30/jun 2011

A primeira imagem da 6ª temporada de Dexter

Sem mais delongas, depois daquele teaser promo de arrepiar, eis a primeira imagem da nova temporada de Dexter, que estreia em meados de setembro no Showtime:

Dexter 6ª Temporada

A imagem mostra Dexter  recolhendo filhotes de cobra (???) de um corpo. Dizem os produtores que nessa temporada o nosso serial killer favorito vai enfrentar um assassino totalmente diferente de tudo o que ele já viu.

Categoria: Televisão

Tags:

29/jun 2011

Os Agentes do Destino [Crítica VII]

Os Agentes do DestinoVocê acredita em destino? Será que existe uma força que nos move inexoravelmente rumo a um caminha traçado, e o tal do livre arbítrio não passa de balela? É a partir deste questionamento que se desenvolve Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau).

No filme, Matt Damon é David Norris, um jovem e carismático deputado que vê uma eleição praticamente ganha para o Senado ir por água abaixo graças à sua impulsividade. No dia da derrota, ele conhece a bailarina Elise Sellas (a sempre fantástica Emily Blunt), e se apaixona imediatamente. Porém, ele passa a ser perseguido por misteriosos homens, os tais agentes do destino, que têm como função garantir que cada ser humano se mantenha dentro do caminha traçado para si pelo que eles chamam de “O Presidente”.

A premissa do filme é muito interessante. Para começar, David só se envolve de verdade com Elise graças a um deslize de um dos agente, que cochila quando devia fazer o político derramar café em si mesmo e, assim, perder o ônibus onde ele voltaria a se encontrar com Elise. Além disso, apesar de não estar no destino de David ficar com Elise, os dois a todo momento se cruzam, o que poderia ser uma falha do roteiro, mas é inteligentemente explicado no longa. A história faz pensar em como pequenos atos podem nos levar a rumos totalmente diferente na vida, e me fez lembrar muito o filme De Caso Com o Acaso, de 1998, em que um pequeno momento na vida da personagem de Gwilneth Paltrow muda sua vida completamente (e podemos acompanhar os dois rumos simultaneamente).

Os Agentes do Destino

Duas coisas fazem Os Agentes do Destino funcionar muito bem: a primeira é o casal principal. Matt Damon esbanja vitalidade, Emily Blunt está adorável, e a química entre os dois é evidente, o que nos faz torcer pelo casal e acreditar que eles foram feitos para ficar juntos. O outro motivo é a feliz mistura de gêneros: o filme é vendido como um sci-fi de ação, tem boas cenas neste sentido e uma certa dose de mistério, que vai sendo revelado em doses homeopáticas durante a projeção. Mas Os Agentes do Destino é, sobretudo, uma bela história de amor.

Os Agentes do Destino é baseado no conto Adjustment Team, do mestre do sci-fi Philip K. Dick, que você pode ler neste link, na íntegra (em inglês).

Categoria: Cinema, Críticas

Tags: , ,

29/jun 2011

Uma Canção VII – Especial músicas sobre música

Como já virou tradição por aqui, quarta-feira é dia de Uma Canção. Hoje, esta seção é especial, totalmente metalinguística. Selecionei duas pérolas da música brasileira. A primeira é Uma canção é pra isso, da banda mineira Skank, uma bela canção pop (como costumam ser as músicas do Skank), que ao meu ver merecia receber mais atenção das pessoas:

Skank – Uma Canção é pra isso

 

Uma canção é prá acender o Sol
No coração da pessoa
Prá fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa…

Uma canção é prá trazer calor
Deixar a vida mais quente
Prá puxar o fio da paixão
No labirinto da gente…

Prá consertar
Prá defender a cidadela
Prá celebrar
Prá reunir bairro e favela…

Uma canção me veio sem querer
Naquela hora difícil
Joguei-a logo nesse iê iê iê
Por profissão ou por vício…

Prá clarear a escuridão
E o mundo encerra
Prá balançar
Prá reunir o céu e a terra…

Uma canção é prá fazer o Sol
Nascer de novo
Prá cantar o que nos encantou
Na companhia do povo…

Prá consertar
Prá defender a cidadela
Prá celebrar
Prá reunir bairro e favela
Oooooooh!…

Uma canção é prá acender o Sol
No coração da pessoa
Prá fazer brilhar como um farol
O som depois que ressoa…

Prá clarear a escuridão
E o mundo encerra
Prá balançar
Prá reunir o céu e a terra…

