fechar, você tem que conhecer Marina. Como ela dizia no MySpace, ela era a Marina, e nós, seus diamantes.

É isso, parabéns ao João, e ao blog, muito obrigado pelo convite, e que muitos anos mais venham.

Luciano A. Santos
Luciano A.Santos
gosta de coisas simples mas tende a complicá-las. Fã de Agatha Christie, Robert Crais e Ray Bradbury, escreve no .Livro há dois anos.

Categoria: Autor Convidado, Música

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19/abr 2012

Fernanda Abreu em Juiz de Fora

Dizem que em time vencedor não se mexe. Pois foi com essa filosofia que Fernanda Abreu subiu ao palco do Cultural Bar aqui em Juiz de Fora no último sábado. A garota-carioca-suíngue-sangue-bom usou como base para seu show o álbum MTV Ao Vivo Fernanda Abreu, de 2006, última gravação da cantora, um desfile dos principais hits que comemorava os então 15 anos de carreira-solo de Fernanda. Da abertura, com Jorge da Capadócia, até a última música do bis, a já clássica versão do enredo da União da Ilha É Hoje, Fernanda apostou em um setlist certeiro, que fez todo mundo cantar, dançar e, porque não, se emocionar.

Fernanda Abreu em Juiz de ForaA base do show foram as canções da carreira-solo de Fernanda Abreu. E a cantora não decepcionou na escolha do repertório. Não ficaram de fora as músicas mais executadas da carreira de Fernanda, como Garota Sangue Bom, Baile da Pesada, Kátia Flávia, Veneno da Lata, Rio 40 Graus, e até hits menos óbvios, como a deliciosa (e minha favorita) Roda Que Se Mexe, que aqui ainda ganhou a adição da ótima Kid Brilhantina. Para os mais românticos, não faltaram as belas baladas Um Amor, Um Lugar e Você Pra Mim, além de uma versão inspirada de A Dois Passos do Paraíso, canção da Blitz, grupo que lançou Fernanda Abreu.

Além do sucesso da Blitz, Fernanda ainda fez cover de Lenine (Jack Soul Brasileiro, música que ela gravou em Raio X, de 1997) e Roberto Carlos (a linda e suingada Todos Estão Surdos, que ela havia gravado no especial Elas Cantam Roberto). E o show terminou com um medley de hits do funk carioca que fizeram muita gente descer até o chão.

Fernanda Abreu em Juiz de Fora

O show de Fernanda Abreu é um verdadeiro caldeirão de estilos: ela passeia com facilidade do samba ao funk, passando pelo rap e até disco music. Não espere por surpresas (baseado basicamente naquilo que o público espera ouvir de Fernanda, traz o mesmo repertório que ela vem apresentando no palco desde 2006), mas sem dúvida é um show que diverte, faz dançar e mostra que, mesmo sem produzir nada novo há mais de seis anos, Fernanda Abreu ainda está no seleto grupo de artistas da música nacional que têm um repertório próprio de respeito.

Categoria: Música, Shows

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19/abr 2012

Anthony Hopkins é Hitchcock!

Já viu Anthony Hopkins caracterizado de Alfred Hicthcock?

Anthony Hopkins como Hitchcock

O ator será o famoso diretor no filme Hitchcock, longa sobre o processo de produção de Psicose. No elenco ainda tem Helen Mirren como a esposa do cineasta, Scarlett Johansson, Toni Collette e Jessica Biel.

Categoria: Cinema

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18/abr 2012

Não é fácil ser Leonardo DiCaprio

Ele só se ferra…

Leonardo DiCaprio

Saiu  desse Tumblr. Vi no Bracin.

Categoria: Sem categoria

17/abr 2012

Sonho de Consumo XVI – Caixa Los Hermanos em Vinil

Eu preciso!

Los Hermanos em Vinil

No embalo da reativação do grupo carioca Los Hermanos para turnê nacional que festeja os 15 anos da formação da banda e que vai ser iniciada por Recife (PE) em 20 de abril de 2012, a fábrica Polysom produziu e encaixotou reedições em vinil dos cinco álbuns do quarteto. Criada sob a supervisão dos músicos do grupo, a caixa Los Hermanos chega às lojas no fim deste mês de abril de 2012. Os álbuns Bloco do Eu Sozinho (2001), Ventura (2003) e Los Hermanos na Fundição Progresso (2008) foram reeditados em vinil na forma de LP duplo. Já Los Hermanos(1999) e (2005) são reeditados como LP simples. As reedições em vinil dos quatro álbuns de estúdio vão ser comercializadas de forma avulsa. Já o vinil do disco gravado ao vivo em 2007 em show na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro (RJ), vai estar disponível somente na caixa.

Via Mauro Ferreira.

