É, pessoal… Este blog entra em recesso a partir de hoje, afinal é carnaval! Amanhã tô viajando, e volto logo depois do carnaval, com a programação normal. Não esqueça de participar do bolão do Oscar e da promoção Um Mundo Brilhante.
Deixo vocês com o fantástico frevo-enredo do Parangolé Valvulado, o bloco de carnaval mais bacana daqui de Juiz de Fora. Vale a pena ouvir!
Hoje é dia dos namorados! Pelo menos nos EUA, em Portugal e no resto do hemisfério norte. É que 14 de fevereiro é dia de São Valentim, o santo casamenteiro das bandas de lá.
No Brasil, o dia dos namorados é comemorado em 12 de junho, porque é véspera do dia de Santo Antônio, aquele que sofre as mais sádicas torturas nas mãos de moças desesperadas por um homem pra chamar de seu.
Pode falar que a data é uma criação do comércio pra vender mais (e é mesmo, já que, aqui no Brasil, foi o empresário João Dória quem trouxe a ideia), mas a verdade é que todo mundo fica um pouco romantiquinho nesse dia. E pra não dizer que eu deixei a data passar em branco, vamos relembrar os três posts especiais que fiz no dia dos namorados (o nosso) do ano passado?
Sempre fui fã de Stephen King. Houve uma época em que eu devorava tudo o que o autor escreveu, sem pensar. Perdi a conta de quantas vezes perdi o sono, assustado após ler um livro do cara. Por isso, é de estranhar que eu tenha o livro Christine (Editora Objetiva) na minha estante já há bastante tempo, e ainda não o tinha lido. Talvez porque cometi a asneira de ver o filme, de 1983, e achado super mega ruim. Mas, selecionando minha leitura do mês para o Desafio Literário, apesar de ter planejado ler outras obras, dei de cara com o calhamaço de quase 600 páginas, e resolvi encará-lo de uma vez por todas. Lembrando que o tema de fevereiro é livros cujo título seja um nome próprio.
A Christine do título, você deve estar pensando, é uma garota maléfica e sanguinária. Maléfico e sanguinário, sim, mas Christine não é uma garota, mas um carro. Sim, um carro com vontade própria, um sentimento de posse profundo com seu dono e um ciúme mortal dele. Nada muito diferente de uma garota, se pensarmos bem.
Arnie Cunningham é um adolescente comum, meio tímido, cheio de espinhas e sem muito sucesso com as garotas. Mas as coisas mudam no dia em que ele põe as mão em um carro velho que ele vê na rua. Um Plymouth Fury vermelho 1958 caindo aos pedaços. À medida em que arruma o carro, que passa a se chamar Christine, o próprio Arnie vai mudando de aparência e também de personalidade. A coisa podia parar por aí, mas quando Arnie conhece a garota Leigh Cabot e começa a sair com ela, Christine fica louca de ciúmes, e estranhas mortes começam a acontecer.
Quem narra a maior parte da história é Dennis Guilder, melhor amigo de Arnie. Ele é o primeiro a desconfiar que há algo errado com Christine, e começa a investigar o passado do carro. Mas o que o rapaz não imagina é que ele próprio corre perigo.
Como todo livro de Stephen King, Christine tem uma boa dose de suspense. Aqui, ele consegue causar espanto mesmo sendo o vilão um simples carro! Apesar do tamanho da obra, a leitura é rápida e, mais que isso, é quase impossível parar de ler no meio, tamanha a ansiedade e curiosidade causadas pela história. Para quem gosta de livros de suspense e mistério, uma obra imperdível!
Lembrei hoje de um filme trash que eu assisti tipo um milhão de vezes quando era criança: A Coisa (The Stuff, 1985). No longa, um minerador encontra uma uma substância branca e cremosa, algo meio entre sorvete e iogurte, que brota da terra. Logo, a tal substância passa a ser industrializada e recebe o nome de Stuff (a tal da Coisa). Um ex-agente do FBI resolve investigar a fórmula da substância, e descobre que a Coisa tem algo estranho: ela é viva, se mexe sozinha, e transforma quem a come em zumbi. Fala sério se não é mega trash?
O filme, dirigido por Larry Cohen (de Celular e Por Um Fio), passava direto no SBT na minha infância, e recentemente achei o DVD em uma banca de revistas. Não resisti e tive que compra-lo. Confesso que a experiência de rever A Coisa não foi das mais agradáveis: o filme é totalmente sem sentido e extremamente mal feito. Só uma lembrança continuou a mesma: a vontade de comer a Coisa.
Conheço gente que ficou dias sem tomar sorvete depois de ver A Coisa. Eu não. O filme me dava fome, e uma vontade quase incontrolável de comer aquela gosma branca que as pessoas na tela comiam com tanto prazer. A vontade era tanta que eu nem ligava pro fato de que quem comia a Coisa tinha as estranhas comidas pela Coisa depois.
