20/out 2011

O Meme Literário de Um Mês – Dia 20

20– Você gosta de poesias?
Qual o seu poeta ou poema favorito?

Shame on me! Não sei absolutamente nada sobre poesia, não leio poesia, não conheço nenhum autor de poesia fora aqueles que somos obrigados a conhecer no colegial, e devo dizer que a última vez que li um poema foi quando estudei para meu segundo vestibular (e já se vão quase dez anos).

Não vou dizer categoricamente que não gosto de poesias, não é nem o caso. Eu simplesmente não sei nada sobre, e sempre tive preguiça de correr atrás de conhecer.

Para não dizer que não tenho uma poesia favorita, vou citar uma das poucas que me lembro ter gostado quando li no colégio. Tive que recorrer ao Google para lembrar que é de Camões o poema Menina dos olhos verdes. Quando li no colégio, achei o máximo o mote criado por Camões, de que a mulher não merecia os olhos verdes que possuía, já que verde é a cor da esperança, e ela não dava a mínima esperança pro pobre poeta. Leia um pedaço:

Menina dos olhos verdes,
porque me não vedes?
Eles verdes são,
e têm por usança
na cor, esperança
e nas obras, não.
Vossa condição
não é d’olhos verdes,
porque não me vedes.

Fala sério! Nunca achei que fosse citar poesia aqui no blog. Só o meme literário mesmo…

Este post faz parte do Meme Literário de Um Mês 2011, proposto pelo blog Happy Batatinha. Participe, e leia os outros posts que fiz para o projeto.

Categoria: Livros

Tags: ,

19/out 2011

O clipe mais fofo da cidade

Confesso que nunca tinha ouvido falar na banda Hidrocor até ver esse clipe da música Ma Cherie. E que canção fofa! Como uma boa canção fofa, ela ganhou um clipe mais fofo ainda.

A história é a seguinte: Marcelo Perdido, vocalista da banda, viajou em lua-de-mel com a esposa, Fernanda Vidal, para Paris. Lá, ele usou os bonequinhos do bolo de casamento dos dois para criar esse clipe gracioso, com uma vibe meio anão de jardim da Amélie Poulain. É uma graça, e a música é linda. Veja:

Ma Cherie vai estar no primeiro álbum da Hidrocor, Edifício Bambi, que será lançado em novembro.

Categoria: Clipes, Música

Tags: ,

19/out 2011

Eu vlogo, tu vlogas…

Me avisaram, me disseram que viciava, que não era pra eu entrar nessa vida, mas mesmo assim fiz meu primeiro vídeo aqui para o blog no domingo passado, você viu. E não é que o negócio vicia mesmo?

A história toda começou com a Tatiana. Ela faz uns vídeos muito bons no canal dela no You Tube. Meninos, não se assustem com os vídeos sobre maquiagens e produtos de beleza. Pulem esses, e concentrem-se nos vídeos sobre literatura, que são muito bons. E aí a Juliana conheceu o canal, se apaixonou pelos vídeos e resolveu fazer os dela também, e criou um canal no You Tube pra isso. A gente chegou até a gravar um vídeo juntos, mas não ficou muito bom, e acabamos não publicando.

Bom, a Juliana vinha insistindo para que eu me aventurasse na vlogagem também, mas o empurrão veio quando assisti os vídeos da Patrícia (que também tem um blog), falando sobre os DVDs de seriado dela. Era o que faltava para eu fazer meu primeiro vídeo.

Fazer um post em vídeo é bem diferente de fazer um post escrito. No vídeo você fala mais livremente, sem muita autocensura, porque depois que as palavras saíram, não dá pra cortar (até dá, mas a ideia é deixar as palavras fluirem). O texto no papel é mais cuidadoso, você corta uma palavra, uma frase, muda um trecho de lugar, vai polindo as ideias, editando o texto de forma não-linear. O vídeo é mais espontâneo, porque não tem roteiro, é mais um bate-papo. Duas formas diferentes de se expressar, sem dúvida, as duas bem válidas e gostosas de fazer.

Com a estreia dos vídeos por aqui, dou mais um passo rumo a um objetivo claro que tenho com esse blog: ser uma mistura saudável de espaço pessoal com veículo sobre cultura pop. Acredito que cada vez mais tenho achado um meio-termo, apesar de ainda precisar evoluir um pouco nesse sentido. O meme literário e, agora, o vlog, tem ajudado muito nesse objetivo.