Categoria: Coisinhas, Música, Sonho de Consumo

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16/abr 2012

Porque ouvir Gaby Amarantos

Desde o fim do ano passado que se criou um burburinho em cima do nome de Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará. O título, dado devido ao cover de Single Ladies que lançou a cantora no Brasil, dizem que não faz jus aos dotes da moça. Há quem diga que Gaby é a next big thing da música brasileira para 2012. O fato é que, queira ou não, a partir de hoje você vai ouvir muito o nome (e, é claro, a música) de Gaby Amarantos. A abertura de Cheias de Charme, novela das 19h que estreia esta noite na Globo, tem como tema Ex Mai Love, uma das faixas de Treme, primeiro e aguardado disco de Gaby, produzido por Carlos Eduardo Miranda, o que por si só já é motivo pra ficar de olho na moça.

Gaby Amarantos - Treme

Eu, particularmente, vi e ouvi pouco de Gaby. Sei que muita gente vê a cantora com preconceito, afinal ela é uma representante do tecnobrega paraense, se veste de forma extravagante e se lançou com um (tosco) cover em português de Beyoncé. Mas observo o burburinho com atenção e estou muito curioso pra ver o que vai acontecer após o lançamento de Treme.

A revista Bravo! desse mês traz uma matéria, de José Flávio Júnior, apontando nove motivos para ouvir (e ficar de olho em) Gaby Amarantos. Vamos ver quais são?

1- Gaby está apresentando para o resto do país o tecnobrega, manifestação eletrônica genuinamente amazônica. O estilo irreverente e dançante ganhou ramificações como o tecnomelody e o eletromelody e já desperta a atenção de DJs internacionais.

2- Ela é a ponta-de-lança da cena pop de Belém, a mais interessante do Brasil hoje. Se virar mesmo um ícone nacional, Gaby deve abrir portas para outros nomes da capital paraense, como Felipe Cordeiro, parceiro na roqueira Ela Tá No Ar.

3- A cantora vai além do ritmo que a projetou. Treme inclui o brega clássico Ex Mai Love, escolhido para a abertura da próxima novela das 7 da Globo, e a cúmbia Coração Está em Pedaços, originalmente uma balada de Zezé di Camargo.

4- A direção artística de Treme é de Carlos Eduardo Miranda, a principal antena do pop brasileiro. Ele contou com a colaboração de Féliz Robatto, músico-chave para o resgate da guitarrada (uma lambada instrumental), e do DJ de tecnobrega Waldo Squash.

5- Já uma grande intérprete, Gaby está em plena evolução. Inezita Barroso e Maria Alcina, por exemplo, se derreteram em elogios. Na gravação do álbum solo, a produtora Cyz Zamorano foi fundamental para tirar o melhor do vozeirão de Gaby.

6- Ela joga luz em compositores talentosos, mas poucos conhecidos fora dos domínios paraenses. É o caso de Alípio Martins (1944-1997), de quem Gaby gravou Vem Me Amar. Martins ajudou a popularizar o carimbó e a lambada nos anos 70.

7- A artista canta versos provocadores, como “eu vou samplear, eu vou te roubar”. A passagem está na bem-humorada Xirley, que brinca com o conceito de samplear, utilizar um trecho de uma música, com autorização ou não, para criar outra.o

8- Fernanda Takai participa da faixa Pimenta Com Sal. A cantora do Pato Fu, também de origem amazônica, estrela um belíssimo dueto com Gaby nessa canção escrita pelo poeta roraimense Eliakin Rufino.

9- A intérprete tem a benção de cantoras paraenses veteranas. Fafá de Belém é uma das maiores incentivadoras de Gaby e Dona Onete, a criadora do carimbó chamegado, dá canja em Mestiça, de sua própria autoria, a faixa mais folclórica de Treme.

Acrescento o fato de, a despeito do que pode parecer a princípio, Gaby é uma artista das mais interessantes. Basta ver a entrevista que a cantora deu a Marília Gabriela no começo do ano (Veja: Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4). E, pra terminar, o clipe de Xirley, primeiro single de Treme, que chega às lojas no começo de maio:

Categoria: Jornalismo, Música

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16/abr 2012

Seu garçom, traz uma novidade bem passada, por favor!

Vamos começando as comemorações do primeiro aninho do blog… Pedi para alguns amigos blogueiros escreverem posts especiais para o Fósforo. A Sharon Caleffi, que tem um blog bonzão e já ganhou promoção fosfórica, foi a primeira a entregar o texto bacaníssimo que você lê a partir de agora.

Como vocês já sabem, esse é o mês de aniversário do Fósforo e ele convidou os blogs amigos (eba!) para escrever guest posts. Eu fiquei felicíssima, adoro escrever, adoro o Fósforo e o João é um legítimo cavalheiro, sempre educado e atencioso. Então respondi correndo que sim e me ofereci para escrever sobre uma de duas pessoas que eu adoro: M.I.A. e Millôr. O João acho melhor a M.I.A. e eu comecei:

M.I.A. - Bad Girls“Como boa velhinha, já tenho opinião formada sobre tudo. Já passei da fase de metamorfose ambulante (e talvez ela volte, quem sabe?) e principalmente se o assunto é música, já sei de tudo o que eu gosto, já sei o que não gosto e nem quero ver essa novidade aí que tenho certeza que não faz tremer meu diapasão. Mas aí me surge doutora M.I.A. tocando fogo no barraco. Vocês viram o vídeo novo, não é? Mulherada de véu pilotando perigosamente no deserto quando a Arábia Saudita quer prender mulheres por dirigir. E a fofa (louca e fofa, a M.I.A., toda ela uma contradição) diz que não tem nada a ver com política, só com diversão. Digamos que “Bad Girls” é a “Rock the Casbah” dela. Porque até agora, tudo era política.”