O Fósforo Carnival é uma sessão do blog que indica links para textos, vídeos e outros posts interessantes que me chamaram a atenção na internet e merecem ser divididos.
Você já ouviu Gimme all your luvin’? Se ainda não fez esse favor a você mesmo, faça-o agora. E me responda: quantos segundos são necessários para você ser fisgado pela música? 46 (quando entra o refrão oficial)? 34 (quando começa o que parece ser um falso refrão)? Sete (o tempo em que ela estoura uma porta e começa efetivamente a cantar uma abertura musical irresistível)? Três (o suficiente para o corinho “L-U-V, Madonna” entrar permanentemente nos seus ouvidos)? Tanto faz… Em menos de um minuto, você sabe que está diante de uma canção pop contagiante. Lembra-se da primeira vez em que você ouviu “Music”, da própria Madonna? É mais ou menos o mesmo processo… [Leia tudo]
André Barcinski falou sobre a estreia nacional de O Artista, e refletiu sobre o lado bom e o ruim da chegada do som ao cinema.
Quando o som chegou ao cinema, houve uma mudança brusca. As câmeras tiveram de ser “blindadas” em gigantescas caixas à prova de som, para que o barulho da câmera não fosse captado pelos microfones. Isso limitou demais os movimentos de câmera. A necessidade de colocação de grandes microfones, ocultos no cenário, também ajudou a “engessar” as cenas. Por isso, os primeiros filmes sonoros são, em sua maioria, primariamente filmados, em comparação com os grandes filmes mudos. [Leia tudo]
Adorei esse cover de Moves Like Jagger, do Maroon 5 com a Christina Aguilera, que o Felipe Mark fez. Vi o link no Papel Pop, e acho que vale a pena compartilhar:
O documentário Muito Prazer, realizado pela UFMG, traz depoimentos de travestis e transexuais daqui de Juiz de Fora. Vale gastar meia horinha. Está dividido em três partes no YouTube: parte 1, parte 2, parte 3.
Um blog: No fim o cara morre
Um inusitado blog cuja proposta é simplesmente contar o final dos filmes, estragando toda a surpresa. Aprecie com moderação. Mas mesmo morrendo de ódio, duvido que você resista a ler todos os posts.
Um Tumblr: Funny Bands
Você conhece Kátia Pereira? Gosta da banda Black City? A sacada do Funny Bands é traduzir ao pé da letra nomes de artistas e bandas estrangeiros para o português, e americanizar, também de forma literal, nomes de músicos brasileiros. É de chorar de rir coisas como Little Martin from the Village (Martinho da Vila), Vanessa from the Woods (Vanessa da Mata) e, a melhor, Black River and Only Lemons (Rio Negro e Solimões).
Pra terminar, tenho que agradecer dois blogs que me citaram nos últimos dias. A Sharon, do Quitandinha 111, falou sobre a promoção do Um Mundo Brilhante, e até mostrou uma foto do monitor dela com o Fósforo aberto. Adorei o bilhetinho que ela deixou em cima, com a pergunta da promoção. Caprichem na resposta porque a garota tá pensando bastante pra arrasar, hein? Já a Ana Virgínia, do Filha de José, falou sobre os marcadores de página do Fósforo que eu enviei pra ela, e ainda indicou o blog para seus leitores. Muito obrigado mesmo, meninas!
Tudo Sobre Cinema (Editora Sextante), organizado por Philip Kemp, é um guia de filmes. Porém, ao contrário do seu irmão mais parrudo, o famoso 1001 filme para ver antes de morrer, não é um simples catálogo de longa-metragens.
O livro é organizado por períodos de tempo. Dentro de cada capítulo, que cobre uma ou duas décadas, temos textos sobre movimentos e escolas cinematográficas, antes de conhecermos alguns filmes representativos do tema abordado. Assim, em vez de apenas lermos sobre Cantando na Chuva, conhecemos todo o contexto dos musicais de Hollywood nos anos 50. E no espaço reservado para cada filme (todos eles têm duas páginas), além da sinopse, curiosidades e uma biografia do diretor, ainda temos alguns momentos marcantes do longa em questão, tudo isso ricamente ilustrado.
Se 10o1 filmes… ganha na quantidade de filmes apresentados, Tudo Sobre Cinema tem uma proposta mais abrangente: não só listar filmes essenciais, mas contextualiza-los na história do cinema e no momento cultural em que é produzido. Nesse sentido, é uma obra realmente indispensável para quem gosta de cinema. E se é uma delícia folheá-lo despretensiosamente, também é uma ótima pedida lê-lo do começo ao fim, conhecendo a história da sétima arte e os filmes representativos de cada época.
Quer ter esse livro na sua prateleira? É claro, né? Então corre e participa do Bolão do Oscar 2012, que o melhor palpiteiro vai receber no conforto do lar um exemplar novinho dele.
