09/set 2011

Attack the Block [Crítica XIV]

Attack the Block é daqueles filmes que subvertem a ordem de um gênero em nome de diversão das boas. Assim como Zumbilândia transformou o que poderia ser um simples filme de zumbi em uma experiência inesquecível, o longa inglês vai fazer você repensar seus conceitos sobre filmes de ETs.

Attack The Block

A história começa quando um grupo de adolescentes assalta Sam, uma jovem enfermeira (Jodie Whittaker) em uma vizinhança barra-pesada de Londres. A gangue em questão se faz de malvada, mas são todos meio desastrados, com exceção do líder, Moses (John Boyega). Quando o roubo a Sam é frustrado por uma espécie de asteróide que cai do céu, os garotos descobrem se tratar de uma criatura estranha, que Moses faz questão de matar a pauladas. Na tentativa de entender que criatura é aquela, eles a levam para Roy (Nick Frost), um traficante de drogas que vê muito Animal Planet. Quando, da janela do prédio, o grupo vê que mais e mais asteróides estão caindo do céu, eles não têm dúvidas: juntam todas as armas que têm em mãos e vão à caça dos alienígenas. O que eles não sabem é que ELES são a caça.

Sem nenhum grande nome conhecido no elenco, à exceção de Nick Frost, mesmo o diretor e roteirista de Attack the Block é um estreante: Joe Cornish é também roteirista do filme As Aventuras de Tin Tin, de Spielberg, que estreia no ano que vem. Mas a falta de experiência não o impede de fazer bonito. A ideia de limitar o espaço do filme a um grande edifício de periferia e a vizinhança ao seu redor só dá mais charme à produção, e faz com tenhamos grande simpatia pelos personagens. O design das criaturas espaciais também se destaca: espécies de monstros totalmente pretos, onde só dá para identificar os dentes, azuis fosforecentes. Impossível não comparar o clima do longa com o já citado Zumbilândia, ou numa referência que deve agradar mais aos entusiastas dos anos 80, dizer que Attack the Block é algo como o Gremlins do século XXI. Só que mais sacana e menos inocente.

Attack The Block

Produzido de maneira simples, com baixo orçamento, mas nem por isso tosco, Attack the Block é tudo o que um filme de terror de monstros precisa ser: sem excesso de tecnologia e CGI, cheio de ação para tirar o fôlegoo, bons personagens para a gente torcer e com uns sustinhos básicos, porque ninguém é de ferro. Mas, acima de tudo, extremamente divertido. Pena que o longa, que estreou lá fora em maio, não deu e nem parece que vai dar as caras por aqui.

Categoria: Cinema, Críticas

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08/set 2011

Sonho de Consumo XI – Tênis do Caco, O Sapo

Olha que foda esse tênis que a Adidas criou para aproveiter o hype sobre o novo filmes dos Muppets. É um tênis inspirado no personagem Caco, o Sapo Kermit, the Frog.

Adidas Kermit

Daqui.

Categoria: Coisinhas, Sonho de Consumo

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08/set 2011

Remix fofo de Shine Yellow, da Mallu Magalhães

Enquanto não sai o disco novo da garota “ame-a ou odeie-a”, vale a pena ouvir esse remix fofo de uma das músicas mais bacanas dela, Shine Yellow. A autoria é do DeepLick. Ouça:

Vi no Matias.

Categoria: Música

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08/set 2011

Em Jerusalém, Roberto Carlos faz show religioso e “atrevido”

Da Folha de hoje, texto disponível apenas para assinantes do jornal:

Roberto Carlos decidiu inovar, ou se atrever, como disse, no show que fez para 5.000 pessoas na noite de ontem, no anfiteatro Sultan’s Pool, em Jerusalém.

Mesmo abrindo de forma costumeira, com “Emoções”, o que se seguiu foi de grande ousadia para o cantor que tem 50 anos de carreira. De terno creme e camisa branca, às 20h40 o Rei subiu ao palco que reproduzia a Cidade Velha de Jerusalém, com uma mesquita, igrejas e o muro das Lamentações. “A Jerusalém, minha reverência!”, saudou. Entoou sucessos como “O Portão”, “Como É Grande o Meu Amor por Você”, “Além do Horizonte” e “Como Vai Você?”.