E empaquei. “Tudo era política?” Baralhos… isso vai ser loooongo pra explicar… Então tentei voltar ao Millôr e fiquei três ou quatro horas lendo o site dele. Millôr fala por si mesmo, gente, não tenho nada a acrescentar. Só esperem pra terminar de ler antes de ir lá, senão vocês não voltam mais aqui hoje. Então, sem assunto, falei com João:

“Empaquei, e agora?”
“Te vira, curupira”

Bah.

Então pensei em não ir muito longe no assunto, mas sim no tempo. Falar da coletânea de moçoilas cantantes dos anos 60 “Where the girls are”. São vários discos, mas tem muita coisa no youtube pra ver de grátis. Eu pensei em separar as que eu mais gosto mas são 185 vídeos! Quem é abençoado com internet rápida vai deixando tocar tudo, vale a pena. Muito. Viram só? Quem precisa de novidades, fala sério! Pronto, mais um assunto que acabou.

Hum… o João também fala de cinema… deixa ver. Assisti “The Priest” dia desses. Ruim. Bem ruim. Eu consegui adivinhar TODO o filme antes da metade. Mas tem umas coreografias de luta e fuga que me lembraram o Trio Tempestade do Lo Pan. Lembram deles? Não? Pois o Lo Pan é aquela alma antiga e maligna, o feiticeiro trevoso do “Aventureiros do Bairro Proibido“, meu quarto filme preferido de todos os tempos. Ainda não escolhi os três primeiros, mas deve ter coisa melhor, apesar deste filme ser bárbaro. Por vários motivos, entre eles, o Trio Tempestade: Trovão, Chuva e Relâmpago que são almas malignas mas não tão antigas que controlam as coisas que os nomeiam. Claro que a única coisa que presta nisso tudo é o raio, o trovão é só barulho e a chuva é só água, mas não contem pra eles, não vamos deixá-los tristes. Então que o Raio, claro, o mais foda, passeia pra cima e pra baixo muito estilosamente. E no “The Priest” também tem uma coisa assim. Mas não percam tempo assistindo o Priest, assistam o Aventureiros mais uma vez. Muito mais diversão. A não ser que vocês gostem de adivinhar o enredo dos filmes. E não esqueçam do beholder. Beholders são baiacus espiões voadores cheios de olhos. Sabe aquele seu professor que sempre sabia que você estava fazendo algo errado mesmo sem olhar na sua direção. Pois então. Beholder disfarçado.

Viram só, eu gosto de coisas velhas. Professores, beholders e baiacus estão no mundo muito antes de eu existir.

Tá, outro assunto acabou e eu até poderia finalizar o post por aqui, mas eu tenho que dizer uma coisa, senão eu não sou paranaense: eu sou do Paraná. Nascer do Paraná é uma coisa assim tão legal que todos os paranaenses falam disso o tempo todo. Se você só consegue lembrar de um paranaense agora, é porque ele é o único que você conhece, juro. Se você conhecesse mais, saberia.

E no Paraná, nós temos… literatura paranaense! E um prêmio Jabuti, como não, aliás quatro, ou até mais, mas só posso falar do que li. O fofinho do Domingos Pellegrini pegou dois e o vampiro Dalton e o professor Tezza, um cada um. As histórias do Dalton e do Tezza são mais “universais”, e o Pellegrini também tem livros assim: “O caso da Chácara Chão” poderia ter acontecido em qualquer lugar. Mas alguns contos dele, dos livros “Meninos crescem”, “Sete Pragas” e “Pensão Paraná” são bem paranaenses. Cheios de avós europeus, pés-vermelhos, colônias, posseiros, bugres e crianças, transbordam de nostalgia e mostram minha terrinha. Recomendo fortemente, pra você mostrar pro seu amigo paranaense que sabe mais do Paraná do que ele. Outro cabra da peste destes rincões é o querido Manoel Carlos Karam e suas histórias non sense sobre tudo e nada (vejam mais no jornal Cândido), que encerra o meu post com uma frase boba, mas nem tanto:

“Repolho não pensa, logo não existe.” – Manoel Carlos Karam, um santo.

Filosofem, meus filhos…

Feliz aniversário, Fósforo! Vida longa! Saúde pro João, que o resto se ajeita!

Sharon Caleffi
Sharon Caleffi
escreve sobre livros, crianças e rock na quitandinha.

Categoria: Autor Convidado, Cinema, Livros, Música

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