Logo no começo de Os Descendentes (The Descendants), Matt King, o personagem de George Clooney, diz que todos os seus amigos acham que, só porque ele vive no Havaí, sua vida é uma alegria só, regada a surfe, bebidas e hula-hula. “Eles são loucos? Acham que somos imunes à vida?”, Matt pergunta. “Como é possível achar que nossas famílias erram menos, temos cânceres menos fatais, enxaquecas menos dolorosas?”.
As enxaquecas de Matt são sim bastante dolorosas. Sua esposa, Elizabeth, sofreu um acidente de barco, está em coma há 23 dias, somente esperando pela morte. Sua família está às voltas com a venda de um imenso terreno que vale uma verdadeira fortuna, herança de um parente distante na árvore genealógica, e Matt é o responsável por escolher o comprador ideal. Sua filha mais velha, Alexandra (Shailene Woodley), é uma garota que vive caçando confusão com fugas e bebidas no colégio em que estuda, enquanto Scottie (Amara Miller) é uma menina precoce, que solta palavrões com uma facilidade incrível. Matt, que nunca foi um pai dos mais presentes, aproveita o momento difícil para tentar se reconectar às meninas. Para piorar a situação, ele descobre que a esposa tinha um caso com um agente imobiliário (Matthew Lillard), bem embaixo de seu nariz.
Os Descendentes é um belo filme, em que, mais do que a trama, que poderia muito bem ser a de um dramalhão mexicano, tem todo o seu destaque focado nos atores. George Clooney entrega sua melhor performance, em uma atuação cuja sinceridade comove e, se o mundo for justo, vai ganhar o Oscar. As meninas Shailene Woodley e Amara Miller dão show, apesar da pouca experiência em tela. E Judy Greer, que tem apenas três cenas como a esposa do amante de Elizabeth, brilha como nunca.
Um dos grande trunfos de Alexander Payne, o diretor de Os Descendentes, é conseguir dar ao filme um balanço entre um drama devastador e comédia para rir alto, contando uma história que é ao mesmo tempo trágica, mas dá aquela sensação de bem estar que só o bom cinema consegue. O Havaí, mais que um cenário, é personagem da trama. Acostumado a ver o 50º estado americano como um paraíso ensolarado e paradisíaco? Pois aqui o Havaí é visto quase sempre com tempo nublado, quase inóspito, assim como é a vida de Matt King e sua família.
A Sony divulgou ontem um novo trailer de O Espetacular Homem-Aranha, reboot cinematográfico do herói mais divertido dos quadrinhos. E quem viu uma prévia de 8 minutos do novo filme garante que o longa é mais sombrio e realista que a trilogia de Sam Raimi. E, cá entre nós, Andrew Garfield é o Peter Parker perfeito! Veja o trailer:
Chegou a hora de concorrer a um exemplar novinho de Um Mundo Brilhante, da autora T. Greenwood. O kit, que vem com o livro em uma caixinha mega simpática, marcador de páginas (tanto do livro quanto do Fósforo) e uma capa de chuva, é cortesia da Editora Novo Conceito, e se eu fosse você não deixava de participar.
Pra deixar as coisas mais interessantes, dessa vez não faremos um simples sorteio, mas um concurso cultural. Explico: no livro, a história é dividida em blocos com nomes de cores, tipo Mundo Vermelho, Mundo Amarelo, Mundo Preto-e-branco, e por aí vai… Cada cor corresponde a um momento vivido pelo protagonista. E aí eu te pergunto: Qual a cor do seu mundo? Por quê? Vai levar pra casa esse kit lindo quem me der a resposta mais criativa.
Mas atenção às regras: só será aceita uma resposta por pessoa (se você enviar mais de uma considerarei somente a primeira), e as respostas devem ser enviadas até domingo, 26 de fevereiro. Para selecionar a melhor resposta, vou convidar duas blogueiras pra me ajudarem na tarefa, e você não achar que eu tô roubando pra alguém. São a minha amiga Juliana, do batom de Clarice, e a fofa Patrícia Pirota, do Ainda MininaMá, que foi a vencedora da última promoção daqui do blog. O mais legal de tudo é que eu ainda nem avisei pra elas que elas estão na banca de seleção, mas sei que elas são boazinhas e vão topar. O resultado eu divulgo junto com o do Bolão do Oscar, no dia 28. Combinado?
Ah, fico devendo uma foto decente do kit, porque o cabo da minha câmera cismou de não funcionar hoje. Malsaê!
Começou ontem, depois do Super Bowl, a segunda temporada do reality show musical mais bombado da América: o The Voice! Os jurados do programa, Adam Levine, Blake Shelton, Cee-Lo Green e Christina Aguilera, estão na capa da última Rolling Stone dos EUA:
Via dasBancas. Lembrando que a Globo deve lançar a versão nacional do reality esse ano. Dá pra imaginar quem irá compor o júri?