29/dez 2012

O Hobbit, de J.R.R. Tolkien [Resenha XXX]

“Numa toca no chão vivia um Hobbit”. Essa é não só a primeira frase de O Hobbit, primeiro livro de J.R.R. Tolkien, mas também as palavras que iniciam um dos mais ricos e detalhados universos literários já criados por um escritor. Antes de sequer pensar em escrever a trilogia O Senhor dos Anéis (as duas obras são separadas por quase 20 anos de intervalo), Tolkien apresentou ao mundo os simpáticos hobbits, criaturinhas pacatas de pés grandes e peludos, em uma deliciosa aventura de caça ao tesouro.

O HobbitO Hobbit se trata de uma aventura em que Bilbo Bolseiro, um simpático hobbit até então avesso a aventuras, que se junta a treze anões e ao mago Gandalf para retomar o tesouro pertencente aos anões, tomado deles muito tempo atrás pelo perigoso dragão Smaug. A partir daí, o inusitado grupo corta a Terra Média, passando por inúmeros percalços e perigos antes de chegar à Montanha Solitária, onde Smaug dorme sobre um inominável tesouro.

Ao contrário de O Senhor dos Anéis, uma saga intrincada e cheia de subtextos, O Hobbit é uma obra de estrutura mais simples, quase formada por episódios separados, em que o grupo encontra uma dificuldade, busca uma fórmula de superá-la e segue em frente, até chegar à etapa seguinte. Mas isso não é um defeito do livro. Mesmo porque vale lembrar que O Hobbit, mesmo tento vários elementos mais inteligíveis pelo público adulto, é um livro originalmente infantil, escrito por Tolkien para distrair os filhos.

Apesar dessa estrutura aparentemente simples, O Hobbit traz uma bela mensagem de amizade e, principalmente, superação. Se Bilbo, no começo, é apenas um simples hobbit sem muitas habilidades ou aparente utilidade na empreitada, logo se mostra uma peça fundamental na aventura e, muitas vezes, a única voz sensata frente à crescente ganância dos anões pelo tesouro.

O Hobbit é um livro divertido, de leitura rápida, mesmo porque é uma obra mais voltada para a ação, e menos descritiva que O Senhor dos Anéis. Vale lembrar que foi o sucesso deste livro, publicado originalmente em 1937, que levou Tolkien a pegar um episódio específico da obra (o encontro de Bilbo com Gollum e a posse do anel) e transformar em uma das mais conhecidas sagas da literatura fantástica.

Categoria: Livros, Resenhas

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21/dez 2012

Argo [Crítica XL]

Uma das coisas mais facinantes do cinema é conseguir dar vida a histórias que nunca veríamos fora das telas, criar tramas impossíveis de serem vividas no mundo real. Pois, se isso é verdade, Argo subverte totalmente a lógica. A princípio, a história do terceiro longa dirigido por Ben Affleck é inverossímil, mas o mais impressionante é que, tiradas as pequenas liberdades narrativas, tudo o que acontece ali é a mais pura verdade.

 Argo

Estamos no fim dos anos 70, e após a Revolução Islâmica no Irã, seis americanos estão refugiados na embaixada canadense no país. Em meio a uma grave crise diplomática entre EUA e Irã, o espião da CIA Tony Mendez (Affleck) é convocado para criar um plano de resgate ao grupo. A solução encontrada por Mendez é fingir que está produzindo um filme de ficção científica cujas filmagens se realizariam no Irã, e os refugiados seriam parte da equipe de produção. Mas para que o plano não tenha furos e soe real frente ao governo iraniano, o agente precisa abrir uma produtora, publicar notícias sobre o filme em revistas especializadas, e até organizar uma festa de pré-lançamento com direito a leitura do roteiro do falso longa-metragem. O título do filme? Argo.

Affleck consegue criar em Argo uma história envolvente, daquelas que fazem a gente ficar com a respiração presa por um bom tempo, mesmo já imaginando o que possa acontecer à frente. Ao mesmo tempo, há os momentos de alívio cômico (nada forçados, devo dizer), quando temos em tela os personagens de Alan Arkin e John Goodman, dois figurões de Hollywood responsáveis por, em Los Angeles, dar um ar de realidade ao falso filme. Não é à toa que Argo é um dos francos favoritos a uma penca de indicações (e estatuetas) no Oscar 2013.