E decidiu gastar o seu inglês. E também o espanhol, inglês e italiano de uma tacada só em “Detalhes”, no que chamou de “um momento delicado”, pois nunca havia cantado em tantos idiomas. Além disso, o fez ao violão. Junto a sua banda, uma novidade: uma orquestra de cordas com 12 músicos locais. O público gritava “Ei, ei, ei, Roberto é nosso Rei”. Bandeiras do Brasil e cartazes com os dizeres “Roberto, Shalom!”, “Shalom Bahia” e “Longa vida ao Rei”-este, em inglês- eram vistos na arquibancada, ao fundo.

O Rei inovou no repertório com “Eu Sei que Vou Te Amar”, com direito a recitar “Soneto da Fidelidade”, de Vinicius de Moraes. E, para homenagear o Dia da Independência brasileira, cantou “Aquarela do Brasil”. Depois, desculpou-se pelo “atrevimento” de interpretar, em italiano, “Caruso”, de Lucio Dalla. “É para quem canta alto, como Pavarotti e o Zezé Di Camargo. Mas me atrevi a cantar do meu jeito.”

Em uma parte mais religiosa, com discurso da apresentadora Gloria Maria, da Globo, sobre o Monte das Oliveiras, “local onde Jesus derramou suor e sangue”, o Rei levou a plateia às lágrimas com “Ave Maria”, em italiano.
Depois, com a ajuda de um coral local, cantou metade da letra de “Jerusalém de Ouro” em hebraico. Foi aplaudido de pé. “Sei que foi um atrevimento muito grande.”

Mas esta ainda não seria sua cartada final. Depois de anos cantando “Se o bem e o bem existem”, em “É Preciso Saber Viver”, ele decidiu cantar o verso original, com a palavra “mal”. Encerrou a apresentação com a já esperada “Jesus Cristo” e distribuiu rosas ao público. “Obrigado por essa noite. Obrigado, Jerusalém! Amém!”, se despediu.

É normal eu estar ansioso para ver isso? O show vai virar CD e DVD no fim do ano, mas antes disso será exibido neste sábado, 10/09, na Globo.

Categoria: Música

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07/set 2011

Todas as séries da Fall Season 2011/2012

Oficialmente, a temporada de estreias da TV americana começa de verdade no próximo dia 19. Mas a partir da semana que vem já tem várias séries voltando à ativa ou estreiando. Por isso fique ligado nesse calendário aqui embaixo e anote na sua agenda para não perder o retorno do seu seriado favorito. Com asterisco estão as séries novas.

Fall Season 2011

Terça-Feira, dia 13 de setembro
90210 (CW)
Ringer (CW) *
Parenthood (NBC)

Quarta-Feira, dia 14 de setembro
Survivor (CBS)
America’s Next Top Model (CW)
Up All Night (NBC) *
Free Agents (NBC) *

Quinta-Feira, dia 15 de setembro
The Vampire Diaries (CW)
The Secret Circle (CW)
It’s Always Sunny in Philadelphia (FX)
Archer (FX)

Segunda-Feira, dia 19 de Setembro
Dancing with the Stars (ABC)
How I Met Your Mother (CBS)
The Sing-Off (NBC)
Two and a Half Men (CBS)
2 Broke Girls (CBS) *
Castle (ABC)
Hawaii Five-0 (CBS)
The PlayBoy Club (NBC) *

Terça-Feira, dia 20 de setembro
The Biggest Loser (NBC)
NCIS (CBS)
Dancing with the Stars the Results Show (ABC)
NCIS: Los Angeles (CBS)
New Girl (FOX) *
Raising Hope (FOX)
Body of Proof (ABC)
Unforgettable (CBS) *
Workaholics (Comedy Central)

Quarta-Feira, dia 21 de setembro
The Middle (ABC)
The X Factor (FOX) *
Criminal Minds (CBS)
Harry’s Law (NBC)
Modern Family (ABC)
CSI (CBS)
Law & Order: Special Victims Unit (NBC)
Revenge (ABC)

Quinta-Feira, dia 22 de setembro
The Big Bang Theory (CBS)
Charlie’s Angels (ABC) *
Community (NBC)
Parks and Recreation (NBC)
Grey’s Anatomy (ABC)
The Office (NBC)
Person of Interest (CBS) *
Whitney (NBC) *
The Mentalist (CBS)
Prime Suspect (NBC) *

Sexta-Feira, dia 23 de setembro
A Gifted Man (CBS) *
Kitchen Nightmares (FOX)
Nikita (CW)
CSI: NY (CBS)
Fringe (FOX)
Supernatural (CW)
Blue Bloods (CBS)

