O Hobbit, de J.R.R. Tolkien [Resenha XXXI]
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“Numa toca no chão vivia um Hobbit”. Essa é não só a primeira frase de O Hobbit, primeiro livro de J.R.R. Tolkien, mas também as palavras que iniciam um dos mais ricos e detalhados universos literários já criados por um escritor. Antes de sequer pensar em escrever a trilogia O Senhor dos Anéis (as duas obras são separadas por quase 20 anos de intervalo), Tolkien apresentou ao mundo os simpáticos hobbits, criaturinhas pacatas de pés grandes e peludos, em uma deliciosa aventura de caça ao tesouro.
O Hobbit se trata de uma aventura em que Bilbo Bolseiro, um simpático hobbit até então avesso a aventuras, que se junta a treze anões e ao mago Gandalf para retomar o tesouro pertencente aos anões, tomado deles muito tempo atrás pelo perigoso dragão Smaug. A partir daí, o inusitado grupo corta a Terra Média, passando por inúmeros percalços e perigos antes de chegar à Montanha Solitária, onde Smaug dorme sobre um inominável tesouro.
Ao contrário de O Senhor dos Anéis, uma saga intrincada e cheia de subtextos, O Hobbit é uma obra de estrutura mais simples, quase formada por episódios separados, em que o grupo encontra uma dificuldade, busca uma fórmula de superá-la e segue em frente, até chegar à etapa seguinte. Mas isso não é um defeito do livro. Mesmo porque vale lembrar que O Hobbit, mesmo tento vários elementos mais inteligíveis pelo público adulto, é um livro originalmente infantil, escrito por Tolkien para distrair os filhos.
Apesar dessa estrutura aparentemente simples, O Hobbit traz uma bela mensagem de amizade e, principalmente, superação. Se Bilbo, no começo, é apenas um simples hobbit sem muitas habilidades ou aparente utilidade na empreitada, logo se mostra uma peça fundamental na aventura e, muitas vezes, a única voz sensata frente à crescente ganância dos anões pelo tesouro.
O Hobbit é um livro divertido, de leitura rápida, mesmo porque é uma obra mais voltada para a ação, e menos descritiva que O Senhor dos Anéis. Vale lembrar que foi o sucesso deste livro, publicado originalmente em 1937, que levou Tolkien a pegar um episódio específico da obra (o encontro de Bilbo com Gollum e a posse do anel) e transformar em uma das mais conhecidas sagas da literatura fantástica.
Tags: J.R.R. Tolkien, O Hobbit







Esse primeiro volume, Senhora da Magia, é anterior mesmo à coroação de Artur como rei da Bretanha, e tem como foco principal a jovem Igraine (mãe de Artur), e sua filha Morgana (irmã do rei). A rivalidade entre a religião pagã, que cultuava a Deusa, e o novo cristianismo, está presente em toda a obra, que vai construindo a personagem Morgana em paralelo à história de Artur.