A outra é a não menos bonita Borboleta, de um dos caras mais incríveis da música brasileira atual (tô devendo um post sobre ele), o cantor e compositor Marcelo Jeneci. Se fosse preciso uma canção para definir a palavra música nos dicionários, com certeza seria essa:

Marcelo Jeneci canta "Borboleta" no Estúdio Showlivre – 8/11

 

Música é que nem borboleta
Ela voa pra onde quer
Ela pousa em quem quiser
Não é homem e nem mulher
Música que sai da gaveta
Se traveste na voz de alguém
Quando entra dentro da cabeça
Não é sua nem ninguém

Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão

Se não decorar a letra
Pode cantar ola e larala
A melodia pode assoviar
Pode até dar um berro pode berrar

Às vezes ela é como um ladrão
Ou como um convidado trapalhão
Depois que entra não quer mais sair
Quer repetir, repetir, repetir

Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão

Verde, branca, azul ou vermelha
Também tem música de toda cor
De acalanto, de baile de amor
De restaurante, de elevador
Música é que nem borboleta
Sai do casulo do alto-falante
Do carrossel e da roda gigante
Pra que você e todo mundo cante

Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão

Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão

Te invade, te assalta e te faz refém
Se a rima não vem já sabe
Bater palma com a mão
E quando chegar o refrão
Bater com os pés no chão

Categoria: Música, Uma Canção

Tags: ,

28/jun 2011

Do Fundo do Baú I – Wall-E

Entre 2007 e 2009, mantive o blog Yeah!, que tinha basicamente o mesmo formato deste aqui. Pois bem, o blog está fora do ar há pelo menos dois anos, mas achei um arquivo valioso, com boa parte dos posts publicados à época, principalmente entre 2008 e 2009. Vou começar a desovar por aqui alguns textos que me orgulham e/ou me trazem boas lembranças. Achei oportuno começar com um post publicado há exatos três anos, com as minhas impressões sobre um filme que está fácil até hoje no meu top 3: a belíssima animação Wall-E.

Nas primeiras cenas de Wall-E, vemos o simpático robozinho cumprindo mecanicamente sua tarefa de juntar e compactar o lixo deixado pelos seres humanos na Terra. Pelo tamanho das pilhas de lixo compacto que formam a paisagem pós-apocalíptica que nos é apresentada, dá pra perceber que o pequeno Wall-E está ali há bastante tempo (700 anos, sabemos depois). Depois de tanto tempo, parece que o robô desenvolveu uma personalidade, e passa os dias colecionando objetos interessantes que coleta no meio do lixo, explorando o ambiente com seu espírito curioso, acompanhado do único ser vivo que sobrou na Terra, uma barata tão curiosa quanto Wall-E. E claro, assistindo Hello, Dolly em seu iPod e tentando imitar as cenas.

Wall-E

Não é preciso mais do que 10 minutos de filme para que a afeição por Wall-E fique evidente. Ao mesmo tempo em que nos apaixonamos por uma das criaturas mais carismáticas já apresentadas no cinema, fica também uma certa angústia provocada pela solidão do personagem. É quando uma nave espacial desce na Terra, provocando tremores de medo em Wall-E, e despertando sua curiosidade sobre a robô que sai de dentro da nave, a modernosa e nervosinha Eva.

Wall-E

Eva é um robô mandado à Terra para procurar vestígios de que o ambiente já é propício para a volta dos humanos que, após tornarem o planeta inabitável com tanto lixo, precisaram se exilar no espaço. E é uma pequena plantinha guardada por Wall-E que dá a missão de Eva por cumprida. Nesse momento, a curiosidade de Wall-E já virou o mais puro amor por Eva. Chega a comover a forma como o robô faz tudo para proteger a amada quando ela está “desligada”, ou a timidez da tentativa de pegar na mão de Eva pela primeira vez.

Quando a nave volta para buscar Eva, Wall-E não quer ficar sozinho novamente e dá um jeito de ir junto. A partir desse momento a história passa para a nave dos humanos, que são retratados como criaturas gorduchas e preguiçosas. Nesse momento, o filme perde um pouquinho o ritmo, mas só porque queremos mais e mais Wall-E vivendo suas confusões atrás de Eva. Nada que tire o brilho do filme.

Falar das qualidades de Wall-E é difícil, de tão fácil se apaixonar pelo robozinho. Seu jeito inocente, desastrado, mas extremamente simpático e amoroso, é  capaz de derreter até mesmo os mais durões. O personagem consegue transformar um filme onde os diálogos ocupam espaço mínimo em uma experiência mágica e deliciosa. Mais do que isso, Wall-E tem o poder de trazer uma mensagem ambiental tão contundente quanto Uma Verdade Inconveniente, sem o academicismo de Al Gore, e sem cair no ridículo como M. Night Shyamalan em Fim dos Tempos. O humor de Wall-E é delicioso e inocente, e consegue arrancar de gargalhadas sinceras a sorrisos tímidos, e duvido que em dado momento alguém tenha conseguido evitar os olhos marejados.

