Attack the Block
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Attack the Block é daqueles filmes que subvertem a ordem de um gênero em nome de diversão das boas. Assim como Zumbilândia transformou o que poderia ser um simples filme de zumbi em uma experiência inesquecível, o longa inglês vai fazer você repensar seus conceitos sobre filmes de ETs.

A história começa quando um grupo de adolescentes assalta Sam, uma jovem enfermeira (Jodie Whittaker) em uma vizinhança barra-pesada de Londres. A gangue em questão se faz de malvada, mas são todos meio desastrados, com exceção do líder, Moses (John Boyega). Quando o roubo a Sam é frustrado por uma espécie de asteróide que cai do céu, os garotos descobrem se tratar de uma criatura estranha, que Moses faz questão de matar a pauladas. Na tentativa de entender que criatura é aquela, eles a levam para Roy (Nick Frost), um traficante de drogas que vê muito Animal Planet. Quando, da janela do prédio, o grupo vê que mais e mais asteróides estão caindo do céu, eles não têm dúvidas: juntam todas as armas que têm em mãos e vão à caça dos alienígenas. O que eles não sabem é que ELES são a caça.
Sem nenhum grande nome conhecido no elenco, à exceção de Nick Frost, mesmo o diretor e roteirista de Attack the Block é um estreante: Joe Cornish é também roteirista do filme As Aventuras de Tin Tin, de Spielberg, que estreia no ano que vem. Mas a falta de experiência não o impede de fazer bonito. A ideia de limitar o espaço do filme a um grande edifício de periferia e a vizinhança ao seu redor só dá mais charme à produção, e faz com tenhamos grande simpatia pelos personagens. O design das criaturas espaciais também se destaca: espécies de monstros totalmente pretos, onde só dá para identificar os dentes, azuis fosforecentes. Impossível não comparar o clima do longa com o já citado Zumbilândia, ou numa referência que deve agradar mais aos entusiastas dos anos 80, dizer que Attack the Block é algo como o Gremlins do século XXI. Só que mais sacana e menos inocente.

Produzido de maneira simples, com baixo orçamento, mas nem por isso tosco, Attack the Block é tudo o que um filme de terror de monstros precisa ser: sem excesso de tecnologia e CGI, cheio de ação para tirar o fôlegoo, bons personagens para a gente torcer e com uns sustinhos básicos, porque ninguém é de ferro. Mas, acima de tudo, extremamente divertido. Pena que o longa, que estreou lá fora em maio, não deu e nem parece que vai dar as caras por aqui.
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É estúpida e desnecessária a estratégia de vender o filme como real, o que se reflete nas imagens, que simulam super 8 e 16mm, nos irritantes cortes e “defeitos” nas cenas, nos ruídos e cortes abruptos que mais tiram o foco da história do que ajudam na narrativa. E vamos ser sinceros, ninguém mais acredita que aquilo realmente tem alguma chance de ser verdade.

O tal Guia do título é um livro que conta tudo o que é preciso saber para ser um mochileiro que viaja pela galáxia. Assim, nele dá pra descobrir que o item mais importante a se levar consigo a uma viagem pelo Universo é uma toalha, que os humanos são somente a terceira raça mais inteligente da Terra (já desconfiava que os golfinhos eram mesmo superdotados), e que os vogons, uma das raças mais detestáveis da Galáxia, usam a poesia como arma.
Outro dia falei sobre o 