Sobre os vídeos, não vou definir uma periodicidade, mas acredito que nesse princípio eles sairão mais amiúde, mas logo devo estabilizar em algo do tipo um por semana. Se você não curte assistir aos vídeos, fique à vontade para passar batido por eles, o blog segue com sua programação normal. Já gravei um segundo, falando sobre as séries do fall season às quais assisti. Não acho que ficou tão bom quanto o primeiro (me enrolei com o excesso de informações), mas dá pro gasto. Foi um vídeo mais difícil de fazer, muita informação em pouco tempo, mas eu tava sentindo que ia acabar não escrevendo sobre isso, e foi mais fácil fazer nesse formato. Até o fim da semana o publico.

Categoria: Vlog

19/out 2011

O Meme Literário de Um Mês – Dia 19

19– Qual é o livro que você leu, gostou e recomenda para todo mundo ler também?

Sem dúvidas, Cem Anos de Solidão. Já falei sobre ele aqui, quando disse que gostaria de visitar Macondo. Li esse livro pela primeira vez com uns 14 anos, e depois disso repeti a leitura várias vezes. A obra de Gabriel García Márquez é cheia de fatos que ultrapassam o possível, mas antes que se perceba, a gente já comprou o realismo fantástico do livro e fica louco pra fazer parte daquele universo e, quem sabe, conhecer a família Buendía. A impressão que temos é que estamos ouvindo aquelas histórias que nossos avós contam, jurando de pé junto que são verdadeiras, sobre nossos antepassados.

Cem Anos de SolidãoO livro acompanha a história dos Buendía na fictícia Macondo, passando por várias gerações de uma família que começa com um casamento entre primos. O medo de José Arcadio e Úrsula, por conta disso, é ter um filho com rabo de porco, o que não acontece. No entanto, os Buendía têm uma propensão quase genética à solidão.

Durante o livro vários episódios fantásticos vão se sucedendo à medida em que avançam as gerações. Assim, temos por exemplo o cigano Melquíades, que morre e ressuscita várias vezes durante a obra, ou um surto de perda de memória que acomete toda a população de Macondo. É nesse universo que  livro se desenvolve, até o último Buendía.

Sempre indico esse livro, que é fácil um dos meus favoritos, e já presenteei para amigos mais de uma vez. Acredito que, se tivesse que escolher um livro apenas para ler e reler, seria este. Chega a ser uma vergonha o fato de eu não ter uma edição decente dele. A minha é daquelas que saíram em uma coleção veiculada por um jornal. Eu queria mesmo é essa da imagem que ilustra o post.

Ah, uma última dica: leia o livro com uma folha de papel à mão, para ir desenhando a árvore genealógica dos Buendía. É fácil se perder no meio de tanta gente, principalmente porque vários deles têm o mesmo nome.

Este post faz parte do Meme Literário de Um Mês 2011, proposto pelo blog Happy Batatinha. Participe, e leia os outros posts que fiz para o projeto.

Categoria: Livros

Tags: , ,

18/out 2011

Os Três Mosqueteiros [Crítica XVII]

Devo confessar que foi meio a contragosto que fui assistir a essa nova versão de Os Três Mosqueteiros. Sempre tive uma birra, sabe-se lá o motivo, da história criada por Alexandre Dumas e, por isso mesmo, pouco sei sobre ela. Preconceito bobo, eu sei, mas fazer o quê?

Dito isso, admito que me diverti mais com Os Três Mosqueteiros 3D do que eu imaginava que fosse  capaz. Não que o longa seja uma maravilha. Pelo contrário. Não o veria de novo nem em um milhão de anos, mas ele serviu para encher aquelas quase duas horas.

Os Três Mosqueteiros

Na trama, o jovem D’Artagnan (Logan Lerman), sedento por aventuras, se muda para Paris, onde se envolve em conflito com Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Luke Evans), os três mosqueteiros, e logo se torna um deles (nunca entendi porque se chama Os Três, e não Os Quatro, Mosqueteiros). A partir daí eles entram em uma aventura para recuperar um colar da rainha (Juno Temple), roubado pela bela Milady de Winter (Milla Jovovich) para provocar uma guerra entre França e Inglaterra. O plano é orquestrado pelo malévolo Cardeal Richelieu (Christoph Waltz), de forma a incriminar o Duque de Buckingham (Orlando Bloom) e enfraquecer o mimado e frívolo Rei Louis XIII (Freddie Fox).