Dizem que Wall-E é uma das melhores animações já feitas. Mentira pura! Wall-E é um dos melhores filmes já feitos. O fato de ser um desenho animado é apenas um artifício para contar uma boa história. E não é disso que é feita a magia do cinema?

Wall-E

P.S.: Não saia do cinema antes do fim dos créditos. A história continua ali de forma magnificamente criativa.

Post originalmente publicado no dia 28 de junho de 2008.

Categoria: Cinema, Do Fundo do Baú

Tags:

28/jun 2011

Sonho de Consumo IV – Touquinha do Shrek

27/jun 2011

Você viu a première de Falling Skies?

Falling Skies

Falling Skies é uma das grandes promessas da summer season 2011. Pudera, o programa tem a assinatura de Steven Spielberg. E se tem duas coisas que a gente gosta de ver Spielberg fazendo é história de ET e dinossauro.

À primeira vista, a série lembra The Walking Dead, com ETs no lugar de zumbis. Assim como no programa da AMC, aqui temos um grupo de resistência tentando sobreviver em um cenário pós-apocalíptico. Da mesma forma, a trama já começa com as criaturas instaladas na Terra (elas estão aqui há 6 meses) e o humanos tentando se adaptar (e sobreviver) à presença dos intrusos.

No caso de Falling Skies o foco principal é o professor de história Tom Mason (Noah Wyle, o dr. Carter de ER) e sua família, formada pelo filho mais velho, Hal (Drew Roy) e o pequeno Matt (Maxim Knight), que tenta crescer como um garoto normal, mesmo em meio a uma guerra interplanetária.

Falling Skies

Os ETs de Falling Skies não têm um visual exatamente original, mas nada que comprometa o andamento da história. O desenvolvimento dos personagens fica aquém do desejável. Tom, por exemplo, tem a mania irritante e inútil de a todo momento nos lembrar que é um professor de história, através de citações de fatos históricos.

O lado bom disso tudo, se você não se animou muito com o piloto duplo, é que o site io9 assistiu aos 7 primeiros episódios, e diz que cada capítulo é melhor que o anterior, e que a série realmente engrena a partir do terceiro episódio. A gente espera e torce, porque Falling Skies realmente tem potencial de ser um grande hit.

Leia mais sobre Falling Skies:
Falling Skies – Episódio Piloto (Dude News)
Primeiras impressões: Falling Skies (Caldeirão de Séries)
Falling Skies – 1×01/02: Live and Learn/The Armory (Série Maníacos)

Categoria: Televisão

Tags: , , , ,

27/jun 2011

Sonho de Consumo III – Acessório para carro do Woody

 

Muito cool! E falando nisso, o Tom Hanks tá falando por aí que a Pixar vai fazer Toy Story 4. E eu só pergunto: precisa?

Categoria: Cinema, Coisinhas, Sonho de Consumo

Tags:

26/jun 2011

É hoje a volta de True Blood!

Pois é, hoje começa a quarta temporada da série de vampiros mais gostosinha da TV mundial, True Blood. Este blog, como meio mundo, está contando as horas pra por as mãos no novo episódio. Só pra esquentar, veja as três versões para a capa da Entertainment Weekly dessa semana e, se puder, escolha a melhor.

True Blood

True Blood

True Blood

Não reconheceu a referência? É o quadro American Gothic, de Grant Wood.

American Gothic, de Grant Wood

Categoria: Televisão

Tags:

26/jun 2011

Se Beber Não Case II [Crítica VI]

O mais óbvio a se dizer ao começar uma crítica de Se Beber Não Case II é que a história do longa é muito, mas MUITO, parecida com a do primeiro filme. Não é exagero dizer que os roteiristas devem ter se limitado a trocar uma outra linha do roteiro, uma palavra aqui e outra ali e pronto, temos um novo filme!