 Argo

Ben Affleck se mostra um diretor de mão cheia, fazendo escolhas bem acertadas para contar a história. A fotografia, por exemplo, lembra um filme realizado realmente em 1979 e, em alguns momentos, como que para lembrar-nos que aquilo tudo é verdade, somos apresentados a imagens e sons reais da época, como um discurso do presidente Jimmy Carter, por exemplo. Argo é realmente a prova de que a realidade pode ser mais fantástica que a ficção.

Categoria: Cinema, Críticas

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12/nov 2012

Veja quem linda a performance de “Hopelessly Devoted To You” em Glee

Há muito tempo não vejo Glee, então nem me pergunte a quantas anda a série. Mas vi esse vídeo com a performance do Blaine (Darren Criss), cantando ”Hopelessly Devoted To You” para o Kurt (Chris Colfer), e achei linda demais! Confira:

Categoria: Música, Televisão

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10/nov 2012

A terceira temporada de Shameless chega em janeiro…

…e eu, shame on me, ainda não vi nem a segunda temporada. Shameless é a adaptação americana do seriado britânico de mesmo nome, e é uma das séries mais bacanas que a TV produziu nos últimos tempos.

Shameless

A terceira temporada de Shameless estreia em 13 de janeiro do ano que vem, pelo canal Showtime.

Categoria: Televisão

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09/nov 2012

Saiu o primeiro trailer de Sangue Quente

Já falei bastante aqui sobre Sangue Quente, o livro que traz uma abordagem bem diferente das histórias de zumbis. R é um zumbi que conhece Julie, a garota pela qual ele imediatamente sente uma atração e, a partir daí, começa a se tornar cada vez mais humano. A ideia parece estranha, mas a verdade é que o livro é bem bacana, e tem tudo para virar um filme bom, e diferente.

Eis que temos o primeiro trailer, em que Nicholas Hoult faz o “zumbi limpinho” R e Teresa Palmer encarna Julie. Ainda tem John Malkovich, que é o pai de Julie e, adivinha, é um caçador de zumbis. A direção é de Jonathan Levine (de 50/50). O trailer ficou bem interessante, e parece que o filme vai meio pro lado comédia romântica com um toque de ação. Veja aí:

Categoria: Cinema, Trailers

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08/nov 2012

Jurassic Park vai voltar – e em 3D!

Olha que embasbacante o pôster da versão 3D do clássico/maravilhoso Jurassic Park, que volta aos cinemas no ano que vem:

Jurassic Park 3D

Não consigo nem contar quantas vezes vi esse filme no cinema… e pensar que já se vão 20 anos!

Categoria: Cinema

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08/nov 2012

Eu não desisto!

Eu vivo falhando. Mais do que não-falhando, provavelmente. Sumo. Passo meses sem postar. Não encontro idéias que me convençam para escrever. Atraso as coisas. Procrastino. Me recuso a usar o Facebook direito. Falo merda no Twitter. Não sigo as regras que poderiam me levar a me sair melhor no “jogo”.
Eu sou um fiasco em forma de blogueira.
Venho falhando há seis anos. Sou um fiasco há seis anos.
E mesmo assim, ainda estou aqui. E você ainda está me lendo. Algo devo estar fazendo certo.
Sabe o que é?
Eu não desisto.

O texto aí em cima é um trecho de uma newsletter enviada pela Nospheratt lá pelo meio do ano para os assinantes do Blosque (blog que, aliás, todo blogueiro devia ser obrigado a ler). Eu sei que ela fala sobre si mesma, mas tomei como minhas as palavras dela. E uso o que ela disse como lição.

Sei que o Fósforo anda aquém do que eu gostaria, que tem mil coisas que eu gostaria de falar por aqui mas, por uma ou outra razão, acabo não falando. Sei que as “férias involuntárias” do blog acabaram se arrastando por mais tempo do que eu gostaria, que estou com o Desafio Literário, o Meme Literário e o Projeto Kubrick atrasados. Mas eu não desisto!

E é por isso que a partir de hoje estou de volta à ativa, tentando tirar o atraso, dar uma renovada no ambiente e trazer coisas novas e bacanas para o blog. Você vem comigo?