Os Três Mosqueteiros

Na verdade, a história não importa muito. Tudo aqui foi feito para servir de pano de fundo das exageradas batalhas e cenas de ação inverossímeis criadas pelo diretor Paul W. S. Anderson (de Resident Evil), um megalomaníaco de marca maior. Se o filme todo evoca Piratas do Caribe, as cenas de ação (especialmente aquelas com a Milady de Jovovich) remetem a Matrix. Os diálogos são recheados de passagens com acento cômico (mas que não têm muita graça). O filme todo tem um tom meio de não se levar a sério, e acredito que quem é fã de verdade da obra de Dumas não vai gostar muito. Nesse ponto, saí em vantagem.

Os efeitos em 3D estranhamente não incomodaram, mas também não passam de umas espadas apontadas para o público. Acho que o filme podia passar sem isso, ainda mais que os cenários são muito bonitos e mereciam ser vistos com todo o brilho que os óculos 3D não proporcionam.

Os Três Mosqueteiros

Em resumo, Os Três Mosqueteiros serve sim como entretenimento, não é daqueles filmes que dê vontade de largar na metade. Mas quando chega o final, a gente descobre que ele também não acrescentou nada de bom.

Categoria: Cinema, Críticas

Tags: , , , , , , , , ,

18/out 2011

Ei, ei! Você se lembra do The Ting Tings?

Pra você ver como são as coisas… Ontem eu assistia a um filme absurdamente ridículo, que nem sei porque resolvi ver, sobre dois garotos que resolvem virar cheerleaders só para serem os único homens em um acampamento com 300 mulheres (Fired Up, e me recuso a dizer o título em português), e uma das poucas coisas que me chamou a atenção no filme foi a trilha sonora, que tinha, entre outras pérolas pop, That’s Not My Name, do duo The Ting Tings. Deu uma saudade danada do álbum deles, We Started Nothing, e coloquei como tarefa para mim mesmo hoje voltar a ouví-lo.

Eis que a dupla resolve, sem muito alarde, justo hoje, divulgar um novo clipe, de uma nova música, que vai estar no novo álbum deles, ainda sem data a ser lançado, em algum momento de 2012. Ela se chama Hang It Up, é bem delicinha, mas não se compara às melhores de We Started Nothing. É claro que é melhor do que aquela bomba, Hands, que eles chegaram a divulgar como carro-chefe do novo disco, mas acabaram desistindo, talvez graças à receopção xoxa que a música teve.

Hang It Up é bem anos 90, e até emula um pouco de Beastie Boys. O clipe foi gravado em uma pista de skate na Espanha, e quando a música começou, eu podia jurar que as três notas do riffzinho inicial saíram de Smells Like Teen Spirit. Ouça aí:

Categoria: Clipes, Música

Tags:

18/out 2011

Mama, i’m in love with a criminal

Numa semana de bons clipes sendo lançados, saiu mais um: Criminal, a melhor música do último disco de Britney Spears ganhou um vídeo sacana e safadinho. Dê um play aí embaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=aPEBs7ejuaw

Categoria: Clipes, Música

Tags:

18/out 2011

O Meme Literário de Um Mês – Dia 18

18– Você lê livros que não são para sua idade?
Como livros infanto-juvenis ou YA para quem é adulto, ou livros adultos para quem é adolescente.

Não tenho preconceito. Se o livro for bom e eu tiver vontade, leio, mesmo que seja infanto-juvenil. Mas pra falar a verdade é muito raro eu ler um livro que não seja voltado para o público adulto. Apesar disso, um dos livros que tem feito a minha cabeça atualmente é da série Jovens Leitores da Rocco, que é Jogos Vorazes. Não tinha me ligado nisso até ver o primeiro livro na prateleira infanto-juvenil em uma livraria.

Não tinha me ligado nisso, até pelo nível de violência dos livros da série. Mas isso é só uma prova que não é só porque o público-alvo de um livro não é o adulto que ele não possa ser lido por adultos.

Este post faz parte do Meme Literário de Um Mês 2011, proposto pelo blog Happy Batatinha. Participe, e leia os outros posts que fiz para o projeto.

Categoria: Livros

Tags: ,

17/out 2011

Em chamas, de Suzanne Collins [Resenha VII]

Atenção!!! Este post contém spoilers, se você ainda não leu Jogos Vorazes, o primeiro livro da trilogia de Suzanne Collins. Para saber mais sobre Jogos Vorazes e o primeiro livro, conheça a série e leia meu texto sobre o livro um.

Em ChamasQualquer pessoa que acompanhe minimamente esse blog, deve saber o quanto eu me empolguei com Jogos Vorazes, e como estou ansioso pela adaptação cinematográfica do primeiro livro. Por isso, não chega a surpreender o fato de que, assim que recebi meu exemplar de Em Chamas, no começo da semana, acabei passando-o na frente de tudo o que tinha pra ler, dando cabo da leitura em menos de três dias.