Se Beber Não Case II

Assim como no primeiro longa, um dos personagens principais (dessa vez é o Stu de Ed Helms) vai se casar, e durante a despedida de solteiro com os amigos, por causa do consumo de coisinhas nem tão lícitas, acabam enlouquecendo e acordando no dia seguinte em um lugar estranho (no primeiro era uma suíte de luxo em Vegas, no segundo uma pocilga em Bangcoc), com um animal estranho no quarto (no primeiro era um tigre, no segundo um adorável macaquinho que adora fumar), uma parte do corpo faltando (um dente no filme 1, um dedo no 2), elementos que foram parar ali ninguém sabe como (uma aliança no dedo de Stu ou uma tatuagem no rosto do mesmo) e uma pessoa perdida (o próprio noivo no primeiro filme, e o irmão da noiva neste segundo).

Não me entenda errado, achei o primeiro filme sensacional, dei muitas risadas e achei a história interessante e increvelmente grudenta. O grande problema deste novo filme é que ele, apesar de ter estrutura idêntica ao primeiro, acaba apelando um pouco demais. Por exemplo, as piadas escatológicas e sexuais que proliferam neste longa são, muitas vezes, completamente desnecessárias (a cena em que Stu descobre o que aconteceu entre ele e uma prostituta, por exemplo, poderia ter ficado no campo da insinuação em vez de ser tão explícita, mas aí haveria o risco do público não entender a ironia). Além disso, Alan (Zach Galifianakis), considerado por muitos o melhor personagem do longa (para mim os melhores personagens são o macaco e Mr. Chow), não vai muito além do que já havia mostrado no primeiro filme (aliás, o papel é uma repetição de todos os que o ator já fez em sua carreira, o que me leva a questionar o motivo dele ser o novo queridinho da comédia americana). Até Stu, que tem ótimos momentos, tem também momentos de extremo exagero, ficando caricaturalmente afetado.

Se Beber Não Case II

Mas o mais impressionante disso tudo é que, apesar de tudo, Se Beber Não Case II é um filme que prende a atenção até a última cena (ou até depois dela, considerando a sequência de fotos durante os créditos, que é uma das partes mais engraçadas do longa), graças à sua estrutura de ir revelando aos poucos os desdobramentos da noite anterior, ainda que a revelação final venha de um insight digno de um episódio de House. É essa estrutura que faz com que saiamos do cinema achando que perdemos tempo assistindo a esse filme, mas com a certeza de que, quando sair Se Beber Não Case III (e ele já está em produção) estaremos ali novamente.

Categoria: Cinema, Críticas

Tags: ,

26/jun 2011

Tem que ver: Wilfred

Wilfred - PosterPara algumas séries de TV, basta conhecer a premissa básica para se apaixonar, independente de ver um único episódio. É o caso de Wilfred, comédia de meia hora que o canal americano FX estreou essa semana.

O protagonista de Wilfred é Ryan (Elijah Wood, em seu primeiro papel na TV), um jovem advogado desempregado e depressivo, que nem mesmo se matar consegue (sua carta de suicídio já está na quarta revisão, e quando toma um monte de pílulas para dormir, descobre que na verdade eram pílulas de açúcar). Mas as coisas começam a mudar em sua vida quando ele deve cuidar do cachorro de sua vizinha, Wilfred.

E aí é que está o pulo do gato (ou do cão) da série. Enquanto todos veem Wilfred como o que ele realmente é – um cachorro – Ryan enxerga o animal como um homem adulto vestido com uma ridícula fantasia de cachorro (James Gann). Mais do que isso, Wilfred conversa com Ryan, é manipulador, vingativo, mulherengo e sacana – e ainda adora cigarro e cerveja. À medida em que vão se conhecendo e desenvolvendo a relação, Wilfred ajuda Ryan a sair do casulo em busca da felicidade, ensinando ao rapaz sobre a vida, as pessoas e até o amor.

O primeiro episódio é fantástico, principalmente nos momentos em que Wilfred encarna seu lado mais canino – ao perseguir uma moto ou brincando com uma garçonete. É engraçadíssimo ver as pessoas brincando com um cachorro que, na verdade, vemos como um australiano fanfarrão vestido de cachorro.

Wilfred

Wilfred é a versão de uma série australiana de mesmo nome, onde  James Gann faz o mesmo pape, adaptada por David Zuckerman (de Uma Família da Pesada). Porém, ao contrário da versão original, mais centrada no personagem do cachorro, aqui o centro da história é a relação entre Ryan e Wilfred. A primeira temporada de Wilfred terá 13 episódios, e várias participações especiais estão programadas, como Chris Klein, Rashida Jones e Nestor Carbonel (o Richard Alpert de Lost). A série ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Veja esse pequeno promo de Wilfred:

FX – Wilfred Promo

Categoria: Televisão

Tags: , ,

Página 1 de 612345...Última »

Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons.
Fósforo. © 2011 www.fosforo.blog.br