Sábado, dia 24 de setembro
Rules of Engagement (CBS)

Domingo, dia 25 de setembro
The Amazing Race (CBS)
The Simpsons (FOX)
The Cleveland Show (FOX)
Boardwalk Empire (HBO)
Desperate Housewives (ABC)
Family Guy (FOX)
The Good Wife (CBS)
American Dad (FOX)
CSI: Miami (CBS)
Pan Am (ABC) *

Segunda-Feira, dia 26 de Setembro
Gossip Girl (CW)
Terra Nova (FOX) *
Hart of Dixie (CW) *
Mike & Molly (CBS)

Quarta-Feira, dia 28 de setembro
Suburgatory (ABC) *
Happy Endings (ABC)

Quinta-Feira, dia 29 de setembro
How To Be A Gentleman (CBS) *
Private Practice (ABC)

Domingo, dia 2 de outubro
Dexter (Showtime)
Homeland (Showtime) *
Hung (HBO)
How to Make It in America (HBO)

Segunda-Feira, dia 3 de outubro
House (FOX)

Quarta-Feira, dia 5 de outubro
American Horror Story (FX) *
South Park (Comedy Central)

Quinta-Feira, dia 6 de outubro
The League (FX)

Segunda-Feira, dia 10 de outubro
Bored to Death (HBO)
Enlightened (HBO) *

Terça-Feira, dia 11 de outubro
Last Man Standing (ABC) *

Quarta-Feira, dia 12 de outubro
Psych (USA)

Domingo, dia 16 de outubro
The Walking Dead (AMC)

Terça-Feira, dia 18 de outubro
Man Up! (ABC) *

Sexta-Feira, dia 21 de outubro
Chuck (NBC)
Grimm (NBC) *
Boss (Starz) *

Domingo, dia 23 de outubro
Once Upon a Time (ABC) *

Domingo, dia 30 de outubro
Allen Gregory (FOX) *

Quinta-Feira, dia 3 de novembro
Bones (FOX)

Domingo, dia 6 de novembro
Hell on Wheels (AMC) *

Quarta-Feira, dia 23 de Novembro
I Hate My Teenage Gaughter (FOX) *

Categoria: Televisão

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05/set 2011

Parabéns, Beyoncé!

Beyoncé

A maior diva da música pop mundial completou ontem 30 anos de idade. E Beyoncé tem motivos de sobra para comemorar a data. Além da recém-anunciada gravidez, a musa colhe os frutos de seu mais recente álbum, 4, que, apesar das críticas controversas, vai bem, obrigado, tem vendido bem e rendido bons sngles e clipes.

Confesso que nunca fui muito fã dessas grandes musas americanas, e conhecia pouco, quase nada de Beyoncé, quando tive a oportunidade de assistir à apresentação dela aqui no Brasil ano passado, em Salvador. Caraca! Não dá pra descrever a emoção que foi assistir ao, seguramente, melhor show que já vi na vida. Além da presença de palco que agiganta a cantora além dos seus naturais 1,69m, Beyoncé tem a voz mais poderosa da música pop, um repertório brilhante e a simpatia que poucos podem se orgulhar de ter. As projeções em HD, as trocas de roupa e coreografias vibrantes só abrilhantam ainda mais um espetáculo único. Desde então virei fã e devo todo o respeito a um raro e genuíno talento.

Beyoncé em Salvador
Foi assim que vi Beyoncé em Salvador no ano passado

Categoria: Música

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04/set 2011

Apollo 18 [Crítica XIII]

Em 1999 o mundo era um lugar bem mais inocente do que hoje, e uma campanha de marketing bem arquitetada fazia toda a diferença para convencer o público a assistir um filme de baixo orçamento, com equipe e atores completamente desconhecidos. Estamos falando de A Bruxa de Blair, um filme brilhante porque subverteu a lógica de produção de Hollywood e, mais que isso, se vendeu ao espectador com mais que um simples filme, mas uma filmagem real encontrada e editada para o público, o que os americanos chamam de “found footage”, e foi usado com maior ou menor êxito em Rec, Atividade Paranormal e Cloverfield. Naquele ano, eu, na inocência de garoto recém-saído do colegial, e muita gente junto comigo, chegou a acreditar que a história de três jovens em uma floresta investigando uma lenda local e misteriosamente desaparecidos era, realmente, de verdade.

