Coisas que me irritam no cinema
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Eu gosto muito de ir ao cinema. Mas muitas vezes sair de casa para assistir a um filme se torna um exercício de paciência. Pessoas porcas, chatas e sem noção estão dominando o mundo, e estão começando pelas salas de cinema. Talvez seja minha rabugice habitual, mas consigo, sem pensar muito, listar uma boa leva de situações que me irritam de verdade no cinema, e quase estragam a experiência de um bom filme. Quer ver?

Escolhendo um lugar
Vira e mexe eu vou ao cinema sozinho. Quando o faço, geralmente é naqueles dias em que a sala está mais vazia, tipo numa terça-feira à tarde. Nada me dá mais nos nervos do que quando, nessas condições, com trocentos e 25 lugares pra escolher, uma pessoa chega e senta do meu lado. Sério, me dá medo! Será que é tão difícil de entender que, quando o cinema está vazio, o melhor a fazer é se distribuir de forma a criar uma distância segura entre todos os presentes. Mas, pior que isso, é quando, mesmo com o cinema vazio, a pessoa escolhe se alojar na cadeira bem em frente à minha (e a probabilidade disso acontecer é diretamente proporcional à altura do indivíduo). Devia ser incluído nas regras exibidas antes do filme que pessoas com mais de 1,80m ou que tenham penteados extravagantes devem se sentar nas últimas fileiras.
Comida para quem precisa
Foi o tempo em que comida de cinema era pipoca e pronto. Hoje em dia tem cachorro-quente, nachos, biscoitos, e se bobear daqui há pouco até churrasco vão servir nas salas de cinema. Vamos combinar uma coisa? Se a comida faz mais barulho que o da pipoca, não foi feita para o cinema (e isso inclui o biscoito de polvilho que já fizeram questão de comer ao meu lado). Se só restam duas gotas de refrigerante no seu copo, não adianta sugar o canudinho loucamente, isso só vai irritar quem está perto de você. E se sua comida tem cheiro, é gordurosa ou potencialmente entornante, fique longe de mim. Certa vez, quis dar uma de moderno e descolado e comprei um desses nachos com molho de cheddar para saborear durante um filme. Não preciso dizer que entornei o cheddar todinho na minha calça. E olha, me dei por satisfeito, viu? Imagina se eu derramo o molho em quem estivesse do lado? Foi um sinal de Deus para me ensinar a não fazer aquilo nunca mais.
Brincando de estátua
Será que é tão difícil ficar paradinho por duas horas? Será que você precisa mesmo se levantar para ir ao banheiro três vezes durante um filme? Tudo bem, eu sei que quando a vontade chega, ela chega, mas se você sabe que é do tipo que tem a bexiga inquieta, sente-se ao lado do corredor, para não incomodar ninguém quando se levantar no meio do filme. E se você tem síndrome das pernas inquietas, controle-se e, pelo menos, tente não chutar a cadeira da frente.
Controle suas crianças
Vou parecer rabugento com essa, mas será que é tão difícil controlar uma criança durante um filme? Aliás, vamos começar não levando crianças para ver filmes de adultos, né, minha gente! A criança fica impaciente, chora, grita, esperneia, e isso ainda é melhor do que quando ela se interessa pelo filme. Já perdi a conta de quantas vezes fiquei perto de um pai ou mãe que teve que ler em voz alta todas as legendas para o filho, ou explicar cada pedacinho do filme. Pior foi quando sentei perto de uma garotinha que estava vendo o filme pela tromblongésima vez, e fazia questão de mostrar isso, contando cada cena e repetindo cada fala, ANTES que ela fosse dita na tela.
No spoiler, please
Esse talvez seja o pior problema. A situação é clássica. Veja o vídeo abaixo e me diz se você nunca passou por algo parecido:
Isso aconteceu comigo quando fui assistir Titanic no cinema. A fila estava virando o quarteirão, e um casal passou despreocupadamente perto de mim, a garota com os olhos marejados, lamentando em alto e bom som a morte do Leonardo DiCaprio. Ou pior, conheço quem tenha ido ver O Sexto Sentido e visto um grupo de adolescente saindo da sessão anterior gritando de surpresa pelo fato do Bruce Willis ser um morto (oops, continua sendo spoiler 12 anos depois?). Por isso, não comente o filme enquanto sai da sessão. Se o fim do filme foi assim tão surpreendente, fique dentro da sala até que a expressão de espanto suma do seu rosto.
Mas ainda tem um tipo mais irritante de spoiler, que é o spoiler involuntário. É aquele sujeito que passa o filme todo dizendo “aposto que vai acontecer isso”, “esse cara é o assassino”, “quer ver que eles vão ficar juntos?”. Sério, não tente ficar adivinhando o que vai acontecer a seguir. Se eu quisesse ouvir adivinhações eu ia à cartomante. E nem sei se irrita mais quando a pessoa acerta ou quando erra pateticamente os acontecimentos.
Vamos falar de barulho
Eu estaria sendo imensamente hipócrita se eu condenasse as conversas dentro do cinema. Eu mesmo sou do tipo que faz um ou outro comentário durante o filme (menos quando vou ao cinema sozinho, que fique claro!). Sei que isso incomoda algumas pessoas, e que é uma atitude condenável. Mas essa minha confissão não te dá o direito de rir alto e de forma vergonhosa, gritar, nem de deixar seu celular ligado no volume máximo, muito menos de atendê-lo durante o filme. E isso inclui enviar torpedos, OK? Eles podem não fazer barulho, mas basta um celular com a tela acesa para iluminar o espaço de umas 5 poltronas. E nem preciso falar sobre dormir e roncar durante a projeção. Estamos combinados?
Não seja porco
Não é nem que me irrita, é questão de educação mesmo. Quando sair da sala, leve com você todo o lixo que você produziu durante o filme, e jogue-o no lugar apropriado. Não emporcalhe o seu assento jogando pipoca por todos os lados, a coisa mais feia que há é aquele chão cheio de pipoca pisada. E, por favor, leve a sério aquela orientação de não colocar os pés na poltrona da frente. Já tomei um baita susto quando fui pegar meu refrigerante durante um filme e dei de cara com um pé só de meia repousando no braço da minha poltrona.
Seguindo as orientações deste post, acho que você não corre o risco de terminar como a Brenda, do primeiro Todo Mundo Em Pânico. Veja a cena em que ela faz quase tudo o que irrita qualquer pessoa numa sala de cinema:
Categoria: Cinema





Motivos pessoais à parte, a verdade é que o 