Categoria: Bastidores

25/out 2012

Fechado para balanço

Entre mil coisas para resolver e merecidas férias, o blog entra em recesso nesse resto de outubro. No retorno, completo minha participação no meme literário da Tábata (antes tarde do que nunca, né?), e coloco em prática outras ideias que estão sendo gestadas para o Fósforo, prometo!

Até a volta!!!

Categoria: Bastidores

19/out 2012

Vamos falar sobre o final de Avenida Brasil?

Não se fala em outra coisa: hoje vai ao ar o último capítulo de Avenida Brasil, novela das 9 da Globo que tem dado o que falar ou, como a própria emissora gosta de falar, a novela que está parando o Brasil.

Exageros à parte, a trama de João Emanuel Carneiro é sim das melhores coisas que têm se visto na TV brasileira. Principalmente pela parte técnica, que trouxe para a telinha um jeito de gravar próprio do cinema, bem realizado, editado como os melhores seriados americanos (há quem diga que Avenida Brasil é o Lost nacional! Menos, bem menos…), com imagens que fazem jus às cada vez melhores resoluções dos televisores à venda no país. Enfim, Avenida Brasil é novela feita usando o que há de melhor na tecnologia de produção de imagens, e isso reflete sim no sucesso da novela, principalmente junto ao público mais jovem.

Avenida Brasil

Por outro lado, Avenida Brasil soube usar com maestria o tal do transmídia. É por isso que não se fala de outra coisa na internet. A imagem congelada do final de cada capítulo, a risada do Nilo, as caras e bocas da Carminha, e até a cantoria da Zezé são comentados com entusiasmo nas redes sociais. É por isso que o público jovem nunca esteve tão ligado em uma novela como agora. E é por isso é que a gente acha que a novela está tendo uma audiência maior do que realmente tem.

Não tiro o mérito da história de Avenida Brasil, mas não acho que, nesse quesito, a novela seja assim tão inovadora. Vilãs que conquistaram o Brasil, como a Carminha, já tivemos várias: a própria antecessora de AB, Fina Estampa, teve a Teresa Cristina de Christiane Torloni. No fundo, no fundo, a novela de João Emanuel não difere muito dos outros folhetins da emissora. Até o batido recurso de “Quem matou…?” foi utilizado. É verdade que o autor soube trabalhar muito bem os ganchos da novela, e construiu uma trama instigante e que gerou interesse.

É por tudo isso que, apesar de não achar que Avenida Brasil seja a salvação das telenovelas, ela mostra como o gênero não está morto, e que, se eu e você vamos parar na frente da TV hoje à noite para ver como termina a briga entre Nina e Carminha, sim, estamos diante de um baita produto da cultura pop, que merece todo o reconhecimento que tem tido.

Categoria: Televisão

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10/out 2012

Vem aí um filme da turma do Charlie Brown

Os desenhos da turma do Charlie Brown estão entre as produções mais bacanas já feitas na TV. Os especiais dos Peanuts de feriados exibidos na TV americana, de Charlie Brown, um garoto meio tímido, meio melancólico, junto de seu cachorro de estimação Snoopy, um beagle cheio de personalidade, e seus amigos, são programas que dão vontade de ver e rever e rever (eu mesmo já publiquei um deles aqui). Por isso mesmo é de se estranhar que os personagens criados pelo cartunista Charles Schulz ainda não tivessem ganhado ainda um longa metragem pra chamar de seu. Pois isso já tem data pra mudar: 25 de novembro de 2015.

Peanuts

Depois de uma longa negociação entre a Fox e os estúdios Blue Sky (de A Era do Gelo), o filme finalmente está com tudo pronto para sair do papel. E a ideia é que a história seja o mais fiel possível às tirinhas dos personagens. Para isso, o roteiro está a cargo de Craig Schulz e Bryan Schulz, filho e neto de Charles Schulz. Craig disse que eles sentiram que finalmente é hora de produzir um longa dos Peanuts, e que eles farão tudo para honrar o legado do pai.

E a data não podia ser mais propícia: além de comemorar os 65 anos das tirinhas de Snoopy e cia, 2015 também marca o cinquentenário de um dos mais populares desenhos dos Peanuts: O Natal de Charlie Brown. Quem estiver ansioso pelo filme levanta a mão! o/

Vi no /Film.

Categoria: Cinema

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