Yada Yada Yada
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Pra não dizer que este blog está morto, o bacaníssimo texto da Vanessa Bárbara na coluna Vanessa Vê TV, da Folha de hoje. Logo mais, falo sobre o sumiço e o retorno.
Uma das características mais curiosas da memória é quando ela teima em reter coisas que não são nossas e nem sequer são relevantes.
Por exemplo, toda vez que eu vejo alguém fritando bolinhos me lembro de uma história absolutamente sem graça que aconteceu com uma amiga: alguns acepipes explodiram na frigideira e ganharam o apelido de “bolinhos Bin Laden”. Não tem importância e nem foi comigo, mas me recordo com nitidez.
Há uns anos, eu e minha mãe evocamos um episódio pitoresco e ficamos dias tentando descobrir quem era o protagonista da história. Eu? Ela? Então percebemos que aquilo estava num livro e acontecera com o Sting.
O mesmo vale para episódios de séries, cenas de novela ou bordões de personagens que compartilhamos como se tivessem acontecido conosco.
Na hora de fazer um pedido no restaurante, por exemplo, alguém pode citar “Friends” e dizer que “Joey não divide comida”. Na outra ponta da mesa, o primo de um amigo de um conhecido exclama: “Lembra quando ele tirou um garfo do bolso e começou a comer um troço do chão? E quando a Rachel fez pavê de carne porque as páginas do livro estavam grudadas?”.
Pode parecer que estamos falando de algo que ocorreu com o grupo.
A memória compartilhada da TV pode aproximar desconhecidos e afastar bons amigos que não conhecem “Seinfeld” e não entendem por que estes pretzels estão me dando sede.
Quando alguém pergunta o que vamos fazer hoje, provavelmente será “o que fazemos todas as noites, Pinky: tentar dominar o mundo”. Quem ignora o desenho “Animaniacs” vai ficar boiando.
Um jantar pessimamente executado logo é rebatido com a frase: “Amigo, junte suas facas e vá embora”, como no reality show de culinária “Top Chef”. Se algo estranho acontece, a música tema de “Arquivo X” é entoada em coro. Em caso de gripe, a sugestão é sempre uma punção lombar. E o diagnóstico, lúpus. Como em “House”.
Às vezes a citação cai no vazio: “Justamente quando pensei que tinha escapado, eles me puxaram de volta”, imita alguém, e é preciso explicar que se trata de uma menção a “Família Soprano”, que por sua vez tirou as palavras de Michael Corleone.
Há até quem conte uma história como se fosse sua, confundindo detalhes e descartando a fonte até que alguém diga: “Isso não aconteceu com o seu primo em Jaguariúna, cara. Foi com o Bob Esponja e um molusco que luta caratê”.








O livro é narrado por Brian Jackson, um jovem de 19 anos que perdeu o pai muito cedo e acaba de entrar na faculdade. Agora, pela primeira vez vai morar fora da casa da mãe, se virar sozinho, se apaixonar e, o mais importante: realizar seu sonho de participar de um programa de perguntas e respostas sobre conhecimentos gerais na TV, o Desafio Universitário. O grande problema é que ele é imaturo, um completo desajustado social, que sempre fala as coisas erradas, age de forma estúpida e raramente consegue se portar adequadamente em público. O mais engraçado é que em vários momentos ele “atua” da forma que imagina ser mais apropriada, se atrapalhando ainda mais.
Sem mais delongas, foram 37 comentários válidos, e o 

Pra participar do Bolão Oscar 2013 é fácil: é só escolher o seu favorito entre os indicados para cada uma das principais categorias do Oscar. E pra deixar tudo mais interessante, tem um mimo para quem der os melhores
Nesse primeiro livro, a protagonista e narradora é Sarah, que está às voltas com um “relacionamento” à distância com Joe, um universitário que ela conheceu durante as férias em Barcelona. Ela fica completamente obcecada por Joe, e ele parece não dar muita bola pra ela, mas parece que somente seus amigos enxergam isso, o que cria um conflito entre Sarah e o resto do grupo.