Quando o primeiro livro terminou, Katniss e Peeta haviam se sagrado os grandes campeões dos Jogos Vorazes, graças a uma manobra de última hora de Katniss. Tudo parecia muito bom, agora que os dois ganharam os jogos e, portanto, ficaram ricos e famosos. No entanto, a forma como tudo aconteceu não deixou a Capital nada satisfeita, já que Katniss pregou uma peça nos idealizadores dos jogos e lançou uma fagulha de rebelião nos distritos.

E é assim que começa Em Chamas. Katniss e Peeta agora moram na Aldeia dos Vitoriosos, e estão prestes a sair em viagem pelos distritos, na chamada Turnê da Vitória. Porém, além de ter que administrar o triângulo amoroso com Gale e Peeta, ela terá problemas maiores pela frente: uma visita do presidente de Panem em pessoa lembra Katniss que a Capital não está nada satisfeita com ela, e que a única maneira de salvar a si mesma, seus familiares e amigos é provar para todos que tudo o que ela fez foi por amor a Peeta.

Mas a grande reviravolta do livro é quando Katniss e Peeta se vêem obrigados a participar novamente dos Jogos Vorazes, e agora há muito mais em jogo do que da última vez em que eles pisaram na Arena (esse acontecimento, apesar de se passar já lá pela metade do livro, não acho que seja um spoiler, já que a própria sinopse oficial de Em Chamas já entrega esta informação).

Katniss

Confesso que, apesar de toda a empolgação, peguei Em Chamas para ler com um pouco de receio. Temia que ele pudesse macular a série, depois da perfeição do primeiro livro, ou que a ideia de mandar Katniss novamente para os Jogos Vorazes fosse meio forçada, só para encher mais um volume. Mas a verdade é que eu logo vi que não precisava me preocupar com isso, tanto que acho difícil até dizer qual dos dois livros é o melhor.

Em Chamas me fez passar quase duas noites inteiras em claro. Nunca vi um livro com cliffhangers tão bons no final dos capítulos, que ao mesmo tempo me impediam de interromper a leitura, mas ao mesmo temp me faziam parar por alguns segundos ou até mesmo voltar a ler um parágrafo, só para digerir as informações.

Enfim, Suzanne Collins conseguiu criar outro livro arrebatador, daqueles de perder o fôlego lendo, cheio de reviravoltas e situações extremas. E o final, ah, o final, é quase um soco no estômago que vai te deixar subindo pelas paredes para ler o fim da trilogia. E que venha A Esperança!

Categoria: Livros, Resenhas

Tags: ,

17/out 2011

O Meme Literário de Um Mês – Dia 17

17– Cite um livro que você achou que iria gostar e acabou não gostando.
Fale sobre ele.

Miranda JulyMiranda July é uma artista comentada. Ela fez filmes bem falados, e seu primeiro livro é este É Claro que Você Sabe do que Estou Falando. Com esse título mais que chamativo e a chancela de muita gente boa, eu e a Juliana resolvemos comprar o livro e fazer uma espécie de clube de  leitura. Nem eu e nem ela conseguimos chegar ao fim dos 16 contos, e abandonamos sumariamente o empreendimento. Uma decepção e tanto.

Alguns contos até são interessantes, como A Equipe de Natação, em que uma ex-professora de natação resolve dar aulas para um grupo de idosos, em um lugar onde não há mar e nem piscina (!), dentro de um apartamento (!!), usando tigelas de água (!!!). Dá para rir, apesar de causar certa vergonha alheia.

O que me incomodou um pouco foi o uso forçado do sexo em vários contos, como se o objetivo fosse simplesmente chocar, e o fato das narradoras (sim, todos os contos têm narradoras, no feminino) não causarem muita simpatia com o leitor.

No fim das contas achei a leitura cansativa e acabei largando o livro antes de chegar sequer ao décimo conto. Inclusive já incluí o volume na lista de bota-fora da última arrumação que fiz na minha estante, nesse fim-de-semana. Mas se você se interessou, no UOL dá para ler o primeiro conto do livro, chamado O Quintal Compartilhado.

Este post faz parte do Meme Literário de Um Mês 2011, proposto pelo blog Happy Batatinha. Participe, e leia os outros posts que fiz para o projeto.

Categoria: Livros

Tags: , ,

Página 4 de 9« Primeira...23456...Última »

Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons.
Fósforo. © 2011 www.fosforo.blog.br