Apollo 18

Corta para 2011. Apollo 18 é mais um filme fundamentado no gênero “found footage”. Oficialmente, a missão Apollo 17 foi a última a levar homens à Lua. Porém o que o diretor do longa, Gonzalo López-Gallego, tenta convencer é que houve mais uma missão, a Apollo 18, que visava investigar se os russos também mandaram homens à Lua. Missão que deu terrivelmente errado e, por isso, foi apagada dos registros como se nunca tivesse ocorrido. O filme, então, é formado por gravações amadoras dos três astronautas que, editadas, só agora chegam à tona.

Apollo 18É estúpida e desnecessária a estratégia de vender o filme como real, o que se reflete nas imagens, que simulam super 8 e 16mm, nos irritantes cortes e “defeitos” nas cenas, nos ruídos e cortes abruptos que mais tiram o foco da história do que ajudam na narrativa. E vamos ser sinceros, ninguém mais acredita que aquilo realmente tem alguma chance de ser verdade.

Apollo 18 tem seus méritos, como, por exemplo, o clima tenso e claustrofóbico que se instala durante toda a projeção, além dos muitos sustos que me levaram a pular da cadeira em alguns momentos. Mas é muita tensão para pouca história. História, aliás, totalmente inverossímil (o que é um pecado em um filme que tenta se fazer levar a sério como um “documentário acidental”), tocada por personagens sem nenhum carisma e, na tentativa artificial de conferir tridimensionalidade a eles, temos algumas das cenas mais dispensáveis do longa aqueles flashbacks constrangedores. Isso para não comentar o fim do filme, que me deixou com um único pensamento: #WTF!

Não sei se éramos mais inocentes em 1999, ou se realmente Apollo 18 soa como um desagradável “eu já vi isso antes”, mas saí do cinema, senão com uma sensação de tempo jogado fora, pelo menos com um grande sentimento de que tudo aquilo era desnecessário.

Categoria: Cinema, Críticas

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03/set 2011

Sonho de Consumo X – Marcador de livro do Mágico de Oz

É o marcador de livro mais bacana que já vi. Lembra da Bruxa Má do Leste, de  O Mágico de Oz? Então… é totalmente baseado nela. Queria muito!

Marcador de livro dO Mágico de Oz

Daqui.

Categoria: Coisinhas, Sonho de Consumo

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02/set 2011

O Guia do Mochileiro das Galáxias [Resenha VI]

Preciso confessar uma falha. Sempre me achei um cara antenado em termos de cultura pop, e até meio nerd. Mesmo assim, fiquei totalmente perdido quando ouvi falar pela primeira vez sobre o Dia da Toalha, nunca soube nada sobre o número 42 e, o pior dos crimes, não fazia ideia do que era O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Claro que já havia ouvido esse título, mas nunca me interessei muito por correr atrás de saber do que se tratava. Minha curiosidade só foi aguçada, se é que posso dizer que tenha sido, por uma promoção em uma livraria virtual. Os cinco livros que formam a  trilogia dO Guia do Mochileiro das Galáxias por um preço que normalmente não compraria um único livro.

Você leu certo. Uma trilogia de cinco livros. Sim, você pode esperar tudo de uma série de livros que se intitula uma trilogia de cinco. E esse é o menor dos absurdos da obra de Douglas Adams, que começou como uma série de rádio antes de virar os livros e, é claro um filme, lançado em 2005.

O Guia do Mochileiro das Galáxias

No primeiro livro, cujas 156 páginas eu devorei quase de uma vez só, conhecemos Arthur Dent, um sujeito absolutamente normal, que talvez só tenha contra sua sanidade o fato de ser amigo de Ford Prefect, um cara que tem um pequeno segredo: ele é um extraterrestre exilado na Terra há 15 anos. Quando os planos de demolição do planeta para a construção de uma via expressa intergaláctica (!!!) são colocados em prática, Ford leva Arthur consigo para uma aventura pelo Universo que o coitado mal consegue acreditar. Juntam-se a eles Zaphod Beeblebrox, o presidente da Galáxia que rouba uma nave e com ela resgata Ford e Arthur, além de Trillian, a garota que navega a nave junto a Zaphod e Marvin, um robô depressivo que é capaz até de levar um equipamento computadorizado ao suicídio.

O Guia do Mochileiro das GaláxiasO tal Guia do título é um livro que conta tudo o que é preciso saber para ser um mochileiro que viaja pela galáxia. Assim, nele dá pra descobrir que o item mais importante a se levar consigo a uma viagem pelo Universo é uma toalha, que os humanos são somente a terceira raça mais inteligente da Terra (já desconfiava que os golfinhos eram mesmo superdotados), e que os vogons, uma das raças mais detestáveis da Galáxia, usam a poesia como arma.

É o clima anárquico e o humor absolutamente inteligente que fazem de O Guia uma das obras mais interessantes de ficção científica já feitos. Cada página lida me reservava pelo menos uma boa risada, ou pelo menos um sorriso de satisfação. Veja, por exemplo, essa hilária conversa entre Arthur e Ford:

- Sabe – disse Artur -, é em ocasiões como esta, em que estou preso numa câmara de descompressão de uma espaçonave vogon, com um sujeito de Betelguese, prestes a morrer asfixiado no espaço, que realmente lamento não ter escutado oque mamãe me dizia quando eu era garoto.
- Por quê? Oque ela dizia?
- Não sei. Eu nunca escutei.

Uma das facetas mais engraçadas do livro é justamente o pobre Arthur, um cara azarado que do nada se vê envolvido em uma questão intergaláctica, e descobre que a Terra, seu lar destruído, não passava de um planeta construído sob encomenda de seres muito mais inteligentes do que nós (0s ratos de laboratório), interessados em fazer um experimento para descobrir qual é a pergunta  fundamental que explica a vida, o Universo e tudo mais. A pergunta, sim, porque a resposta já foi calculada por um super computador, e é 42!

Nem preciso dizer que já virei fã da saga, e que já comecei a ler o segundo livro, do qual falarei aqui em breve. É uma história de ficção científica sim, mas totalmente diferente de tudo o que você já leu, fazendo uma crítica inteligente à política, à burocracia e à alta cultura, enquanto tenta responder, afinal, qual o sentido da vida e se tudo na vida não passa de uma grande piada do Universo.

Categoria: Livros, Resenhas

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02/set 2011

Porque blogar? (ou The Two Hundredth)

Andrew GarfieldOutro dia falei sobre o discurso emocionado do Andrew Garfield na ComicCon sobre sua atuação como o Homem-Aranha, e como ele estava feliz por interpretar aquele papel. É de se inspirar, não é não?

Se você pensar bem, com certeza vai achar alguma coisa da qual você goste tanto que tenha vontade de dividir com o mundo todo. É por isso que eu blogo. Não porque queira ganhar dinheiro ou ficar rico com isso. Não tenho tempo nem quero me comprometer a esse ponto, a ser um blogueiro “profissional”.

Vira e mexe tenho crises de personalidade com o blog. Às vezes gostaria de atualiza-lo mais do que realmente faço, às vezes queria falar mais sobre alguns assuntos que acabam ficando para trás. Não raras vezes tenho vontade de largar tudo. Mas vontade é coisa que dá e passa, e aqui estamos nós, quase 5 meses e exatos 200 posts depois, firmes e fortes.

Confesso que todo dia busco o tom certo para este blog. Não quero esgotar tudo o que há para ser dito na cultura pop. Não, seria impossível, já existem outros blogs que correm atrás disso e, para ser sincero, não tenho muita paciência para certas coisas. Questiono a utilidade de um post só para mostrar mais uma foto de produção de um filme, que não mostra nada de novo, ou mais um teaser trailer que não acrescenta em nada, ou outro promo igual a outros 5. Minha missão aqui é diferente. Sempre imagino meu leitor como um amigo, alguém com quem me importo e, por isso, só vou falar sobre o que é realmente interessante. Mesmo que seja interessante só para mim, e tentando trazer algo mais, dando um tom mais pessoal, enfim, um bate-papo entre amigos mesmo.

Não sei porque resolvi falar disso agora. Talvez porque esses números redondos (são 200 posts, caramba) sempre incitem reflexões, ou porque me falte assunto para hoje, mas principalmente porque, ainda que com objetivos modestos, esse blog sempre me deu um orgulho danado, e quero que você faça parte disso.

Enfim, assim como o Andrew Garfield, tô aqui hoje pra dizer que sou muito feliz em poder escrever para você ler. Sou jornalista por formação e por paixão pela informação, sou blogueiro por tudo isso e por amor à cultura pop. E se eu poder dividir isso com você, leitor, por mais 200, 400, 2.000 posts, vai valer muito mais do que o dinheiro que eu poderia ganhar com o blog, pode ter certeza disso.

Categoria: Bastidores

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